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domingo, 31 de janeiro de 2010

Bíblia: mito ou realidade?


Conta a anedota que uma mulher de Manhattan que morava próximo à ferrovia ligou para a companhia para reclamar de danos em seu apartamento causados pela passagem dos trens. Ela alegou que pedaços do reboco de seu quarto estavam se desprendendo devido à vibração e exigia indenização. Dois meses depois, no momento em que ela se preparava para entrar no banho, a campainha tocou. Com a toalha enrolada no corpo, ela espiou pelo olho mágico e viu um homem de boné, uniforme e crachá. Era o técnico da companhia de trem. Justo naquele momento?! Dali a poucos minutos, ela teria que comparecer a uma entrevista de emprego.

A mulher tentou explicar a situação, mas o técnico disse que teria que anotar em seu relatório que a cliente não pôde recebê-lo, e disse também que uma nova visita poderia demorar outros dois meses. Contrariada, ela pediu que o homem entrasse, se dirigisse ao quarto, sentasse ao pé da cama e esperasse o trem que passaria dentro de poucos minutos. Enquanto isso, ela tomaria banho e trocaria de roupa no banheiro.

O que ela não esperava era que o noivo chegasse naquele momento para lhe fazer uma surpresa, oferecendo-lhe carona até o local da entrevista. Como tinha a chave do apartamento, ele foi logo entrando e se dirigiu ao quarto.

– O que significa isso?! – gritou para o rapaz sentado na cama, que empalideceu instantaneamente.

– O senhor acreditaria se eu lhe dissesse que estou esperando o trem?

Deixando a graça – e a imprudência da moça – de lado, essa história revela um fato curioso: por mais inverossímil que seja um relato, ele pode ser a pura expressão da verdade.

Deus criou o mundo em sete dias. O diabo usou uma serpente para enganar a primeira mulher. Um dilúvio cobriu toda a Terra e apenas uma família e representantes das espécies terrestres de animais foram salvos numa grande arca de madeira. Deus criou a diversidade de línguas para impedir a construção da Torre de Babel. Escravos cruzaram o Mar Vermelho que se abriu diante deles. Jesus curou paralíticos, deu vista aos cegos e até ressuscitou mortos. Isso tudo é possível? Trata-se de fatos reais ou meras alegorias para transmitir verdades espirituais? É preciso analisar os fatos antes de chegar a uma conclusão precipitada.

1. A Criação. Quando analisamos os relatos ou mitos de criação antigos, percebemos semelhanças interessantes com o texto Bíblico. Exemplo: o Enuma Elish, datado do 7º século a.C., traz sete tabletes de argila que descrevem a criação do mundo dividida em sete partes. Apesar das diferenças, as semelhanças entre esses mitos e o relato bíblico apontam para uma mesma fonte primordial. Kenneth Kitchen, respeitado egiptólogo da Universidade de Liverpool, Inglaterra, e especialista em literatura do antigo Oriente Médio afirma que geralmente na cultura literária daquela região os relatos mais simples contêm a narrativa original de um evento. Quando comparado com os mitos babilônicos, assírios, hititas e egípcios, o relato da criação em Gênesis desponta como a versão menos elaborada, logo, original. Mais: De onde teria surgido o ciclo semanal, que não depende de movimentos de corpos celestes, como os dias, os meses e os anos? E como ficaria o quarto mandamento da lei de Deus, que estabelece a guarda do sábado semanal – “porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11) –, caso a semana da Criação não fosse literal?

2. A Queda. De modo semelhante, o relato da queda pelo engano da serpente é sugerido em outras culturas. Um selo mesopotâmico do 3º milênio a.C. traz a imagem de um casal sentado em frente a uma árvore com uma serpente por trás deles. Resquícios dessa história são encontrados em outras culturas, apontando igualmente para um relato primordial.

3. O Dilúvio. Mais de 200 culturas espalhadas pelo mundo preservaram relatos de uma grande inundação que destruiu a Terra e da qual foram salvas algumas pessoas num grande barco. Além disso, há várias evidências geológicas que apontam para uma tremenda catástrofe hídrica. Exemplo: cerca da metade dos sedimentos continentais são de origem marinha; são encontrados em montanhas fósseis de animais marinhos; os estratos da coluna geológica se apresentam de forma paralela em grandes extensões, sem revelar sinais de erosão entre as camadas, o que indica uma formação rápida; etc.

4. A Torre de Babel. Os zigurates encontrados em Ur, no Iraque, e que eram usados para facilitar o contato dos sacerdotes com os deuses, atestam que o povo de Babel construiu torres com propósitos religiosos. Além disso, estudos línguísticos têm demonstrado que os idiomas remontam a um tronco comum, à medida que se recua no tempo.

5. O Êxodo. Estudos indicam que, de fato, houve escravos hebreus no Egito, como atestam pinturas nas paredes de pirâmides. E um papiro do sacerdote egípcio Ipuwer menciona, inclusive, algumas das pragas que assolaram a nação. Há diversas palavras e expressões hebraicas nas narrativas do livro de Êxodo que são claramente de origem egípcia, o que indica a autoria de alguém versado em ambos os idiomas e conhecedor do local de origem do relato. Por que, então, duvidar do restante do relato do livro bíblico do Êxodo?

6. Milagres de Jesus. Fontes extrabíblicas, como o historiador judeu do 1º século Flávio Josefo e o Talmude, importante obra do judaismo concluída por volta do ano 500 d.C., sugerem que Jesus de Nazaré foi responsável por feitos miraculosos. Quando Jesus ressuscitou, os maiores interessados em desmentir o fato eram os líderes judaicos e os soldados romanos. Mas eles não puderam fazer isso. O surgimento do cristianismo em Jerusalém só pode ser explicado por meio da ressurreição de Jesus Cristo, uma vez que se o corpo dEle ainda estivesse na tumba de José de Arimatéia, a crença num Messias ressurreto seria infundada e insana.

E o mais interessante é que Jesus, o Filho de Deus, confirmou todos os eventos bíblicos citados acima ao fazer referência a eles como fatos históricos e não meras alegorias.

Michelson Borges

fonte: http://www.criacionista.blogspot.com/

sábado, 23 de janeiro de 2010

Daniel: Resultado da comunhão


Daniel: Resultado da comunhão


Por: Felippe Amorim



INTRODUÇÃO

Quando analisamos a vida de alguns personagens bíblicos, ficamos impressionados com a quantidade de vitórias espirituais que encontramos ao longo da sua jornada. Coisas sobrenaturais foram realizadas por homens iguais a qualquer outro ser humano.

Um desses homens cuja vida impressiona a qualquer leitor da bíblia é Daniel. A palavra de Deus não indica nenhum pecado em relação a Daniel, o que certamente não indica que ele era perfeito, afinal, “como está escrito: Não há justo, nem sequer um”(Romanos 3:10). Porém o fato da Bíblia não relatar pecados de Daniel nos mostra que ele era alguém fiel a Deus e que se desviava do mal.
A Irmã White faz uma declaração a respeito de Daniel, sobre a qual nós deveríamos pensar:

“O profeta Daniel tinha um caráter notável. Ele foi brilhante exemplo daquilo que os homens podem chegar a ser quando unidos com o Deus da sabedoria.” (Santificação. 19)


Existe neste citação uma bênção e uma responsabilidade para os cristãos do século XXI. A bênção é que Deus nos oferece a oportunidade de desfrutarmos de uma vida santa como a de Daniel, mesmo possuindo uma natureza que tenta nos arrastar para o pecado. A responsabilidade que este texto nos impõe é a de nos esforçarmos para nos mantermos unidos a Cristo de onde receberemos poder para resistir ao mal.

Considerando que as palavras inspiradas por Deus nos falam que podemos ser como Daniel, vale a pena analisarmos quais são os resultados da comunhão na vida de Daniel e consequentemente em nossa própria vida.
A VIDA DE DANIEL



Daniel capítulo 1:3-5 fala o seguinte:


Então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos que trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres, jovens em quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução, e que tivessem capacidade para assistirem no palácio do rei; e que lhes ensinasse as letras e a língua dos caldeus. E o rei lhes determinou a porção diária das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem alimentados por três anos; para que no fim destes pudessem estar diante do rei.
No ano 606 a.C, após vencer a batalha de Carquemis o então príncipe Nabucodonosor, filho do velho rei Nabopolassar, estabeleceu domínio sobre a Síria e Palestina . Dentre os povos conquistados, o povo de Deus foi levado cativo para a Babilônia, onde deveria servir o império babilônico.

Dentre as características da Babilônia, podemos destacar uma que afetou diretamente o povo Judeu. Não havia anti-semitismo na Babilônia, o povo vivia confortável e próspero e foi rápida a adaptação e assimilação. O povo Judeu se adaptou muito fácilmente “...não apenas permanecendo na terra, mas permitindo a terra penetrar-lhe.” ( Merrill ).

Neste contexto, Nabucodonosor pediu aos seus oficiais que separassem dentre os filhos de Israel jovens com características especiais. Estes jovens deveriam estudar na Universidade da Babilônia a Língua e Literatura Caldéia que envolvia magia, astrologia, adivinhação dentre outras coisas.

Daniel e seus três amigos, que tinham aproximadamente 18 anos, estavam dentro da instituição de ensino mais secularizada da sua época, onde eles sofreriam as mais fortes e malignas influências , mas a Bíblia relata que eles se mantiveram incontaminados. Esta é uma grande lição para os jovens do século XXI. A influência do mundo não pode invadir e corromper nossos princípios. A identidade do cristão deve ser mantida com a ajuda de Deus.
CONHECIMENTO DO PLANO DE DEUS

A primeira consequencia da comunhão na vida de Daniel que gostaríamos de listar é que ele sabia exatamente qual o plano de Deus para sua vida. No capítulo 1:7 lemos o seguinte:
Mas o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abednego.


O Nome tinha um valor muito grande nos tempos de Daniel e ao mudar os nomes dos hebreus, o rei Nabucodonosor estava tentando aos poucos mudar a identidade deles. Mas Daniel e seus amigos sabiam muito bem qual o plano de Deus para suas vidas e a mudança de nome não representou muito para Daniel pois logo em seguida a este episódio a Bíblia relata a firme decisão do jovem Daniel.

Daniel, porém, propôs firmemente no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar (Daniel 1:8)
Quando analisamos este verso podemos perceber como Daniel tinha foco no plano de Deus para sua vida. No verso 5 do mesmo capítulo a Bíblia diz que “o rei lhes determinou a porção diária das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia”. Daniel, portanto, estava diante da ordem do monarca terreno e dos princípios instituidos pelo Deus criador. Foi nessa ocasião de pressão que o resultado da comunhão com Deus aflorou, mesmo com o perigo de perder privilégios na corte, Daniel foi firme em permanecer ao lado de Cristo.


“Hoje há entre os professos cristãos muitos que haveriam de julgar que Daniel era por demais esquisito, e o considerariam mesquinho e fanático. Eles consideram a questão do comer e beber como de muito pequena importância para exigir tão decidida resistência - tal que poderia envolver o sacrifício de todas as vantagens terrenas. Mas aqueles que assim raciocinam, notarão no dia do juízo que se desviaram dos expressos conselhos de Deus e se apoiaram em sua própria opinião como norma para o certo e para o errado.” Santificaçao. 20, 21


Que lição para os cristãos da atualidade! Daniel sabia qual era a vontade de Deus para sua alimentação naquela ocasião e ele seguiu sem se preocupar com as consequencias. Desde 1863 a Igreja Adventista do 7º Dia recebeu orientações divinas a respeito da forma correta como os fiéis cristãos deveriam se alimentar. Há claras recomendações do que comer e beber e do que não comer e não beber, mas como falou a citação acima, muitos consideram esse assunto de pouca importância, ao contrário do que Deus considera.

É importante, contudo, destacarmos o porque desta tão vigorosa decisão pelos princípios feita por Daniel. O verso 9 do capítulo 1 nos fala: “Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos”.

Somente com a misericórdia de Deus em nossa vida poderemos ser firmes na vida religiosa. Não existe força em nós para lutarmos contra o pecado. Somente com a força de Deus em nós é que poderemos seguir o Seu plano para a nossa vida nesta terra.

DEPENDÊNCIA DE DEUS

Outra característica que podemos destacar na vida do profeta Daniel é que ele tinha completa dependência de Deus. Podemos evidenciar isso quando analisamos a história do capítulo 2 de seu livro.

Daniel estava diante de um grande desafio. O rei nabucodonosor havia sonhado algo que ele não lembrava, então convocou todos os sábios e advinhadores do reino e pediu que eles lhes contasse o que ele tinha sonhado e qual a interpretação daquele sonho.

Era um pedido muito difícil para qualquer ser humano, e consequentemente nenhum dos sábios conseguiu responder ao rei a respeito de seu sonho. Irritado o rei emitiu uma ordem para que todos os sábios do reino fossem mortos.


Ao que Daniel se apresentou ao rei e pediu que lhe designasse o prazo, para que desse ao rei a interpretação. Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o resto dos sábios de Babilônia.(Daniel 2: 16-18)


A atitude do profeta ao se deparar com uma situação de risco de morte é um grande exemplo da dependência que o cristão deve ter de Deus. Daniel reuniu os seus amigos e buscou o maior recurso que o cristão tem nas horas difíceis: a oração.

O costume de orar três vezes ao dia dava a Daniel o poder necessário para vencer nas horas mais difíceis, como diz a irmã White:

“Daniel foi submetido às mais severas tentações que podem assaltar os jovens de hoje; contudo, foi leal para com a instrução religiosa recebida na infância. Ele estava cercado por influências que subverteriam aqueles que vacilassem entre o princípio e a inclinação; todavia, a Palavra de Deus o apresenta como um caráter irrepreensível. Daniel não ousava confiar em seu próprio poder moral. A oração era para ele uma necessidade. Ele fazia de Deus a sua força e o temor do Senhor estava continuamente diante dele em todos os acontecimentos de sua vida.” (Santificação. 20)


A dependência de Deus que se manifestava na vida de Daniel era um claro sinal de alguém que mantinha uma íntima comunhão com o Criador. Cada jovem Adventista que deseja resistir às tentações impostas pelo inimigo, deve ter uma vida de oração tal qual Daniel, pois é deste costume que brota poder para o cristão e “Satanás não pode vencer aquele cujo coração deste modo se firma em Deus”(Caminho a Cristo. 100)

BOM TESTEMUNHO

Quando estamos ligados a Videira Verdadeira damos os verdadeiros frutos do Espírito, pois recebemos a seiva que vem de Jesus. Isso era uma realidade na vida do profeta Daniel. Um bom testemunho foi uma consequencia inevitável em sua vida.

Podemos perceber o quanto o testemunho de Daniel falava bem a respeito do evangelho quando visualizamos a história do capítulo 5 de seu livro. Lá está relatado o banquete que o rei Belsazar promoveu.

Dentre os diversos pecados que estavam sendo cometidos alí destacamos um que a Bíblia deixou evidente. Os objetos sagrados que haviam sido retirados do templo de Jerusalém estavam sendo usados para fins profanos em uma festa com orgias.

Em uma altura da festa Deus interveio. Uma mão apareceu e escreveu uma mensagem na parede. O rei Belsazar ficou completamente transtornado, a Bíblia descreve assim seu estado emocional:

Mudou-se, então, o semblante do rei, e os seus pensamentos o perturbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro(Daniel 5:6)


Logo foram convocados todos os que teoricamente poderiam decifrar aquela inscrição, mas não responderam satisfatoriamente aos anseios do rei.


E ordenou o rei em alta voz, que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei, e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e no reino será o terceiro governante. Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.(Daniel 5:7)


Novamente o reino da Babilônia estava diante de um enigma aparentemente indecifrável. Porém a reputação de um homem de Deus foi lambrada na hora mais escura da vida de Belsazar:


Ora a rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete; e a rainha disse: Ó rei, vive para sempre; não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonozor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus, e dos adivinhadores;porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento e entendimento para interpretar sonhos, explicar enigmas e resolver dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará a interpretação.(Daniel 5:10-12)



Quando o império Babilônico precisou de alguém que tinha comunhão com Deus, apenas um homem foi lembrado, Daniel. O bom testemunho era uma evidência da comuhão que ele mantinha com Deus. Assim também será na vida daqueles que fizerem de Jesus seu companheiro de todas as horas.

INTEGRIDADE

Ainda podemos encontrar outra característica em Daniel de uma vida consagrada ao Rei dos reis: A integridade.

O capítulo 6 de Daniel relata uma linda e inspiradora história a respeito deste profeta. O império Babilônico havia passado, os Medo-Persas já assumiam o governo e Daniel foi nomeado por Dario, rei Persa, como um dos presidentes do reino. Logo Daniel se destaca como o mais competente dos presidentes e seus colegas de função logo criam inveja em seus corações. A palavra de Deus conta que eles então começam a procurar uma situação na qual pudessem acusar Daniel. A Bíblia registra então uma passagem que deveria nos levar a meditar em nossa vida:



Nisso os presidentes e os sátrapas procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino mas não podiam achar ocasião ou falta alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem falta. Pelo que estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, a menos que a procuremos no que diz respeito a lei do seu Deus.(Daniel 6: 4-5)



Aqueles homens procuraram em todos os aspectos da vida de Daniel algo que estivesse errado para que o acusassem. Mas os inimigos de Daniel tiveram que admitir que nada existia na vida dele do qual eles o pudessem acusar.

Os cristãos do século XXI precisam se demorar pensando sobre este episódio da vida de Daniel. Se hoje os inimigos do povo de Deus começassem a fazer uma busca na vida financeira, no namoro, nos negócios, nas relações sociais dos cristãos adventistas do 7º dia, será que eles poderiam fazer a mesma afirmação que os inimigos de Daniel fizeram?

Reafirmamos, porém, que nenhuma dessas qualidades eram provenientes da natureza carnal de Daniel, todas elas eram consequencia da comunhão que ele mantinha com o Deus do céu.


VIDA ETERNA


Se a nossa esperança se limitasse apenas a uma existência de algumas décadas nesta terra, seria inútil tanta luta contra o pecado e tanto esforço para se aproximar de Deus. Mas o grande objetivo da vida do cristão é um dia deixar este mundo e morar com Jesus no céu e, após o milênio, na nova terra.

A vida devota de Daniel fez com que no final da sua vida ele ouvisse a mais linda promessa que um ser humano poderia escutar: “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança”. (Daniel 12:13).

A vida eterna. Este é o supremo resultado de uma vida ao lado de Jesus. Não sabemos quando Jesus voltará para nos resgatar, mas se chegar o nosso momento de descansar o sono da morte, dormiremos com a certeza com a qual Daniel descançou.

“Deus deu aos homens faculdades e aptidões. Deus trabalha e coopera com os dons que Ele comunicou ao homem, e este, sendo participante da natureza divina e fazendo a obra de Cristo, pode ser um vencedor e obter a vida eterna. O Senhor não tenciona realizar a obra que Ele concedeu ao homem poderes para efetuar. A parte do homem precisa ser realizada. Ele deve ser cooperador de Deus, unindo-se a Cristo, e aprendendo de Sua mansidão e de Sua humildade.”(Fé e obras. 26)



Existe uma parte que compete ao homem no que diz respeito a sua salvação. É necessário que o ser humano esteja sempre perto do Salvador, desta forma estermos com a salvação garantida através do sangue de Cristo Jesus.

Todos os cristãos podem ter em sua vida as vitórias que o profeta Daniel alcançou. Apenas precisamos ter uma vida de comunhão com Jesus tal como Daniel teve. É necessário abandonar as coisas que atrapalham a comunhão. A televisão, a internet, relacionamentos errados ou qualquer outra coisa que nos afastem de Deus precisam ser abandonadas e a Bíblia e a oração devem se tornar as nossas companheiras inseparáveis. Que o Senhor Jesus nos abençõe.




BIBLIOGRAFIA



MERRILL. Eugene H.– História de Israel no Antigo Testamento. Ed. CPAD

Ellen White. Santificação. Casa Publicadora Brasileira

Ellen White. Fé e Obras. Casa Publicadora Brasileira

Ellen White. Caminho a Cristo. Casa Publicadora Brasileira

fonte: http://felippeamorim.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Sábado - Remédio para o “stress”, sem efeitos colaterais




Nos tempos em que vivemos é comum ouvirmos relatos de pessoas que sofrem por causa da excessiva carga de trabalho ou de pessoas que não têm paz por não desfrutarem de momentos de sossego e convivência com a família e com amigos. A falta de tempo é um mal geral e quanto mais a tecnologia avança e os meios de comunicação vão diminuindo as distâncias e agilizando a comunicação, as pessoas têm menos tempo para ficarem tranquilas e cuidando de si mesmas. Nesse contexto é imprescindível que exista um momento para que as pessoas tão extressadas desse mundo possam descansar seus corpos e mentes.
Diante disso podemos mais uma vez ver o amor e o cuidado de Deus por nós, ao criar este tão necessário momento. Na semana da criação Deus preocupou-se com cada detalhe da nossa vida. Ele cria o céu atmosférico onde estão os gases necessários para a vida, cria os mares para o nosso sustento e lazer. Cria a terra seca onde podemos plantar, colher, morar, brincar, enfim, viver. Cria a vegetação, que é o alimento ideal de Deus para nós. Cria o sol que é fundamental para a vida na terra. A lua e as estrelas que além de embelezarem o céu atuam diretamente sobre as marés. Cria os pássaros,peixes e animais terrestres. Finalmente, após a terra está pronta para receber o homem, Deus diz: “façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gen. 1:26), e com suas próprias mãos cria o homem a mulher e de presente entrega o mundo a eles.
O que impediria Deus de ter parado neste ponto? O que impediria Deus de fazer uma semana de seis dias? Deus tranquilamente poderia ter feito isso, não existia nenhuma regra que obrigava Deus a fazer uma semana de sete dias. Mas o nosso amorável Deus fez questão de criar algo mais depois do homem. Ele criou um dia especial quando os homem poderiam descançar. Então “abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descançou de toda a obra que, como criador, fizera.”(Gen. 2:3).
O sábado foi um grande presente que Deus deu à toda a humanidade. Ele foi abençoado por Deus e tambem santificado, ou seja, tornado sagrado. Não existe a possibilidade de dizermos que o sábado foi dado somente para os judeus, já que quando ele foi estabelecido como dia separado não existiam judeus,egipcios, babilônios ou qualquer outro povo. Existia apenas a primeira família que acabara de sair das mãos do criador. O sábado foi dado para todos os homens desta terra. O sétimo dia deveria ser uma benção para os povos da terra, justamente o dia que todos os homens teriam para o tão necessário descanso.
Quais são, portanto, os objetivos da criação do sábado? Em primeiro lugar o sábado é um memorial da criação, todas as semanas, neste dia em especial, deveríamos lembrar de que somos criaturas de Deus e que dependemos dele para a nossa existência. Outro objetivo é o contato mais íntimo com o nosso Deus, nesse dia podemos dar 100 % da nossa atenção às coisas espirituais e estreitarmos nosso relacionamento com Deus. É bom lembrar que nos outros dias da semana também precisamos dar uma boa porcentagem do nosso tempo para Deus. Ter contato com Deus apenas no sábado é como alimentar uma criança apenas uma vez por semana. A vida espiritual vai definhar até à morte.
Podemos listar ainda outro objetivo do Sábado: o descanso físico e mental. Uma vez por semana paramos os trabalhos seculares e aliviamos a mente das preocupações seculares, esse é o maior remédio contra o “stress”, remédio sem nenhum efeito colateral.
Na bíblia encontramos farta argumentação corroborando com o presente edênico do sábado. Após o cativeiro egípcio e antes da apresentação dos dez mandamentos no Sinai, já encontramos uma refrência ao sábado. Durante a peregrinação Deus providenciou o maná e deu a seguinte recomendação: “Seis dias colherás, mas o sétimo dia é o sábado ;nele não haverá. (êxo. 16:26). É interessante que o povo não precisou de explicação a respeito do sábado, uma clara referência de que já era uma instituição conhecida antes do Sinai.
Deus deu no Sinai o decálogo e no quarto mandamento ele lembrou o povo da benção que eles haviam esquecido durante o período de escravidão. Deus disse: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar, seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus...”(Êxo. 20: 8,9,10).
Jesus o grande EU SOU, é o próprio criador do sábado (Heb. 1 : 1 – 11) e nunca ofereceu nenhum argumento para que este mandamento fosse quebrado, pelo contrário, ele disse: “ Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.” (mat. 5:17).
O novo testamento, desde Mateus até apocalipse, confirma a doutrina do sábado e condena qualquer um que queira mudar as recomendações bíblicas. Um pouco antes de terminar o último livro da bíblia Deus se preocupou em deixar um recomendação: “ Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.” (apoc. 22:18,19) e o livro de Tiago acrescenta: “ Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos.” (Tiago 2:10). Biblicamente, quem desconsidera a santificação do Sábado , também incorre em todos os outros pecados da transgressão da lei.
Apesar de todas estas evidências, encontramos cristãos que santificam o domingo em detrimento do sábado. Um desses grupos são os católicos e sem exitar eles apresentam a razão para isso. “Por volta de 1400 d.C., Pedro de Arcarano afirmou que “o papa pode modificar a lei divina, uma vez que seu poder não provém do homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a terra, com pleno poder para comprometer ou liberar suas ovelhas.” (Nisto Cremos. 327).
Na edição do catecismo de 1977, aparece a seguinte sequencia de perguntas e respostas:
“P. Qual é o sábado?
R. O sábado é o sétimo dia.
P. Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
R. Observamos o domingo em lugar do sábado porque a igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo.” (Nisto Cremos. 328)
Uma coisa não podemos negar, os católicos são bem honestos quando admitem que a bíblia pede para se guardar o sábado mas a igreja Católica mudou para o dimingo, diferente de outras denominações que querem encontrar argumentos,que não existem, na bíblia.
Jesus guardou o sábado, os discipulos guardaram o sábado, os apóstolos e irmãos da igreja primitiva guardaram o sábado, por que nós do século XXI, ou qualquer outro líder espiritual dos tempos passados, teríamos alguma autoridade de mudar o dia de guarda ou mesmo anular o sábado como dia especial? Como já mencionado anteriormente, existe uma condenação para quem fizer tal coisa.
Deus nos presenteou com um dia no qual podemos refazer nossas forças físicas, mentais e espirituais e o mínimo que poderíamos fazer em retribuição a este tão grande presente é santificar o sábado como Deus nos pediu.
Está a disposição de todos o remédio de cura para o “stress” e todas as doenças decorrentes do excesso de esforço físico e mental. Ele foi providenciado no ato da criação. Precisamos apenas aceitá-lo.

Bibliografia
Bíblia de Estudo Almeida. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Nisto Cremos: as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista de sétimo dia. 8ª edição – Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008

sábado, 17 de outubro de 2009

Gênesis é um relato literal?


Gostaria que vocês comentassem sobre o texto de Reinaldo José Lopes, publicado no site Globo.com, no dia 16 de maio de 2009. – L.


1. Jesus confirmou a historicidade do Gênesis ao citá-lo como sendo um livro literal. E jamais entendeu que houvesse “dois relatos da criação”. Ao dizer que o ser humano foi criado, nem passou pela mente do Salvador a ideia absurda de que pudessem existir contradições na Bíblia. Veja o texto a seguir: “Então, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

Duvido que Lopes saiba mais sobre a Bíblia – e a cultura hebraica – do que o próprio Jesus Cristo...

2. Pedro também reconheceu a literalidade do Gênesis ao fazer menção ao Dilúvio: “...os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (1 Pedro 3:20).

3. Paulo – homem de grande cultura acadêmica para os dias dele – também acreditava que o Gênesis era literal ao mencionar Adão e citar Gênesis 2:7: “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante” (1 Coríntios 15:45).

4. Gênesis faz parte do Pentateuco – coleção de cinco livros históricos. Ambos apresentam narrativas de fatos que realmente aconteceram e jamais o autor (Moisés) quis dar ao que escreveu qualquer tom de “poesia” associada a “simbolismo”.

5. O fato de o Criador ser mencionado como “Deus” no capítulo 1 e “Senhor Deus” no capítulo 2 não apresenta problema algum na mente de quem estuda a Bíblia com sinceridade. Por que Deus não poderia ser chamado de maneira diferente, sendo que Ele possui vários nomes na Bíblia que descrevem o caráter dEle? Argumento muito simplista o do autor do artigo!

6. O verso 4 do capítulo 2 é a conclusão do relato do capítulo 1! Será que Reinaldo José Lopes não sabe que a divisão da Bíblia em capítulos e versículos veio posteriormente e que o fato de uma frase estar noutro capítulo não indica necessariamente o começo de um novo relato?

7. Segundo o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, “de maneira alguma se pode considerar que o capítulo 2 seja outra versão do relato da Criação, do capítulo precedente. Seu propósito é colocar Adão e Eva em seu lugar no jardim do Éden, e isso é feito para proporcionar [ao leitor] informação adicional”. É por isso que não há no capítulo 1 a informação de que a mulher foi feita da costela de Adão.

8. A respeito do verso 5 – pelo qual o autor do artigo julga apresentar uma “prova” de que o relato é contraditório – afirma o comentário supracitado: “Os versos 4-6 antecipam a criação do homem descrita no verso 7, ao detalhar brevemente a aparência da superfície da terra, particularmente com respeito à vegetação, pouco antes de o ser humano ter sido formado no sexto dia da semana da criação.” O articulista deveria usar comentários bíblicos fiéis no estudo da Bíblia para não escrever coisas que não têm apoio algum com base nas regras da hermenêutica.

9. O uso do verbo plural “façamos”, em Gênesis 1:26, não é um diálogo entre Deus e Seus “conselheiros angélicos” porque os anjos não têm a prerrogativa de serem criadores (cf. Hebreus 1:14). A Bíblia apresenta a Deus como único Criador (Malaquias 2:10). O verbo no plural nos ajuda a entender o porquê de o nome Deus no primeiro versículo ser usado em forma plural (Elohim): a Trindade estava envolvida na Criação – ver João 1:1-3, Jó 33:4 e Salmo 104:30 (o tal “plural majestático”, sim, é uma lenda! Se Lopes prefere acreditar nisso...).

10. A declaração a seguir do articulista também é de pasmar: “O mandamento de guardar o sábado, na maioria dos textos bíblicos, como em Deuteronômio 5, 12-15, não usa a Criação como justificativa, o que parece indicar que a ideia foi introduzida de forma tardia na cultura israelita.” Isso não tem cabimento. Antes de a Lei ser dada no Sinai, o povo já sabia que o sábado deveria ser celebrado como memorial da Criação. Basta ler o episódio do maná em Êxodo 16. Em Deuteronômio 5:12-15, Deus apresenta apenas uma razão adicional para eles observarem o sétimo dia: por terem sido escravos no Egito, deveriam descansar e dar descanso a qualquer pessoa que estivesse sobre a jurisdição deles.

Em Deuteronômio 5:12-15, há também uma aplicação teológica vital para os cristãos de hoje: assim como o povo Israelita observou o sábado também por ter sido liberto da escravidão do Egito, hoje devemos celebrar o sábado também por Deus nos ter libertado da escravidão do pecado por meio de Jesus Cristo (João 8:36).

11. Portanto, a frase “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” se aplica a Lopes, pois ele tem duas opções: aceitar o que Deus ensina sobre a Criação dEle ou ficar ao lado de Charles Darwin.E, para finalizar: todo criacionista esclarecido jamais nega a importância da ciência e da explicação evolucionista a respeito da microevolução. O que não aceitamos – assim como os Pais da Ciência e muitos cientistas atuais – é a macroevolução, que jamais foi vista em laboratório...(Leandro Quadros, jornalista e consultor bíblico da Novo Tempo)

Se tiver dúvidas escreva um comentário ou então envie um email para: patricio@ubla.com.br e responderemos com maior prazer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O SÉTIMO DIA


Muitos afirmam claramente que o sétimo dia, o sábado, dia em que Deus Descansou... abençoou e santificou” (Gênesis 2:1-3) e ordenou como dia de descanso (Êxodo 20:8-11), não é mais o dia a ser guardado.
Eles baseiam-se na tese que todos os mandamentos aparecem no Novo Testamento, exceto o sábado e que este dia foi para o povo de Israel, não mais para o tempo presente.
Entretanto, aparece 33 vezes no Novo Testamento (4 em Mateus, 6 em Marcos, 7 em Lucas, 4 em João, 9 em Atos e 1 em Colossenses, Hebreus e Apocalipse) passagens sobre o sábado, no qual ocorre uma única fala negativa referente ao sábado que está no livro de Colossenses 2:16 e neste caso, não se trata do sábado moral, mas sim, explicitamente do sábado cerimonial.
E por que guardar o sábado?
Primeiramente porque foi o dia em que Deus descansou, e Ele mesmo abençoou e santificou este dia (Gn 2:1-3).
Mas como diz as Escrituras Sagradas o eterno Deus não se cansa, nem se fatiga (Isaías 40:28) e o Senhor separou e descansou no sábado por alguns motivos:
· Por causa do homem – “E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” (Marcos 2:27)
· Sinal entre Deus e os homens – “E também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles...” (Ezequiel 20:12); “E santificai os Meus sábados, e servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Ezequiel 20:20)
· Memorial da Criação – “Entre Mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre: porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, e ao sétimo descansou, e restarou-se.” (Êxodo 31:17)
· Memorial da Redenção – “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido: pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasse o dia de sábado.” (Deuteronômio 5:15)
A Palavra de Deus nos afirma que o sábado é para ser guardado por concerto perpétuo (Êxodo 31:16) e que é um sinal de Deus e Seu povo para sempre (Êxodo 31:17).
E é muito interessante que o povo de Deus guardará o sábado até no Céu:
“porque, como os Céus novos, e a Tera nova, que Hei de fazer, estarão diante da Minha face, diz o Senhor, [...] E será que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” (Isaías 66:22 e 23)
É essencial mostrar que o Pai guardou o sábado como foi visto acima (Gênesis 2:1-3), a virgem Maria guardou o sábado (Lucas 23:56) e os apóstolos e os discípulos também (Atos 16:13)
E Jesus, o nosso Salvador, também guardou o sábado e toda a Lei de Deus. Ele disse:
“Não pensei que vim revogar a Lei ou ou Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5: 17 e 18)
“... Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” (João 15:10)
Diante do exposto percebe-se que as Escrituras Sagradas asseguram a veracidade do dia de Sábado e que esse é o verdadeiro dia de guarda.
Sendo a Bíblia a única regra de fé das criaturas de Deus deve-se ter sempre este versículo em mente: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)
Portanto, o povo de Deus é chamado à luz da Sua palavra a guardar o sétimo dia, o sábado do Senhor com a seguinte admoestação: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.” (Tiago 2:10)


Patrício Darvisson

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cosmogonia e família


No princípio, criou Deus os céus, e a terra... e a família! Estamos falando da origem de todas as coisas. Cosmogonia é a ciência que procura encontrar explicações para a origem do Universo. E você pode estar se perguntando o que a origem do Universo tem a ver com a família? Muito! Aquilo que você acredita ter acontecido quanto à origem de todas as coisas vai acabar influenciando muito mesmo sua vida familiar.

Existem hoje duas correntes principais que procuram explicar a origem do Universo e da vida. Uma delas é o Evolucionismo, que procura fazer com que o acaso e o tempo se tornem "deuses" tão milagrosos quanto o Deus dos cristãos. Os evolucionistas acreditam que aquilo que não pode ser confirmado hoje, isto é, o surgimento da vida a partir do nada, tenha acontecido um dia, no passado, pela ação do tempo e do acaso.

A outra corrente que procura explicar o surgimento da vida e do Universo é o Criacionismo. Os criacionistas aceitam a Bíblia como sendo a Revelação de um Deus eterno e onipotente, que afirma ter criado os céus e a terra em sete dias literais, e que no fim da Criação realizou sua obra-prima: o homem e a mulher. De acordo com a Bíblia, é dessa época, isto é, de antes da entrada do pecado no mundo, que nos sobram hoje duas instituições: (1) o ciclo semanal de sete dias, terminando com o sábado, que é um dia separado por Deus na Criação para a comunhão com Ele, e (2) o casamento, que é um selo de compromisso entre um homem e uma mulher, que vão se tornar "uma só carne".

Bem, e o que isso tem a ver com a família? Se você acredita que Deus é mesmo Criador, então a natureza e a humanidade teriam sido feitos de propósito e com propósito. Viver fora desse propósito seria disfuncional, e traria prejuízo ao sistema, gerando perdas ou dor. Por essa corrente, quanto mais perto do modelo original, da Criação, sua família viver, mais chances terá de ser feliz! Deus, o Criador, nesse caso, é aquele que diz também como devemos viver dentro dessa relação para que desfrutemos de todos os benefícios planejados por Ele para o casal.

Por outro lado, se você acredita que Deus não existe, que tudo apareceu por acaso, então, o certo e o errado não existem, e só dependem do que você acha e do senso comum. Cada um é julgado pela própria mente, e todos precisam se submeter apenas ao mais forte, seja ele quem for. Acabam os limites de sexo, estado civil, propriedade, etc. Tudo é permitido ao mais forte. O incesto, por exemplo, segundo a professora de um curso sobre família do qual participei, só é errado porque a sociedade assim o considera!... Dostoievski já havia percebido essas implicações quando disse através de seu personagem, Ivan Karamazov: "Se Deus não existe, tudo é permitido." Mas na Bíblia está escrito que "no princípio criou Deus os céus e a terra", e também a família.

E como era a vida naquele tempo? Bem, no plano original de Deus, o casal deveria viver sempre na casa de campo, e nunca junto com os pais ou sogros. Trabalhariam apenas seis dias, e separariam o sétimo, o sábado, para um contato especial com o Criador e para um contato maior com a família, em meio à criação, isto é, a natureza. Todos os dias também seriam iniciados e terminados na presença de Deus, com a família agradecendo e louvando ao Senhor. As famílias formariam núcleos mais ou menos coesos, vivendo a uma certa distancia umas das outras, e recebendo o sustento da terra, que estaria livre de pragas. Marido e esposa, sem a influência da degeneração (o pecado, que não é apenas um ato, mas também uma deformação moral e ética), viveriam um para alegrar a vida do outro, e juntos trabalhariam para a educação dos filhos, que estariam quase sempre perto deles, cultivando a terra. A convivência harmônica entre os membros da família entre si e com a natureza evidenciaria um equilíbrio ideal do sistema.

Mas quanta diferença se vê na vida de hoje! Com a entrada do pecado no mundo, e a superpopulação das grandes cidades, marido e mulher vivem longe um do outro e dos filhos, e estes são educados mais pelos amigos e pela TV do que pelos pais. O resultado certo é um baixo senso de valor próprio nos filhos pela falta de contato com os pais. A loucura da vida faz com que alguns troquem o dia pela noite, que já não serve mais só para dormir. A busca de Deus deixou de ser a atividade central do dia da família, que não se reúne mais para orar. Deus não ocupa mais o primeiro lugar em muitos lares. A família também deixou de se alimentar de produtos naturais, cultivados na horta de casa, para desfrutar dos manjares de transgênicos, em muitos casos, repletos de conservantes e aditivos químicos. E a aglomeração das cidades grandes só tem feito crescer a violência e o vício. E isso ainda é considerado como "evolução", desenvolvimento! É por isso que o sábio autor de Eclesiastes diz que "Deus criou o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias".

Mas, graças a Deus, você pode escolher adaptar a vida, tanto quanto possível, àquela que tiveram nossos primeiros pais, Adão e Eva, quando desfrutavam do paraíso que Deus lhes tinha preparado. Se você acreditar nisso, e agir em conformidade com a crença, a alegria, a saúde e a paz deles serão também suas!

Marcos Bomfim

fonte: http://www.outraleitura.com.br/web/artigo.php?artigo=227:Cosmogonia_e_familia

domingo, 16 de agosto de 2009

A fé não está a venda

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras…e muitos seguirão as suas práticas libertinas, e por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda e a sua destruição não dorme”. (II Pedro 2:1-3 – Versão Bíblica Almeida Revista e Atualizada).

Estas são as palavras atribuídas ao discípulo de Jesus Cristo, chamado Pedro, mas poderiam ser as palavras de algum grande pensador moderno que trate de liderança religiosa ou secular. O grau de pertinência das palavras inspiradas de Pedro é comprovado pelo noticiário cotidiano. A expressão “farão comércio de vós (ou vocês)” encontra eco hoje na mente de muita gente que é vítima ou praticante da comercialização da fé. Sim, definitivamente para muitos oportunistas e aproveitadores inescrupulosos a fé virou produto que já gera, também, como podemos assistir nos últimos dias, a uma guerra entre emissoras de TV. Claro que não somos ingênuos e sabemos que a luta de duas grandes redes de televisão brasileiras (Globo e Record) se dá por dinheiro (audiência, espaço na mente humana consumidora voraz de dados e informações). Cada uma delas usa as armas que dispõe para atacar a outra. E ambas exploram as fragilidades da concorrente para tentar desgastar sua imagem perante o público.

Mas, por trás dessa batalha motivada pela ganância, está a mercantilização de algo que não é produto, mas que assim passou a ser considerada. A fé. Não, prezados leitores, a fé não é mais um produto a ser trabalhado pelas equipes de marketing com a finalidade única e exclusiva de ser vendido a um determinado custo. Ao contrário do que se começou a se pregar e propagar há alguns anos no meio religioso e que agora virou assunto na boca da população em geral, a fé é muito diferente do que se tem apresentado em parte da mídia, parte das igrejas, parte da sociedade civil, parte do mundo corporativo.

Se você quer ter uma definição fidedigna de fé pode se direcionar a um livro que trata com propriedade do assunto: a Bíblia. Mas não comece com preconceitos, pretextos e indisposição para entender o contexto. Vá de maneira sincera e aberta para entender o que é fé. E acabará contrastando o conceito moderno e distorcido de fé com o conceito antigo, mas atual descrito através dos vários autores da Bíblia Sagrada.

Dizem que a fé exige barganha, ou seja, a pessoa dá dinheiro e recebe algo de volta: curas físicas, bênçãos materiais (eu disse, materiais) e garantia de uma trajetória linear sem percalços nesse mundo. Jesus Cristo, no entanto, o maior entendido de fé, falou em renúncia do próprio eu, em abnegação, em altruísmo e disse que a fé sincera poderia remover uma montanha. Nas palavras Dele, “não acumuleis para vós tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19), ou então, “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). A fé tem relação com algo espiritual essencialmente. Obviamente Deus não se alegra com o sofrimento humano por falta de dinheiro ou doenças, mas aqui Ele trata de algo bem maior, a confiança e a dependência Dele. A máxima dita por Jesus, conforme João 16:33, é a de que “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

Alegam que a fé é uma atitude positiva, um estado de espírito, algo que surge e vai embora com a mesma intensidade, um sentimento fugaz, passageiro, transitório. Mas de acordo com o grande entendido, Jesus Cristo, que para alguns não passa de revolucionário ou profeta de grande importância – mas que na Bíblia é chamado de Deus mesmo – fé tem a ver com uma convicção plena a qualquer momento, ainda que não se consiga enxergar o que está à frente. Na inspiração do autor do livro de Hebreus, “fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hebreus 11:1). Não é simplesmente um bom pensamento, uma “fezinha” capaz de assegurar uma bolada de dinheiro através de um sorteio.

Enfim, a fé não pode ser vendida pelo óbvio motivo de que não é um produto ou um serviço que se oferece, nem no templo e nem na lotérica. A fé é a confiança em Deus e isso não tem preço ou custo humanos. “A fé não vem de vós, é dom de Deus”, diz o apóstolo Paulo em Efésios 2:8. Consigo concluir que a fé é algo bem maior que o ser humano tenta reduzir, por interesse ou conveniência, querendo obter vantagem sem pensar que poderia ser beneficiado de maneira mais ampla ainda. É isso mesmo! Se tivermos uma fé genuína, ainda que pequena como o grão de mostarda, faremos coisas muito maiores do que simplesmente ter dinheiro ou alívio físico ou emocional. Seremos felizes de verdade porque teremos confiança e esperança.

FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro e especialista em marketing

e-mail – felipex29@gmail.com

twitter – felipelemos29

fonte:


Felipe Lemos

www.felipelemos.blogspot.com

Twitter: felipelemos29

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A parábola do rico e Lázaro

Lucas 16:19-31
19 Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente.
20 Ao seu portão fora deitado um mendigo, chamado Lázaro, todo coberto de úlceras;
21 o qual desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras.
22 Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado.
23 No inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio.
24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro de igual modo os males; agora, porém, ele aqui é consolado, e tu atormentado.
26 E além disso, entre nós e vós está posto um grande abismo, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós.
27 Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,
28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento.
29 Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
30 Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender.
31 Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.


O J. insiste na “dificuldade” de Jesus ter narrado a parábola do rico e Lázaro recorrendo a noções de idéias populares entre os judeus, o que para ele seria inadmissível. Essa dificuldade já explicamos e superamos, mostrando que no próprio contexto da famosa parábola há outra que, se considerada literalmente, oferecerá grandes dificuldades também—estaria Jesus ensinando esperteza nos negócios, já que o “mordomo infiel” trata de resolver negócios futuros que lhe sejam favoráveis ao máximo, quase no estilo dos espertalhões no mundo dos negócios que agora estão até cumprindo pena por crimes financeiros nos EUA e outros países (casos recentes da Parmalat, Health South, Enron, Cisco). Seria algo nessa linha que Cristo estaria ensinando? Claro que não. Temos que buscar ver a real intenção do ensino ilustrado na parábola, como se dá também com a do rico e Lázaro.

Em parte alguma a Bíblia aprova práticas de administração desonesta, mas a lição da parábola é “das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que quando estas vos faltarem esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos”. (Luc. 16:9), não visa a ensinar a desonestidade nos negócios, obviamente.

Também ficar preso a certa linguagem de um texto que não tem respaldo do ensino global das Escrituras é um sério problema, como o próprio uso de linguagem alegórica de Cristo ao falar de como é preferível arrancar um olho, ou braço, ou perna que levaram alguém ao pecado a ir para o inferno com corpo inteiro (Mar. 9:43-45). Será que no céu haverá pernetas, manetas, caolhos?

Mar. 9:43-45
43 “E se a tua mão te fizer tropeçar, corta-a; melhor é entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.
44 [onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga.]
45 Ou, se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; melhor é entrares coxo na vida, do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno.”

Clarissimamente Cristo NÃO TEM INTENÇÃO de ensinar a imortalidade da alma nesta parábola, pois JAMAIS ensinou isso em qualquer outra parte dos evangelhos, nem é ensinado em qualquer outra parte da Bíblia. Pelo contrário, Cristo negou isso ao enfatizar a ressurreição dos mortos como única possibilidade de se alcançar a vida e que esta será concedida quando de Seu retorno glorioso (ver João 5:25, 28, 29 e 14:1-3).

João 5:25, 28, 29
25 “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.
28 Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão:
29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”

João 14:1-3
1 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

Aliás, nem as palavras “alma” ou “espírito” aparecem na parábola em discussão. O que Ele apresenta é um quadro da justiça divina—quem neste mundo vive indiferente a princípios de justiça e misericórdia, pode pensar que leva a melhor sobre tudo e todos, mas as coisas, na consideração divina, serão invertidas no devido tempo.

Artigos já postados lançam luz adicional sobre como a tradição judaica encarava a questão do “seio de Abraão”, “hades”, etc. e o uso de uma ilustração de algo apenas parcialmente firmado em crendice popular é normal e comum entre pregadores. Histórias de extraterrestres visitando o planeta são exemplos de recursos desses. A Bíblia apresenta duas ilustrações de plantas que conversam em Isaías 14:8 e Juízes 9:8ss (“Até as faias se alegram sobre ti, e os cedros do Líbano, dizendo: Desde que tu caíste ninguém sobe contra nós para nos cortar”; “Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. . . .”).

Seria o caso de perguntar ao J.—se a Bíblia é um livro que somente devia apresentar a verdade, como pode valer-se de algo tão absurdo quanto a noção de árvores que conversam?
Pois bem, a “dificuldade” que o J. nos levanta foi resolvida. Que tal agora ele enfrentar também 10 dificuldades que lhe apresentamos com relação à noção que defende—de que a parábola do rico e Lázaro “prova” a crença na imortalidade da alma?

1 – Como ele explica que na parábola do rico e Lázaro não aparece nada de “alma” e “espírito” e sim pessoas normais interagindo, se o seu objetivo é ensinar a imortalidade da alma?

2 – Como explica almas que têm olhos, dedos, língua que pode ser molhada?

3 – Sendo que o condenado apela a Abraão, não poderiam os católicos justificar o seu ensino de “intercessão dos santos” mediante tal relato hipotético?

4 – Como explica que na própria parábola, ao final a ênfase na ida de algum dentre os mortos para pregar aos irmãos do condenado, o personagem Abraão fala em “ainda que RESSUSCITE alguém dentre os mortos. . .” (vs. 30 e 31), confirmando que só a ressurreição é o caminho do retorno de quem morreu à existência?

Lucas 16:30,31
30 “ Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender.
31 Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”

5 – Como explica o relato de conversação entre árvores nas Escrituras, sendo isso inteiramente fora de propósito, em termos normais?

6 – Como explica a necessidade de atenção especial para entender a parábola que vem exatamente antes desta, do mordomo infiel, pois literalmente fica a impressão de que Cristo está ensinando pessoas a agirem aeticamente no campo dos negócios?

7 – Poderia explicar como a linguagem do mesmo Cristo em Marcos 9:43-45 não pode ser entendida literalmente, já que ninguém deve arrancar mesmo membros do corpo para obter a salvação, e no céu não haverá realmente manetas, pernetas ou caolhos?

Marcos 9:43-45
43 “E se a tua mão te fizer tropeçar, corta-a; melhor é entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.
44 [onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga.]
45 Ou, se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; melhor é entrares coxo na vida, do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno.”

8 – Poderia dar exemplo de alguma doutrina básica da fé Cristã que tem por base uma parábola?

9 – Se Cristo quis ensinar a natureza dualística do homem por esta parábola, por que tal ensino JAMAIS é encontrado em qualquer outra parte de Seus ensinos?

10 - Sendo que não haverá lembrança das coisas más do passado, como um pai ou mãe podem esquecer-se dos sofrimentos de um filho que esteja eternamente em torturas, sendo que a vizinhança de céu e inferno é de tal monta que se pode ver de um lado o que se passa do outro?

Assim, amigos, esse negócio de ficar teimando, e teimando e teimando sobre um determinado ponto, levantando objeções com base em suposta dificuldade enquanto se ignoram outras dificuldades que podem ser levantadas para solução da parte do objetante não é justo nem parece tornar sua objeção convincente.

Prof. Azenilto G. Brito
Ministério Sola Scriptura
Bessemer, Ala., EUA

Fonte: http://www.azenilto.com/01-DIFICULDADE.html

domingo, 21 de junho de 2009

SÓ FALAM EM SÁBADO



Acho que todo Adventista já ouviu frases do tipo:

"Os Adventistas só pregam sobre o sábado"
"A Igreja Adventista não fala em outro assunto além do sábado"
"Os Adventistas são iguais aos fariseus, pois fazem do sábado sua tábua de salvação"


E por ai vai...


Porém, o curioso é que não são os Adventistas que falam incessantemente acerca do sábado. Na verdade, são aqueles que não obedecem a Deus os que fazem deste tema sua única "tecla".


Já perdi as contas dos inúmeros e-mails que me enviam questionando a crença Adventista com relação ao 4º mandamento. Tem uns que não se tocam, e ficam repetindo sempre as mesmas bobagens, sem qualquer fundamento bíblico. Nestes casos só tenho uma resposta: silêncio... afinal, tenho mais o que fazer.


Recentemente recebi uma lista de "perguntas" de um leitor do blog (pena que não lêem os textos com sinceridade e desejo de serem libertos pela Bíblia), no qual ele achava que estava colocando em "xeque" a minha fé. Estas pessoas gostam de usar expressões assim: "Quero ver vocês responderem!", ou "Duvido que os Adventistas consigam responder estas perguntas"... alguns são tão tolos que dizem assim: "Deixe Ellen White de lado e responda pela Bíblia"... rsrs. Como dizia o prof. Luiz Nunes, em suas memoráveis aulas do Seminário: Toda ignorância é atrevida!


Vou transcrever algumas destas perguntas (quem for Adventista a mais tempo verá que é a mesma lenga-lenga de sempre), com as respostas que eu apresentei na ocasião.


1. O sábado era um mandamento solene ou não?
O sábado era um mandamento tão importante quanto os outros 10. Ou será que não?
Todos eram mandamentos solenes, pois esta palavra significa, conforme o dicionário Michaelis: “1. que se celebra com pompa e suntuosidade. 2. Acompanhado de cerimônias públicas e extraordinárias; magnífico, pomposo. 3. Que infunde respeito; grave, majestoso”; portanto, o sábado é sim um mandamento solene, pois merece respeito e santidade de nossa parte. Em diversos versículos há a citação da solenidade do sábado: Êx. 31:15; Êx. 35:2; Lev. 23:3; Lev. 23:32, entre outras.
Curiosamente, no hebraico, a palavra traduzida por “solene”, nos versos de Êx. 31:15 e 35:2, por exemplo, é a palavra “shabbathown”, que significa o repouso semanal do sétimo dia, dedicado a YHWH (Jeová).


2. Qual o sentido espiritual do sábado?
Esta pergunta é respondida também no mandamento de Êxodo 20. Vejamos o que diz o texto:
“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (grifos acrescentados).


Veja que a razão pela qual Deus instituiu o sétimo dia para ser santificado foi para que permanecesse continuamente a certeza de que Ele é o Criador. Já imaginou como seria nosso mundo se, semanalmente, as famílias se reunissem (como fazem os Adventistas) para relembrar aos filhos a grandeza da Obra criadora de Deus? Certamente não existiriam tantos delinqüentes e ateus em nosso mundo.


Outro sentido espiritual para o sábado é o mesmo dos outros 9 Mandamentos: lembrar que o Senhor nos libertou da escravidão (Êx 20:1-2). No nosso caso, da escravidão do pecado. Também em Deut. 5:14-15, o Senhor coloca especialmente sobre o sábado esta lembrança da libertação que Ele concedeu ao Seu povo, permanecendo o sábado como um memorial eterno de gratidão ao nosso Criador, Redentor e Mantenedor. Nenhum outro dia da semana traz estes sentidos tão firmemente alicerçados na Palavra, quanto o sábado do sétimo dia.


3. Os Adventistas acendem fogo em dia de sábado para preparar alguma comida?
Esta pergunta demonstra grande ingenuidade, ou desconhecimento da história bíblica.
A passagem na qual o Senhor orientou Seu povo a não acender fogo no sábado foi Êx. 35:3. Eu pergunto:
a) Onde o povo estava nesta ocasião? NO DESERTO.
b) Naquela época, em pleno deserto, o fogo era aceso da maneira como o acendemos hoje, com os fogões modernos de que dispomos hoje? É ÓBVIO QUE NÃO.
c) Era tão fácil acender um fogo naquela época, tendo que buscar lenha, triscar pedras, soprar, abanar, etc.; quanto o é hoje num simples ligar de botão no fogão atual????


Deus não estava condenando o acender o fogo por si só. É muito claro ver isso... O que Deus estava querendo impedir era que o povo não perdesse as horas SAGRADAS do santo sábado indo em busca de lenha e na trabalhosa tarefa de acender o fogo e mantê-lo aceso.


É claro que os Adventistas hoje acendem o fogo para aquecer a comida no sábado, pois isso não exige tempo nem esforço de nossa parte. Porém, a comida já foi preparada com antecedência (desde a sexta-feira), como era orientação do nosso Senhor Jesus Cristo, de que a sexta seja o dia da preparação para o santo sábado (Luc. 23:54).


Além do mais, a proibição não se refere a acender fogo para preparar alimento (Êx 35:3). Tenho certeza de que todos sabem que no deserto o povo não se preocupava em buscar o alimento, pois o Senhor fazia chover diariamente o maná do céu para alimentar o Seu povo. Curioso notar que SOMENTE NO SÁBADO o maná não chovia (Êx 16:22-36). Deus quis ensinar Seu povo durante 40 anos que é Ele, E SOMENTE ELE, quem nos sustém. Por isso, os Adventistas não têm receio de santificar o sábado, mesmo sendo o melhor dia para comércio, feira, fábricas, etc., porque sabemos que o Senhor é o mesmo, e não muda (Malaq. 3:6), e ainda hoje Ele sustém o Seu povo fiel.


4. Em que texto bíblico os adventistas se fundamentam no Novo Testamento para justificar a guarda do sábado?
Esta é uma boa pergunta... Algumas pessoas, talvez por inocência ou falta de conhecimento profundo da Bíblia, acham que só é válido do Antigo Testamento aquilo que aparecer com as mesmas letras no Novo. E usam este argumento para dizer que o sábado não tem valor por não ser citado no Novo Testamento exatamente como o é no Antigo.


Interessante notar que este mesmo argumento não é utilizado pelos adversários do sábado para questionarem outras doutrinas que são próprias do AT, mas não são “repetidas” palavra-por-palavra no NT. Dois exemplos bem fáceis de perceber são o dízimo e a adoração de imagens. Onde aparece no NT a repetição do mandamento de não adorar imagens, do jeito que está em Êx 20:4-6???? E sobre o dízimo... onde encontramos no NT a repetição do preceito do dízimo, do jeito que está em Núm. 18 e Malaq. 3:8-10, por exemplo???? Não vejo NENHUM pastor evangélico ou padre questionar a devolução do dízimo, somente porque não repete-se o mandamento no Novo Testamento.... Por que será???? Por que utilizam um argumento para questionar o sábado, e não utilizam o mesmo argumento no tocante aos dízimos???? Procure saber com o pastor de sua igreja...


Mas, vamos à resposta à pergunta que, como disse anteriormente, é muito boa...
O sábado fazia parte da própria vida do povo de Deus, apesar de toda a carga que o homem colocou sobre este belo mandamento. Jesus não Se preocupou em repetir o mandamento do sábado, porque não era necessário, pois TODOS já o guardavam, mesmo que alguns o faziam erroneamente. O que Jesus fez foi trazer de volta o princípio do sábado - um tempo dedicado EXCLUSIVAMENTE a Deus e ao próximo, em situações especiais.


Os que insistem em pregar que o sábado passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Jesus ou dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei. Mas Jesus realmente ensinou que o sábado não mais deveria ser guardado? Aboliu o Senhor este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos? Convido o senhor a, de coração contrito para receber a iluminação do Espírito Santo, analisar o que diz a Palavra do Senhor, pois o sábado aparece mais de 60 vezes no Novo Testamento. Vamos analisar agora as passagens dos evangelhos que tratam sobre o sábado (clique aqui e leia o estudo completo).


5. Já que os adventistas dizem que o sábado foi substituído pelo domingo, pretendo saber quem o substituiu?
Já vimos que a mudança não ocorreu por determinação de Jesus ou qualquer dos santos apóstolos. Gradualmente, a heresia foi sendo introduzida na Igreja cristã, à medida que os apóstolos morreram e os seus sucessores viram na conversão de pagãos influentes uma maneira de fugirem da perseguição que oprimia os discípulos de Jesus.


Vemos que o sábado NUNCA foi deixado de lado por completo, pois SEMPRE existiram comunidades que permaneceram fiéis à Palavra de Deus, não aceitando as determinações dos imperadores e reis sobre as novas tradições religiosas - um bom exemplo foram os Valdenses, que guardavam o sábado durante a Idade Média, escondidos em montanhas e cavernas.


Aproveito para informar ao senhor que o primeiro não-católico a conseguir o título de Doutor em Teologia pela Universidade do Vaticano foi Samuele Bachiochi, um professor adventista que fez sua tese de doutorado exatamente demonstrando a mudança do sábado para o domingo, e PROVANDO que não houve base escriturística para tal mudança, mas que ela foi executada baseada UNICAMENTE na autoridade que a Igreja de Roma arroga ter sobre a cristandade.


A tese do Dr. Bachiochi foi tão INQUESTIONÁVEL (como toda boa tese doutoral) que o papa teve que reconhecer que o estudo estava correto, e que ele merecia receber o título de Doutor em Teologia, pois DEMONSTROU COM TODOS OS ARGUMENTOS que o sábado não foi mudado por Jesus ou pelos apóstolos, mas pelos homens que posteriormente tomaram o poder sobre a Igreja cristã e a uniram ao Estado Romano.


6. Devemos adorar a Deus em dia de sábado ou em espírito e em verdade?
Esta é uma pergunta que a Bíblia responde muito bem. Quero que o senhor analise um verso bíblico que mostra o que Deus pensa sobre esta “adoração” que rejeita a Sua autoridade como Senhor sobre a humanidade: “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9). Se o senhor conhecer alguém que está “desviando os ouvidos” de ouvir a santidade da Lei de Deus, advirta-o em nome de Jesus..


Deus é tão correto com Sua Palavra (por isso podemos confiar nEle) que nem mesmo a oração daqueles que insistem em rejeitar Sua Lei, que é a norma pela qual todos seremos julgados (Tiago 2:12), Ele atende...


Viu como é sério?!
Então, estou certo de que Deus deseja ser adorado NO SÁBADO do sétimo dia, em espírito e em verdade, porque uma coisa não pode excluir outra.
Se Deus disse que é para adorar no sábado, e já mostrei inúmeras passagens que provam isso, então É PARA ADORAR EM DIA DE SÁBADO SIM....


7. Com qual base escriturística os adventistas provam que a aliança do sábado foi feita com todas as nações?
Acredito que esta pergunta também já foi respondida. Porém, apenas para confirmar, temos o relato de Gên. 2:1-3, o relato de Isaías 56 (que considero muito forte), a vida dos apóstolos de Cristo (especialmente no livro de Atos) e as passagens de Apocalipse 12:17 e 14:12, que mostram CLARAMENTE que o povo de Deus que estará vitorioso nos últimos dias é aquele que GUARDA OS MANDAMENTOS DE DEUS, e o único lugar em que encontramos estes mandamentos é em Êx. 20:3-17 - e bem no centro está o sábado.
Mais claro que isso, impossível!


Na próxima pergunta o senhor "inquiridor" muda radicalmente de assunto. Aliás, esta é uma tática muito utilizada: quando a argumentação contra a doutrina adventista se mostra deficiente, eles automaticamente mudam de tema, tentando confundir o fiel servo de Deus. Se o Adventista demonstra que tem total domínio do tema, e não se deixará confundir, então a tática final é partir para a agressão, seja verbal ou até física. Quem já deu estudos bíblicos sabe do que estou falando!


8. Onde os adventistas se respaldam na Nova Aliança para justificar a idéia de não comer carne nem camarão?
Primeiro precisamos clarear uma coisa: o que é a Nova Aliança? Qual seu objetivo? Foi para salvar o homem dos seus pecados, ou para “purificar” as carnes que o Senhor considerou imundas no passado?


A questão de comer ou não carne, seja ela imunda ou não, não tem que ver com a Aliança de salvação que o Senhor Jesus instituiu com o homem. Esta é uma questão de saúde, de qualidade de vida. As pesquisas médicas mais recentes demonstram que o estilo de vida adventista tem feito deste povo um dos mais saudáveis DO MUNDO. Uma revista secular (a National Geographic), que não tem nada a ver com os adventistas, publicou recentemente uma matéria especial sobre o estilo adventista de viver, e identificou os adventistas que seguem as orientações de saúde como um dos grupos de maior longevidade e vitalidade do planeta. Não fomos nós que dissemos... foram cientistas americanos.


A Bíblia é muito clara quando o Senhor diz que abençoa com saúde aqueles que seguem Suas orientações para uma vida mais saudável (Êx. 15:26). Os índices de câncer, infartos, hipertensão, diabetes, derrames, etc., entre os adventistas QUE SEGUEM OS PRINCÍPIOS DE SAÚDE, são mínimos... basta dar uma olhada na seção de falecimentos da Revista Adventista... praticamente só morrem adventistas por velhice ou acidentes.


Eu acredito que ninguém vai concordar com a idéia de que a morte de Jesus na cruz do calvário teve como objetivo purificar o porco, o camarão, a cobra, o cachorro, o cavalo, etc.... eu não creio que alguém em sã consciência afirme algo tão absurdo....


Jesus morreu para pagar o preço pelos nossos pecados, para nos redimir, e nos conceder acesso novamente ao Trono da Majestade do Céu. A Sua morte na cruz é o ÚNICO meio pelo qual podemos ser salvos, pois somente através dela podemos ser cobertos pela graça imerecida que Deus concede ao pecador arrependido.


O que isso tem que ver com carne de animais???????????????? É óbvio que NADA.....


A Nova Aliança veio trazer salvação ao pecador, unicamente pela fé nos méritos salvíficos de Cristo, que derramou Seu precioso e inocente sangue na cruz do calvário, levando sobre Si a condenação pelos pecados que nós cometemos, condenação esta que nos levaria à morte eterna.... porém a Aliança da Sua Graça nos redime, e nos dá oportunidade de justificação e salvação eternas.


Os alimentos considerados imundos CONTINUAM sendo imundos... em nada mudou isso. As carnes de animais imundos (conforme Lev. 11) continuam impróprias para nosso consumo, pois permanecem IMUNDAS do mesmo jeito.... não creio que Jesus morreu na cruz apenas para que eu estivesse livre para comer uma suculenta feijoada ou bife de carne de porco, moqueca de camarão, ou seja lá o que for.... meu Jesus é muito mais precioso do que isso.... Seu sacrifício teve um alvo infinitamente mais elevado do que a purificação de animais.... teve como alvo a minha salvação, a minha redenção.... e serei eternamente grato a Ele por isso.


Alguns adventistas preferem não comer nenhum tipo de carne, porque entendem que a dieta que o Senhor deu para o homem não possuía esse alimento. Basta ler com atenção o livro de Gênesis (1:28-31). Para o homem, Deus deu as sementes e as frutas... e para os animais Ele deu as ervas. A carne só passou a fazer parte da dieta depois do dilúvio, e vemos que foi a partir de então que a idade (e conseqüentemente a saúde) do ser humano foi se deteriorando cada vez mais. Quantos anos viveram aqueles que não comeram carne????? Leia em Gên. 5.


Os adventistas cuidam do corpo (alimentação, exercício físico, repouso, etc.) por 2 motivos principais:
1. Porque isso nos dá mais saúde para trabalhar melhor para o Senhor e para nosso sustento.
2. Porque a Bíblia é clara em dizer que nosso corpo é o TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO, e que não devemos introduzir no corpo nada que venha a torná-lo doente e contaminado (cf. 1Cor. 3:16-17; 6:19-20).


OBS.: Uma das passagens bíblicas mais mal compreendidas sobre alimentação na Nova Aliança é Atos 10. Clique aqui e relembre o que ela realmente significa.


A questão da alimentação não é uma “tábua de salvação”, ou seja, não é a abstenção de alimentos imundos que nos torna mais justos diante de Deus. Porém, uma vez que nosso corpo é o “templo” ou “santuário” do Espírito Santo, é necessário tomar todo o cuidado para não contaminar tal templo, e isso se dá através de reconhecer, aceitar e viver as orientações que o Senhor zelosamente revelou em Sua Palavra acerca desse tema (cf. 1Cor. 6:19-20).


Os Adventistas têm sido abençoados grandemente por viverem uma vida em conformidade com a Palavra de Deus, mesmo em questões impopulares e ridicularizadas, como o é o assunto da alimentação em nossos dias, principalmente no meio “evangélico”.


Portanto, TUDO o que sabemos que não é saudável e que contamina nosso corpo com doenças, deve ser evitado por aquele que deseja estar sempre preparado para receber o batismo diário do Santo Espírito.


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As respostas que apresentei foram mais elaboradas, pois o espaço aqui no blog não se harmoniza com textos muito extensos.


“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31-32).

Fonte: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/2009/06/so-falam-em-sabado.html

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Carta do Papa sobre o domingo



Alguns me perguntaram sobre a Carta do Papa João Paulo II, dirigida aos fiéis e líderes católicos de todo o mundo, no qual o Pontífice Romano exorta para que todos busquem uma maior santidade do Domingo, o Dies Domini, segundo a Igreja de Roma.
Desde 1998 que esta carta está circulando no mundo, e seus argumentos puramente filosóficos tentam solapar a teologia e doutrina bíblicas do santo sábado do sétimo dia.
Ou seja, na visão da Igreja Romana, todas as bênçãos que o Senhor colocou sobre o sétimo dia, ela, a Igreja, transferiu para o primeiro dia da semana, em uma pseudo-honra à ressurreição de Cristo.
Vejam como o papa conclui a carta:
“Confio o acolhimento frutuoso desta Carta Apostólica pela comunidade cristã à intercessão da Virgem Santa. Sem nada tirar à centralidade de Cristo e do seu Espírito, Ela está presente em cada domingo da Igreja. Exige-o precisamente o mistério de Cristo: de facto, como poderia Ela [Maria], Mater Domini e Mater Ecclesiæ, não estar presente a título especial no dia que é simultaneamente dies Domini e dies Ecclesiæ?
Para a Virgem Maria, olham os fiéis que escutam a Palavra proclamada na assembleia dominical, aprendendo com Ela a conservá-la e meditá-la no seu coração (cf. Lc 2,19). Com Maria, aprendem a estar ao pé da cruz, para oferecer ao Pai o sacrifício de Cristo e associar ao mesmo a oferta da própria vida. Com Maria, vivem a alegria da ressurreição, fazendo suas as palavras do Magnificat que cantam o dom inexaurível da misericórdia divina no fluxo inexorável do tempo: « A sua misericórdia estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem » (Lc 1,50). Domingo a domingo, o povo peregrino segue o rasto de Maria, e a sua intercessão materna torna particularmente intensa e eficaz a oração que a Igreja eleva à Santíssima Trindade.
A iminência do Jubileu, queridos Irmãos e Irmãs, convida-nos a aprofundar o nosso compromisso espiritual e pastoral. De facto, é este o seu verdadeiro objectivo. No ano em que aquele vai ser celebrado, muitas iniciativas o caracterizarão, dando-lhe aquele timbre singular que não pode deixar de ter a conclusão do segundo e o início do terceiro Milénio da Encarnação do Verbo de Deus. Mas este ano e este tempo especial passarão, dando lugar à expectativa de outros jubileus e de outras datas solenes. O domingo, com a sua ordinária « solenidade », permanecerá a ritmar o tempo da peregrinação da Igreja até ao domingo sem ocaso.
Exorto-vos, portanto, amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, a trabalhar incansavelmente, unidos com os fiéis, para que o valor deste dia sagrado seja reconhecido e vivido cada vez melhor. Isto produzirá frutos nas comunidades cristãs, e não deixará de exercer uma benéfica influência sobre toda a sociedade civil”.
Os evangélicos podem até negar, mas é um fato que a Igreja Romana se coloca como “dona” e “autora” da santificação do domingo, creditando, inclusive, a Maria uma honra especial durante este dia.
Pena que muito evangélico sincero, que se limita apenas a repetir o que seu pastor equivocadamente prega, não se dê conta de que está seguindo uma ordenança papal, ao mesmo tempo em que despreza as claras e límpidas orientações da Palavra de Deus sobre o ÚNICO dia que a Bíblia classifica como SANTO, SEPARADO e DE DESCANSO - o sétimo!
“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei…” (Dan. 7:25).
Cumpriu-se cabalmente a profecia bíblica!
A Carta Papal na íntegra pode ser lida no próprio site do Vaticano (clique aqui).
“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mat. 15:9).
“O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9).
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12).
“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).


Pr.Gilson Medeiros

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Análise do Êxodo - 5a Parte (fim)

[ O pacto e a Lei no Sinai ]
Alguns temas vem a ser vitais ao ensino no A.T, as promessas acompanham a eleição e a lei acompanha o pacto. As promessas não devem interpretar-se independentemente do propósito da eleição divina do povo, nem tampouco deve separar-se o propósito da lei do contexto do pacto.
Deus elegeu o povo para ser um instrumento de sua redenção ao mundo, as promessas são meios para cumprir o propósito da eleição. Os eleitos foram livres para aceitar ou rejeitar a oferta de Deus. Ao aceitá-la entrariam no pacto com o Senhor. O pacto se baseava sobre a graça de Deus e a resposta livre dos homens deveria ser por fé.
Durante a morada de 1 ano próximo ao Sinai (19:1; Nm 10:11-12), sucederam 3 feitos de suma importância:
Deus apareceu ao povo como havia aparecido antes a Moisés;
Deus estabeleceu um pacto com Israel;
Deus deu a lei para indicar a natureza do pacto e para guiar no cumprimento de suas obrigações.

Depois de viajar por quase 3 meses, o povo chegou ao deserto do Sinai (v.1). O ambiente é um lugar isolado, silencioso, árido e rochoso. Os visitantes falam de um maciço de granito rosado encontrado no pico, apresentando-o majestosamente.
As palavras começaram com: Agora pois se… (v.5). A entrada de Israel no pacto seria o resultado de sua própria e livre eleição. Para poder eleger, era necessário escutar a voz de Deus (v.5; Rm 10:13-15). Uma vez eleito, o pacto tinha que ser observado de acordo com as condições estabelecidas por Deus. A eleição de Israel não era resultado de sua obediência, senão que sua obediência era o resultado de sua eleição. O pacto foi central para a fé de Israel. Ninguém é salvo por obedecer, mas pela fé este entra no pacto e por estar salvo torna-se obediente. Ex: “ninguém terá sua salvação garantida por apenas nunca roubar, mas certamente se é um ladrão não poderá entrar no reino de Deus”. Deus primeiro liberta uma nação para só então exigir dela obediência. Cristo primeiro nos liberta do pecado para somente então exigir de nós obediência a seus mandamentos.
3 importantes razões deviam estar relacionadas com o propósito divino de eleger a Israel:
Deviam ser um povo especial;
Deviam ser um reino de sacerdotes;
Deviam ser uma nação santa.

Um povo especial – A tradução da palavra [segullah], que pode significar um tesouro especial de um rei (1Cr 29:3; Ec 2:8) pode referir-se simbolicamente a Israel como um tesouro especial (Dt 7:6; 14:2; 26:18; Sl 135:4; Ml 3:17). Na antiguidade o rei era considerado dono de todo o seu país, tinha um palácio com um quarto onde guardava-os, ali podia tocá-los e satisfazer-se em tê-los. Esse lugar era o [segullah], quando Deus disse que Israel seria para ele um povo especial entre todos os povos, estava querendo dizer que desejava tê-los em um quarto para satisfazer-lhe os desejos de Pai e tê-los sempre por perto e apreciar-lhes.
Um reino de sacerdotes – Na LXX a tradução “um sacerdócio real”, e 1Pd 2:9 segue esta tradução, bem como Ap 1:6; 5:10; 20:6. Das possíveis interpretações a frase temos:
Todos os israelitas tornar-se-iam sacerdotes, assim todos teriam direito de acesso livre a Deus, posteriormente Martinho Lutero comenta sobre “o sacerdócio de todos os crentes”, referindo-se a este assunto.
Israel mesmo ia ser uma nação-sacerdote. Não que a nação seria composta por apenas sacerdotes, mas que ela serviria como uma nação sacerdotal. Estaria para ser, pelos projetos de Deus, a intermediária entre Deus e o restante de outras nações, para guiá-los até o Senhor, assim como a função sacerdotal era se por entre o Senhor e seu povo.

De qualquer maneira era desejo do onipotente que Israel fosse uma nação missionária para o mundo. Das opções acima, a segunda parece mais coerente.
Uma nação santa – A missão de Israel estava fundada em caráter moral. O povo especial, a nação missionária teria que refletir a natureza do seu Rei que representava, deveria ser separada e apartada porque pertencia a Deus. A entrega implicava em responsabilidade e para cumprir a nação teria que viver uma vida santa.
O Senhor não forçou o pacto, os anciãos eram livres para aceitar ou rejeitar. A uma só voz todo o povo disse: “tudo que o Senhor disser faremos”. O pacto foi oferecido livremente e aceito livremente. Assim, após Moisés ter dito a resposta do povo, Deus falara que iria cercá-los com uma nuvem densa para que o povo escutasse-o.
Agora estava preparado o cenário para receberem o decálogo.
Os 10 mandamentos ou 10 palavras, são princípios fundamentais éticos para a vida em todos os tempos, formaram a base para a legislação de Israel. O povo eleito necessitava de uma constituição e o Senhor os deu em forma de decálogo.
Tal como uma criança precisa aprender a obediência antes de entender por qual razão está obedecendo, o povo precisava passar pelo temor, falta de razão, antes de poder compreender uma relação que deveria sempre ser por amor.
Os dez mandamentos são regras éticas que servem de guia para os indivíduos e proteção para a comunidade, contra abusos particulares favorecendo o bem-estar entre o povo.
Tal lei é distinta das idéias farisaicas criadas por homens amantes dos empecilhos e obstáculos capazes de impedir muitas pessoas de irem até Deus.
Os mandamentos foram postos em duas tábuas de pedra, é bastante adequado que os mandamentos da primeira tábua fossem primeiramente referentes a Deus, pois o homem tem um criador para amar antes, depois um próximo para amar.
A lei está disposta em Ex 20 da seguinte forma:
O primeiro mandamento afirma a existência e o governo de Deus. Não discute o assunto, simplesmente o declara. Seus atributos naturais: onipotência, onisciência e onipresença o fazem digno de governar nossa vida. O primeiro mandamento nega o politeísmo, o ateísmo e o materialismo. Aqui se proíbe amar, desejar, deleitar-se ou esperar algo bom de qualquer forma ou outra fonte que não seja Deus.
O segundo mandamento proíbe a representação e adoração da deidade: em forma angelical (v. 4), forma humana ou animal (v. 4b), forma de peixe ou mamífero aquático (v. 4c). A razão lógica é: Deus é espírito e devemos adorá-lo em espírito. A razão ética é: é mal e passível de castigo. O cristão deve ser consciente de que o Senhor está em todo lugar e não há necessidade de sua representação. Representações gráficas de histórias e situações devem ser usadas apenas para ensinar, NUNCA VENERAR. Se proíbe também toda classe de superstição e emprego puramente humanos para a adoração a Deus.
O terceiro mandamento tem sido mui desprezado, pois deve haver uma reverência ao nome de Deus. O nome de Deus o define. Portanto o nome dEle deve ser respeitado. Se proíbem os votos falsos e piadas profanas a seu nome ou coisas sagradas.
O quarto mandamento é apresentado de duas maneiras: entendemos não ser a primeira vez que este é dado [lembra-te] e que o povo certamente o esqueceria no futuro [lembra-te]. Um dia de cada sete, seis dias dedicam-se aos assuntos da vida secular, mas o sétimo somente as coisas sagradas ou inevitáveis (caridade, piedade etc). Comercializar, pagar salários, estudos seculares e etc não devem ser feitos. Esse mandamento está como único que nos faz lembrar de Deus como criador.
O quinto mandamento apresenta que a vida familiar sendo muito importante para o povo hebreu, traz a necessidade da restauração dos lares e devolver aos pais o seu devido respeito (o que não vemos hoje). Demonstrar afeto aos pais, respeito, gratidão, não causar-lhes constrangimento ou dor, estar preparados para prover-lhes ajuda e conforto e obedecer-lhes até que não firam os princípios divinos. Esse mandamento é por demais importante, pois bons filhos são bons cidadãos, famílias fortes são uma nação forte.
O sexto mandamento apresenta o respeito à vida. Os homicídios, violência e crimes aumentam dia-a-dia. Assassinatos, abortos (que é outro nome para homicídio), linchamentos por turba violenta, suicídio, pena de morte, guerras, tais coisas são transgressão do mandamento.
O sétimo mandamento é uma proteção ao que vemos também ao nosso redor: libertinagem sexual, prostituição, doenças sexualmente transmissíveis etc. O matrimônio é uma instituição de origem divina. A infidelidade simboliza o rompimento completo do matrimônio. A família é uma célula básica da sociedade, um baluarte da democracia. Esse tipo de problema tem efeitos profundos nos filhos. Nesse mandamento encontramos a melhor prevenção para a cura da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.
O oitavo mandamento nos diz da necessidade da ordem no mundo através da honestidade. Ensina também a importância de trabalharmos para conseguir realizar nossos próprios sonhos.
O nono mandamento nos ensina que as palavras ditas contra a reputação de uma pessoa são como as plumas de uma almofada: uma vez lançadas ao vento não podem mais voltar ao seu lugar de origem. Proibição ao perjúrio, mentira, calúnia, disseminação de falsas idéias, difamação. Da veracidade depende a justiça.
O décimo mandamento apresenta que tal problema está em todas as partes e ataca a todos. A ganância é a raiz de muitos pecados: adultério, avareza, corrupção etc.

Os mandamentos dão vida, não morte. O pecado produz a morte. Os mandamentos são guias para que vivamos melhores. A atitude que você tem diante da polícia depende da natureza de suas obras. Da mesma maneira a atitude que temos com os dez mandamentos depende de quem somos. Eles são amigos e guias para a comunidade, para manter a ordem. Jamais quebraremos mandamentos a menos que sejamos desordeiros espirituais ou infratores da lei.
A Deus seja a honra e glória.


Werber Marques

Teólogo Adventista

OSantuario.com.br


quinta-feira, 30 de abril de 2009

O FUNDAMENTO DA FÉ



Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4


Os mestres de Israel não disseminavam a semente da Palavra de Deus. A obra de Cristo como Mestre da verdade estava em notável contraste com a dos rabinos do Seu tempo. Eles se firmavam sobre tradições, teorias humanas e especulações. Muitas vezes aquilo que homens tinham ensinado ou escrito sobre a Palavra, colocavam no lugar da própria Palavra. Seus ensinos não tinham poder para refrigerar a alma.
O tema das pregações e ensinamentos de Cristo era a Palavra de Deus. Respondia a interlocutores com um simples: “Está escrito” (Lc 4:8, 10). “Que diz a Escritura?” “Como lês?” (Lc 10:26). Em cada oportunidade, quando era despertado interesse por um amigo ou adversário, lançava a semente da Palavra. [...]
Os servos de Cristo devem fazer a mesma obra. Em nosso tempo, como na antiguidade, as verdades vitais da Palavra de Deus são substituídas por teorias e especulações humanas. Muitos professos ministros do evangelho não aceitam toda a Bíblia como a Palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra; e as Escrituras que eles ensinam repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída. Desse modo é semeada largamente a semente da incredulidade; porque o povo é confundido e não sabe o que crer. Há muitas crenças que a mente não tem o direito de entreter.
Nos dias de Cristo os rabinos forçavam uma construção mística sobre muitas porções das Escrituras. Porque os claros ensinos da Palavra de Deus lhes condenavam as práticas, procuravam destruir-lhes a força. O mesmo acontece hoje em dia. Deixa-se parecer a Palavra de Deus cheia de mistérios e trevas, para desculpar as transgressões de Sua lei. Em Seus dias, Cristo censurava essas práticas. Ensinava que a Palavra de Deus deve ser compreendida por todos. Apontava às Escrituras como de autoridade inquestionável, e devemos fazer o mesmo. A Bíblia deve ser apresentada como a Palavra do Deus infinito, como o termo de toda polêmica e o fundamento de toda fé (PJ, p. 38-40).


Meditações Diárias - Jesus meu modelo, pg. 120. Ellen G. White