Mostrando postagens com marcador PROFECIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PROFECIAS. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ligando o Alerta


Toda Alemanha agora santifica do domingo

O Vaticano desde o início deste século vem fazendo esforços pela santificação do domingo na Europa e pela criação de leis civis que obriguem a observação desse dia bem como que façam retornar a Igreja Católica como oficial. A França vem criando barreiras nesse sentido, mas a Alemanha tem dado força ao papa. Tanto o seu presidente, quando a primeira ministra, garantiram tempos atrás que o desejo de que o Ecumenismo avance na Alemanha é forte.
E esse país vem demonstrando com fatos concretos a sua posição política. Em 1º de dezembro de 2009, o Tribunal Constitucional da Alemanha (que cuida das questões relativas a constituição, a lei maior) determinou que, tanto a capital Berlim quando o restante dele, se regesse pela lei do restante do país, que institui o domingo como dia de “descanso do trabalho e de crescimento espiritual). É que na capital, desde o final da Segunda Guerra, havia uma lei distinta do restante do país que admitia dez domingos por ano para atividades comerciais. Agora todos os domingos, em todo o país, devem ser santificados.
O Vaticano vefm pressionando alguns países, dentre eles o Brasil, a criarem leis protetoras do domingo. Isso dá força a Obama (ou quem lhe seguir) a emitir o decreto dominical, começo da globalização da legislação pela imposição do domingo e fator de poder para a Igreja Católica sobre as demais igrejas, principalmente sobre o povo de DEUS. Agora que Obama está se enfraquecendo no poder, perdendo prestígio, até certo ponto decepcionando, ele pode sentir-se pressionado a emitir decretos que elevem sua popularidade. A santificação do domingo é um deles. Ele é altamente positivo para frear a poluição e ajudar contra o colapso climático. E isso todo mundo deseja. Aliás, a santificação do sábado, bíblico, traria o mesmo efeito, com a diferença de que esse é o dia que DEUS estabeleceu.
Entenda-se esses fatos favoráveis ao domingo como uma coordenação global pela imposição do domingo para a solução dos grandes problemas globais. E são muitos os políticos importantes de grandes nações que já compraram a idéia do Vaticano. Parece mesmo que estamos indo para o final.
fonte: http://www.cristovoltara.com.br/

Nota: Que bom que as profecias estão se cumprindo. Em breve um decreto dominical mundial será imposto e logo estaremos com Cristo. Que nós sigamos a Bíblia e não os homens.
Saiba mais sobre o sábado

terça-feira, 24 de novembro de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

Brasil - Vaticano: um acordo "gravíssimo"

Na contramão do mundo, o presidente Lula entra no campo religioso longe dos olhos da sociedade brasileira. Em novembro de 2008, ele foi a Roma e viu o papa. Foram 24 minutos de conversa privada no escritório privativo de Bento 16. "Muito obrigado, presidente, pelo acordo que será assinado hoje", agradeceu o representante de Deus na Terra [sic]. Não era um encontro de estadistas. Era uma reunião do chefe supremo da Igreja com o líder popular da maior nação católica do mundo (125 milhões de fiéis entre 190 milhões de brasileiros). O agradecimento tinha sentido porque o Brasil se rendia a anos de pressão do Vaticano para ampliar a força do ensino religioso nas escolas públicas do ensino fundamental. O papa não conseguiu tornar "obrigatório" o ensino, mas formalizou uma intrusão impensável nas escolas de um país que se diz laico e soberano.

O arcebispo Dominique Mamberti, chanceler das Relações Exteriores do Vaticano, tentou disfarçar: "Não são privilégios porque não se pode chamar de privilégio o reconhecimento de uma realidade social tão importante como é hoje em dia a Igreja Católica no Brasil." Diplomático, o bispo defendeu-se: "O acordo não afeta em nada os cidadãos de outros credos, já que garante o pluralismo religioso, assim como o laicismo saudável." O Brasil não se espantou com a condicionante, talvez por ter padecido muito tempo da "democracia relativa" dos militares, que guarda certa isonomia com o "laicismo saudável" dos padres.

O acordo de 20 artigos parecia inspirado pelos diabólicos atos secretos do Senado brasileiro: estranhamente, não foi discutido previamente com o principal interessado, a sociedade brasileira. "É uma autêntica Concordata com a Santa Sé que, além de ter sido preparada na clandestinidade, sem qualquer aviso ou debate, confronta o espírito da Carta Magna e os fundamentos de um Estado secular", protestou o jornalista Alberto Dines. "Por que o sigilo? Que tipo de pressão o governo sofreu? Como o presidente Lula faz isso sem abrir para a discussão?", perguntou a professora Roseli Fischmann, que coordena há 20 anos o grupo de pesquisa "Discriminação, Preconceito, Estigma" da Universidade de São Paulo (USP). Falando ao portal iG, Fischmann classificou o acordo de "gravíssimo" pelo que representa: "É uma violência à pluralidade de crenças da população, fere a democracia e cria cidadãos de segunda classe – o católico e o não-católico."

Por trás dos sorrisos de Bento e de Lula paira uma nuvem pesada, segundo a professora: "O acordo não contempla a liberdade de consciência. Não querer dar religião para os filhos é o direito da família. Isso não os torna menos cidadãos brasileiros. Ser ateu ou agnóstico é um direito de foro íntimo. É absolutamente estigmatizador e criará a cultura de que não é íntegro quem não teve ensino religioso."

Um dos maiores riscos, segundo a pesquisadora da USP, está no fim do documento, no Art. 18, que reza: "O presente acordo poderá ser complementado".

Fischmann traduz a ameaça ali inoculada: "Isso dá espaço para que a Igreja intervenha em questões como o aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, pesquisas com células-tronco, entre outras" [e aqui mora o perigo para outros cristãos não-católicos]. A professora deposita sua fé no Congresso Nacional, que precisa ratificar o acordo quase confessional firmado entre Lula e Bento 16: "Se ele passar no Parlamento, o Brasil dá poder à Igreja e veta a si mesmo. É preciso uma grande movimentação para que os parlamentares compreendam que o acordo contraria a Constituição e volta o Brasil 120 atrás, quando a República separou Igreja e Estado."

O jornal Correio Braziliense mostrou em três edições (12 a 14 de julho) que os temores insinuados em Roma já assombram as escolas brasileiras. Um estudo inédito – "Ensino religioso: qual o pluralismo?" –, financiado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Comissão de Cidadania e Reprodução, prova que a Igreja já transborda os limites da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que determina como facultativo o ensino da religião e limita suas aulas a alunos do ensino fundamental. Na prática, porém, só metade dos 27 estados brasileiros cumpre a lei, restringindo o ensino religioso às escolas da 1ª à 8ª série, sem incluir a disciplina na carga obrigatória de 800 horas anuais. Oito estados (entre eles RS, PR, BA e DF) estendem as aulas de religião ao ensino médio ou infantil, outros oito (entre eles SP, PE, CE e PA) contabilizam a disciplina na carga obrigatória, desrespeitando o caráter facultativo da lei.

(Parte o artigo "O Brasil entra em campo", publicado no Observatório da Imprensa)

Nota: Céticos, agnósticos e ateus se exasperam com esse acordo. Mal sabem eles que essa é exatamente a trilha por onde os eventos finais caminham. Já estava tudo bíblica e profetimente previsto. O Estado voltará a dar as mãos à Igreja Romana. Esse acordo com o Brasil é apenas um ensaio disso. Leia o livro O Grande Conflito, escrito há um século. Você terá algumas surpresas...[MB]

Fonte: http://criacionista.blogspot.com/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Membros da UE querem consagrar o domingo




O Secretariado da Comissão das Conferências Episcopais da União Européia (Comece), as Igrejas Alemãs protestantes e a Igreja da Inglaterra saudaram a iniciativa de vários membros do Parlamento Europeu, que solicitam o pronunciamento dos restantes membros sobre a declaração escrita acerca da “proteção do Domingo livre como pilar essencial do Modelo Social Europeu e como parte da herança cultural da Europa”.


Num comunicado enviado à Agência Ecclesia, os bispos da UE indicam que tal declaração “pode constituir um importante compromisso para a ‘Europa social’. Seria agora importante encontrar a maioria necessária para essa resolução para além dos partidos subscritores”.


A Declaração para a Proteção do Domingo foi lançada pelos parlamentares europeus Anna Záborská, Martin Kastler, Jean Louis Cottigny, Patrizia Toia, Konrad Szymański, de diferentes partidos políticos, no dia 2 de fevereiro.


Os bispos da UE afirmam que “a crise econômica e financeira nos tornou mais conscientes de que nem todos os aspectos da vida podem ser sujeitos a forças de mercado”, e indicam que “homem e mulher, que trabalham aos domingos, estão em desvantagem nas suas relações sociais: na família, no desenvolvimento e até a saúde estão comprovadamente afetados”.


A Comece sublinha ainda que o domingo livre “faz parte da herança cultural da Europa e advém de uma longa tradição”.“O domingo livre de trabalho é um fator decisivo no equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar. É de fundamental importância para as relações familiares, mas também para a vida social e cultural, salvaguardar uma das poucas ocasiões em que pais e crianças se podem encontrar”.


Segundo a lei da UE, o domingo é um dia de descanso semanal para crianças e adolescentes. Por isso, segundo os bispos, “o respeito pelo domingo tem o potencial de se tornar no pilar do modelo social europeu”.


O episcopado da UE alerta para o fato de a proteção do domingo “estar sendo esquecida em alguns Estados membros, com o objetivo de aumentar a produção e o consumo. Os trabalhadores experimentaram a fragmentação das suas vidas privadas, enquanto as pequenas e médias empresas, que não permitem horários ininterruptos, perderam terreno no mercado”.


A declaração, agora introduzida no Parlamento Europeu, apela aos Estados membros e às instituições da UE que “protejam o domingo como um dia de descanso, nas legislações nacionais e internacional, para reforçar a proteção dos trabalhadores em áreas como a saúde e a conciliação entre a vida profissional e familiar”.


Para que seja adotada, é necessário que a Declaração seja assinada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu, ou seja, 394 membros, antes de 7 de maio de 2009.


O artigo 116, que se refere às regras de procedimento do Parlamento Europeu, estipula que uma Declaração Escrita seja um texto com no máximo 200 palavras e seja apresentada por no máximo cinco membros parlamentares, submetida a todos os membros durante um período de três meses.


Se a Declaração recolher a maioria das assinaturas, torna-se um ato oficial do Parlamento Europeu, sendo transmitida aos destinatários citados.




O texto original da proposta pode ser consultado aqui. (Agência Ecclesia)




Nota: as crises econômica e ambiental têm se mostrado terreno fértil para a aprovação de leis que, de início, parecem representar a “salvação” do planeta. O perigo está no coletivismo, na formação de um consenso global que acabará por até mesmo hostilizar os que por motivo de consciência e convicção se opuserem a essa unificação de pensamento e procedimentos. Note que o fortalecimento da propaganda darwinista e o apoio católico à teoria da evolução também contribuem para o esquecimento do sábado como memorial bíblico da Criação e o estabelecimento do domingo como falso dia de descanso. Para os religiosos darwinistas, nunca é demais lembrar: Jesus era criacionista, afinal, Ele se referiu a Adão e Eva e ao Dilúvio como personagens e eventos históricos. Ele também estava “embrutecido”, como escreveu Petry? Estava enganado por interpretar como históricos eventos que seriam alegóricos, como diz o Vaticano? Nessa história toda, continuo ao lado de Jesus.[MB]Conforme escreveu Ellen White: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (Eventos Finais, p. 11).
Fonte: Retirado do site http://www.criacionista.blogspot.com/

domingo, 18 de janeiro de 2009

A posse de Obama - " O povo americano precisa se unir" - Fique atento


'O povo americano precisa se unir', diz Obama em festividade de posse




O discurso de Barack Obama na abertura dos shows das festividades de posse, neste domingo (18), foi um pedido de união ao povo americano. "Precisamos estar unidos para enfrentar a crise que nos afeta", disse. Obama ressaltou que o momento será difícil, o que exigirá um "duro trabalho". Obama é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Tal "união" só será conquistada, segundo Obama, se as diferenças de raças, ideologia, religião e sexulidade forem deixadas de lado. "Democratas ou republicanos, temos de trabalhar juntos", destacou. O discurso do presidente eleito dos EUA fez referência a três importantes líderes da história da nação: Abraham Lincoln, George Washington e Franklin Roosevelt.

Para Obama, o foco do governo será enfrentar a crise econômica e as guerras no exterior. "Juntos conseguiremos enfrentar esses desafios e manter vivo os sonhos daqueles que fundaram o nosso país."

"Não vou fingir que será fácil combater qualquer um destes desafios. Pode demorar mais de um mês ou de um ano, provavelmente muitos. Ao longo do caminho haverá revezes e passos em falso, e dias em que estaremos à prova como país", sustentou. "O que me dá esperança são vocês", afirmou Obama, que será o primeiro negro a assumir a Presidência americana. Barack Obama foi ovacionado por cerca de 200 mil pessoas reunidas na tarde deste domingo ao Lincoln Memorial de Washington para assistir um megashow dedicado a celebrar sua posse.

Show

O show musical com astros como Bruce Springsteen, Beyoncé, Bono e Stevie Wonder abre neste domingo (18) em Washington as festividades da posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama.

"We Are One: The Obama Inaugural Celebration at the Lincoln Memorial", é o primeiro dos eventos oficiais promovidos pelo Comitê da Posse Presidencial.

Obama -que está em Washington desde sábado após uma histórica viagem de trem desde a Filadélfia - chegou ao local, acompanhado de sua mulher, Michelle, às 14h30 locais (17h30 de Brasília).

Obama apareceu sorridente diante da estátua do presidente Abraham Lincoln, sua inspiração política, acompanhado da eposa Michelle, ambos elegantemente vestidos com abrigos contra o frio intenso.

Ele foi recebido por uma fala do ator Denzel Washington. Havia cerca de 200 mil pessoas enfrentando o frio no local, segundo a polícia.




"Neste dia, nos inspira o homem que elegemos para ser o 44º presidente dos Estados Unidos", disse Washington, o que provocou fortes aplausos do público.

O vice-presidente eleito, Joe Biden, discurso e prestou homenagem aos trabalhadores americanos. "Um posto de trabalho é algo mais que um pagamento no fim do mês", disse ele nas escadarias do Monumento a Lincoln. "É dignidade, e é respeito."
O primeiro a subir no palco foi o veterano roqueiro Springsteen, que apoiou Obama durante a campanha.

O produtor-executivo do show, George Stephens Jr., disse que um dos temas principais é o lugar de Obama na história, entre outros presidentes que lideraram o país em tempos de dificuldades. Muitas performances emblemáticas na história norte-americana aconteceram no Lincoln Memorial, desde a da contralto Marian Anderson no domingo de Páscoa de 1939 até o discurso "Eu tenho um sonho", de Martin Luther King, um quarto de século depois.






Nota: Vamos nos preparar. Essa união, de que tanto Obama está pregando, tem tudo a ver com o ecumenismo. De que lado você vai estar? Da verdade, a Bíblia, ou da grande mentira que será colocada por satanás a todo o mundo?


A decisão é sua. Os fatos estão ai.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Guerra no Oriente Médio - Israel x Palestina



Após vários dias de confronto entre Israel e os palestinos a sensação que se tem é de impotência total diante dessa realidade belicosa alimentada por ambos os lados (de fato, credito a maior parte da culpa aos radicais islãmicos que os demais palestinos não conseguem controlar).Sem pender para o dispensacionalismo (doutrina que coloca as profecias do tempo do fim ligadas ao Estado de Israel), acredito que Israel sempre foi alvo de perseguição ao longo da história. É verdade também que sempre que buscaram a Deus em arrependimento foram protegidos por Deus. Sem dúvida, seria bem melhor para todos se a paz fosse alcançada mediante o diálogo (sem abrir mão, claro, dos princípios de consciência). Se a profecia de Daniel 11:40-45 fala de uma guerra no Oriente Médio, envolvendo Israel e as demais potências (e eu creio nisso), é certo que quando acontecer será um dos últimos eventos (senão o último) antes do tempo de angústia começar, uma vez que Daniel 12:1 anuncia explicitamente o começo do período de angústia logo a seguir. A única dúvida é quando exatamente isso acontecerá..."O tempo de angústia, que há de aumentar até o fim, está muito próximo. Não temos tempo a perder. O mundo está agitado com o espírito de guerra. As profecias do capítulo onze de Daniel quase atingiram o seu cumprimento final". (Eventos Finais, p. 12).Ainda que a profecia revele um futuro sombrio, sabemos que Deus está acima da própria história, e que nossa parte é orar pelos judeus e pelos palestinos, para que a misericórdia divina preserve a todos, inclusive a nós que também seremos afetados quando a crise final chegar...Para quem está acompanhando o noticiário do conflito, não deixe de ver também o outro lado da história (não só a mídia oficial), antes de emitir algum juízo de valor.Que Deus tenha misericórdia de nós...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

ISRAEL X PALESTINA - UMA GUERRA INEFICAZ

Uma guerra ineficaz
Mais um confronto entre Israel e os palestinos. Desde que Ismael nasceu houve desconforto na casa de Abraão, desde que Isaque nasceu, depois de Ismael, há conflito entre eles e os povos que deles descenderam.
Agora vemos uma guerra absurda e muito cruel, irracional, movida a ira. Israel, que perdeu seus referenciais morais que DEUS lhe dera, como estado moderno, tem uma estratégia para conflitos, não para a paz. Os palestinos, tem uma estratégia idêntica, e não pensam em paz.
Por quê isso? Simples, eles se odeiam, um quer ver o outro banido do mapa. Eles são uma família, mas nunca conviverão. Eles jamais se sentarão numa reunião para um acordo de paz. Se o fizerem, será para pouco depois empunharem suas armas na busca de eliminar, um ao outro. Um povo detesta o outro povo. Querem eliminar-se mutuamente.
Essa guerra, iniciada no final de 2008, precisamente no dia 28 de dezembro, é totalmente ineficaz. O seu motivo até é compreensível: buscar evitar os disparos de foguetes do Hamas sobre o território de Israel.
Mas por meio de uma guerra tão radical, desproporcional, Israel vai conseguir acabar com os ataques por meio de foguetes? Isso vai dar certo? Os palestinos da Faixa de Gaza, em torno de 1,5 milhão de pessoas, vivem num território que mede uns 45 km de comprimento por 6 km a 12 km de largura. Um pequeno pedaço de terra para muita gente. É uma das maiores densidades demográficas do mundo. Imagine lançar bombas num lugar assim densamente habitado. Morrem civis, crianças, mulheres, idosos. E os feridos são sempre em elevado número. Os viúvos, as viúvas, os órfãos que restam, sofrem, seus parentes e conhecidos desejam vingança. Isso leva a quê? A mais medo e mais ódio. Se matarem todos os militantes do Hamas, outros virão, pois a operação só aumentará a ira.
O que Israel conseguiu com a operação no Líbano, nos anos 80, contra a OLP de Yasser Arafat? Resultou no surgimento do Hesbollah, mais um grupo de radicais dispostos a se matarem contra um inimigo invencível. Aliás, esses dois povos, são um para o outro, inimigos invencíveis e irreconciliáveis. Eles jamais se perdoarão. Jamais um aceitará o outro, jamais coexistirão em paz. Então, o que fazer? Ninguém sabe. Naquela terra, onde JESUS nasceu, onde está Jerusalém, cidade do Templo de Salomão, de onde deveria iluminar a paz ao mundo, onde nasceu o menino JESUS, rei da paz, enquanto houver habitantes não haverá paz. De lá vem o espírito de guerra sobre o mundo. Irônico mas trágico e real. Um retrato dos efeitos do pecado sobre o ser humano.

Prof. Sikberto R. Marks
retirado do site www.cristovoltara.com.br

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Por que os EUA defendem Israel?


Nos últimos dias, o mundo está assistindo a mais um momento de guerra e mortes envolvendo Israel e seus vizinhos palestinos.
Praticamente todas as maiores nações do mundo já se pronunciaram contra a atitude de Israel, considerando-a “desproporcional” (centenas de civis mortos) em relação à provocação palestina do Hamas.
Meu objetivo, hoje, não é discutir quem está certo: se judeus ou palestinos. Quero ajudar meus leitores a entenderem a reação AMERICANA a tudo isso, pois os Adventistas crêem no importante papel que os EUA terão nos últimos acontecimentos religiosos deste mundo (cf. Apoc. 13).
Os Estados Unidos estão sendo acusados, na pessoa do seu atual (ainda) presidente, de “passarem a mão na cabeça” de Israel, e apoiá-los em seus momentos de guerra. Sempre que o Estado Judeu se levanta para defender seu território com uso do seu extraordinário poder militar, os Estados Unidos estão entre os que ficam do lado da nação.
Por que isso acontece? Por que os Estados Unidos são parceiros tão “íntimos” do Estado de Israel? Será que há algo de “religioso” nesta atitude americana?
Para respondermos estas perguntas, e entendermos a atitude dos americanos com relação a Israel, precisamos entender um ponto crucial…

O Dispensacionalismo

Os Estados Unidos da América são a maior nação protestante do mundo. Isso explica porque a maioria dos principais autores evangélicos são de lá (exemplos: Max Lucado, Jaime Kemp, Lee Strobel, Rick Warren, etc.). Isso pode ser visto na própria Casa Publicadora Brasileira, onde grande parte dos livros publicados atualmente são de autores americanos.
Quase todos os grupos evangélicos crêem que Israel ocupará um espaço importantíssimo no cenário religioso dos últimos tempos. Estas pessoas acreditam em uma corrente teológica chamada de “dispensacionalismo”. Há alguns anos esta teoria se reavivou através de uma série de livros, que posteriormente viraram filmes: “Deixados Para trás” ou “Left Behind”
Os Manuais de Escatologia (parte da teologia que estuda os acontecimentos finais da História Mundial), esclarecem que os dispensacionalistas afirmam que a igreja não tem nenhuma relação com a nação de Israel na profecia. E que o fato de Israel ainda ser referida como nação depois do estabelecimento da igreja, e de que o termo “judeu” continue a ser usado no Novo Testamento em referência a um grupo de que não a igreja, mostra que os gentios não suplantaram Israel no plano de alianças de Deus. Os dispensacionalistas afirmam que o Israel natural e a igreja são contrapostos no Novo Testamento.
Ou seja, para os dispensacionalistas, a nação de Israel não deixou de ser, definitivamente, o povo de Deus. Portanto, os judeus ainda têm uma posição de destaque no Plano da Redenção, e em um futuro próximo ocuparão seu lugar influente no mundo.
Por que eles pensam assim?
A igreja, na visão dispensacionalista, é apenas uma manifestação temporária (um “parêntese”, como alguns preferem dizer), ou seja, uma vez que a nação de Israel rejeitou o Messias e a oferta do Reino, Deus interrompeu o plano com a nação e usou o plano do “mistério” com a igreja. Este plano será concluído, segundo eles, antes que Deus retome Seu trato com a nação de Israel.
Na visão dispensacionalista, aquela “última semana” da profecia de Daniel 9 ainda está no futuro, ou seja, no tempo de Jesus foram cumpridas 69 das setenta semanas determinadas sobre o povo judeu. Com o surgimento da Igreja Cristã, houve uma interrupção temporária da profecia. No futuro, quando os últimos eventos estiverem para acontecer, esta 70ª semana se cumprirá. Um fato curioso é que, nesta parte da profecia, os evangélicos aceitam o princípio dia=ano, mas rejeitam este mesmo princípio com relação à profecia dos 2300 anos de Dan. 8:14. Vá entender a incoerência!
Eles crêem que durante um período de 7 anos, logo antes da volta de Jesus, ocorrerá o arrebatamento secreto da igreja, o surgimento do anti-cristo e a batalha do Armagedon. E a reconstrução do Templo em Jerusalém será o ponto alvo, incentivada pelo próprio anti-cristo.

Conclusão

É exatamente devido a esta visão equivocada sobre as profecias bíblicas do AT, que eram condicionais à aceitação do Messias, o que Israel não realizou como nação, que os americanos juntam-se aos milhões de evangélicos no mundo todo que sempre olham para os conflitos envolvendo Israel como prenúncios escatológicos.
Como Adventistas, cremos que o plano de Deus envolve a todos, inclusive judeus, mas é imprescindível que aqueles que desejam fazer parte do Reino de Deus adquiram o legítimo “passaporte” para este Reino: a graça salvadora de Jesus Cristo.

Sem Jesus, não há judeu nem gentio que herde a salvação eterna.

“E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gál. 3:29).

“Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Rom. 9:8).

“a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Efés. 3:6).

Sugiro a leitura dos seguintes materiais, para complementação dos estudos sobre este tema:

- Hans K. LaRondelle. O Israel de Deus na profecia. Editora Unaspress.
- _______. Compreendendo Israel na profecia. Revista Ministério, Nov-Dez 1997.
O livro “O Futuro”, que é uma coletânea do que há de mais atual em estudos escatológicos na Igreja Adventista (publicado pela Unaspress) também é ótima fonte de estudos sobre estes eventos finais.

Autor: Pr.Gilson MedeirosBlog: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Um Messias judaico-americano


* Excelente artigo explica claramente fatos que ocorrerão, que constam nas profecias Bíblicas. Caso não entenda este artigo, tem um estudo sobre as Revelações do Apocalipse no site http://www.averdadeestanabiblia.web.br.com/download.html



Uma das advertências mais atuais para os últimos dias é dada pelo apóstolo Paulo. Ele exorta os cristãos fiéis a não se perturbarem nem se deixarem iludir por um eventual anúncio da volta de Cristo. Sua recomendação é que ninguém deixe sua maneira de esperar o Messias por causa de uma notícia dada por “carta” ou por algum “espírito” como se o dia do Senhor já tenha chegado (ver 2Ts 2:1-2).A preocupação do apóstolo é com a manifestação do Anticristo, que pretenderá fazer parecer que Cristo veio. Paulo o chama de “filho da perdição” e diz que este se colocará no lugar de Deus, fará sinais e prodígios, a fim de receber culto (2Ts 2:3-12).Considerando o que ele dissera acerca da volta de Cristo a esses mesmos crentes na primeira carta, a diferença que fica evidente entre Cristo e seu imitador é que o segundo vai descer os pés na terra e anunciará aqui o seu reino. Cristo, o verdadeiro, receberá nas nuvens os seus eleitos, não chegando a pisar sobre a terra, antes do milênio (ver 1Ts 4:13-18).O motivo da exortação é deixado claro em 2Ts 2:3, onde Paulo diz que o dia da volta de Cristo não ocorrerá sem que antes venha o Anticristo, o imitador, que será recebido certamente pela maioria dos habitantes do planeta Terra como sendo o Cristo.Um ponto-chave para a identificação de quem é o Anticristo, neste texto, e para distingui-lo de algum outro personagem importante da história, é a frase final do verso 2, de 2Ts: “supondo tenha chegado o Dia do Senhor”. A maneira como o Anticristo será anunciado fará as pessoas acreditarem que se trata do cumprimento da promessa da volta de Cristo. Paulo quer indicar também que a maneira da volta de Cristo e o modo como se dará “nossa reunião com ele” (2Ts 2:1) é na verdade o motivo de sua advertência.Neste artigo procuro levantar algumas indicações de que o acontecimento referido pelo apóstolo pode já estar sendo vislumbrado e mesmo anunciado, no contexto da guerra americana contra o terrorismo e as forças hostis do islamismo. Quero sugerir também como as estratégias adotadas pelo governo americano após o fatídico 11 de setembro, sinalizam na direção de um regime da intolerância e mesmo de possível perseguição àqueles que eventualmente se colocarem à margem do apoio irrestrito às pretensões da Nova Ordem Mundial. Antes desses dois itens, porém, quero lembrar alguns fatores que mostram que os Estados Unidos se tornaram o maior poder econômico e político mundial.
Poder incontestável
Os Estados Unidos atravessaram o longo século 20 como a nação mais bem sucedida em quase todos os quesitos de análise, projetando-se como um verdadeiro império mundial. Eles venceram a Segunda Guerra Mundial, liderando os países aliados, numa derrota completa sobre o nazismo. No desfecho da Guerra Fria, os americanos desintegraram a antiga União Soviética, pavimentando o Leste Europeu para a democracia e para o capitalismo ocidental.Com a revolução tecnológica, eles também conseguiram larga vantagem econômica e cultural. A maioria dos equipamentos tecnológicos e informatizados é vendida por eles, embora boa parte seja produzida fora do território americano. A maior parte do conteúdo ideológico e cultural transmitido através das produções cinematográficas e da rede de computadores dá suporte e privilegia o modo de vida americano.Com tudo isso, os americanos que somam apenas 5% da população mundial detêm nada menos que um em cada três dólares de toda riqueza do planeta. Eles consomem 33% de toda energia produzida na Terra. Compram e consomem 25% de todo produto industrializado. São donos de 244 dos 500 maiores grupos empresariais de todo o planeta. Das pouco mais de 400 pessoas que possuem acima de um bilhão de dólares no mundo, 254 delas estão nos EUA.O presidente americano George W. Bush, porém, quer mais. Ele e os falcões que integram seu governo desejam consolidar os Estados Unidos como o isolado Império Mundial. A última guerra, contra o regime da Saddan Hussein, ofereceu elementos muito claros para essa análise.Desde quando os Estados Unidos como nação têm essa pretensão imperialista e em que ela está fundada? Existe alguma base religiosa-utópica para o projeto de poder que os Estados Unidos desenvolveram para o mundo?

A expressão Nova Ordem Mundial, como diz Clifford Goldstein, tem sido usada há muito tempo, em diferentes contextos e com sentidos variados. Já foi usada até mesmo para indicar que o socialismo seria uma pretensa nova ordem mundial para substituir a ordem cristã. No entanto, o uso mais sugestivo da expressão foi feito pelo então presidente americano George Bush, no início dos anos 1990. A nova ordem, para ele e para os religiosos conservadores republicanos, aponta para uma realidade mais objetiva, que expressaria um mundo novo, construído sob a influência direta dos EUA e com base em seus valores políticos, religiosos e culturais.Talvez a mais antiga incidência do termo Nova Ordem Mundial tenha ocorrido por ocasião da independência dos EUA, em 1776. A expressão está estampada na cédula de um dólar, abaixo do símbolo da maçonaria, com o olho que tudo vê, escrita em latim: “Novus Ordo Seclorum”. O ideal de um regime mundial alicerçado nos valores americanos, na verdade, existe desde os primórdios da Nação, mas tornou-se um projeto após sua independência. O uso da expressão, com tanto fervor, pelo presidente George W. Bush, e por seu pai, quando presidente americano, somado à associação da expressão com o símbolo da maçonaria na cédula de um dólar, pode sugerir que, nesse ideal, a maçonaria e os evangélicos americanos estão alinhados.De qualquer forma é no governo do Bush filho, após os atentados de 11 de setembro de 2001, que o ideal e o projeto de uma Nova Ordem se materializa, na política americana. O presidente americano divulgou no dia 20 de setembro de 2002, o que passou a se chamar “Doutrina Bush”, oficialmente a Estratégia de Defesa do Governo Bush, um documento que todo presidente americano apresenta ao Congresso. Esse documento afirma que os Estados Unidos passariam a adotar a estratégia de ataques preventivos no combate aos terroristas e possíveis inimigos. Os americanos dizem literalmente que, quando os interesses e a segurança da América estiverem em questão, “não vamos hesitar em agir sozinhos”, referindo-se a uma independência em relação aos aliados e à própria ONU. Diz ainda que “o presidente dos EUA não pretende permitir que qualquer potência estrangeira diminua a enorme dianteira militar assumida pelos EUA desde a queda da União Soviética”. Noutro trecho afirma: “Nossas forças terão poder suficiente para dissuadir potenciais adversários de empreender uma escalada militar na esperança de igualar, ou mesmo superar, o poder dos EUA”. O trecho mais crucial do documento tem a ver com a estratégia preventiva: “Quanto maior a ameaça, mais forte o argumento para tomar medidas antecipatórias para nos defender, mesmo se há incertezas sobre o momento e o local do ataque inimigo. Para evitar esse tipo de atos hostis de nossos adversários, os EUA vão, se necessário, agir preventivamente” (documento disponível em 21 de setembro, em www.whitehouse.gov/nsc/nss.pdf).Curiosamente, um documento de conteúdo semelhante tinha sido apresentado em 1992 pelo então secretário de Defesa do governo americano Dick Cheney ao então presidente George Bush (o pai), que esperava ser reeleito. Curiosamente, Cheney é hoje o vice-presidente do governo de Bush filho.

O fato é que oficialmente as intenções da Nova Ordem já estavam amadurecidas no início da década de 1990, e seus termos tinham sido codificados pelo governo Bush. Esses planos ficaram incubados durante os oito anos de governo do democrata de Bill Clinton. Com o retorno dos republicanos ao poder, no ano 2001, o plano poderia ser colocado em execução. Faltava, porém, um motivo legitimador para uma estratégia tão agressiva. Os atentados do 11 de setembro (2001) serviram como uma luva para essa legitimação. O mundo inteiro ficou sensibilizado com a queda das torres gêmeas e com a morte de mais de 3 mil pessoas. A maneira como o acontecimento foi divulgado e explorado pelos meios de comunicação ao redor do mundo proveu a abertura necessária junto à opinião pública para a ação militar americana em função da Nova Ordem. A imagem das torres em chamas foi mostrada e reprisada em cores vivas, encerrando o telespectador mundial, ao longo de meses, diante de uma sólida mensagem de legitimação. A imagem incorporava dois enunciados subliminares bem consistentes: (1) o terrorismo é o maior inimigo da civilização e dos EUA e (2) é legítima toda ação para destruí-lo.Após o 11 de setembro, portanto, ficou pavimentado o caminho para a Nova Ordem e para a realização do projeto de poder dos EUA. Tal é o significado do 11 de setembro que toda análise dos fatos mundiais e do futuro do mundo, a partir dele, deve levar em conta o seu impacto. Mesmo que o governo republicano de Bush venha a ser substituído pelos democratas nos próximos anos, a ação preventiva não deverá cessar porque os últimos ataques americanos ao Iraque certamente ampliaram o ódio do mundo islâmico contra a América capitalista. Se os EUA recuarem na investida imperialista poderão se tornar mais vulneráveis ao terrorismo.A guerra contra o Iraque, desferida sem a aprovação das Nações Unidas, foi motivo de análises e conjecturas em todo o mundo. Em artigo publicado pela Folha de S. Paulo, o filósofo esloveno Slavoj Zizek disse que o mundo está “no meio de uma revolução silenciosa” na qual as regras não-escritas (da democracia e dos direitos humanos) estão mudando ou sendo superadas. Sobre a sociedade que vai emergir dos escombros da guerra contra o terrorismo desferida pelos EUA, Zizek indica que ela certamente deverá retomar a intolerância e o autoritarismo, por pouco relegados ao passado primitivo da civilização.As razões da guerra, ou a falta de razões aceitáveis, são o ponto crucial desse tipo de análise. Os americanos alegavam que o governo de Saddan tinha armas químicas e biológicas de destruição em massa. As armas não foram ainda encontradas. O norte-americano Scott Ritter, que dirigiu as equipes de inspeção da ONU, encarregadas de desarmar o Iraque entre os anos 1993 e 1998, afirmou em entrevista à revista Época que essas armas não existem por que foram destruídas, sendo que, até o ano de 1998, 95% delas estavam desfeitas. Segundo Ritter, o propósito real da guerra é a ampliação do “imperialismo americano” e a “implantação de uma nova doutrina no mundo”, segundo a qual quem deve decidir as questões internacionais não é mais a ONU, mas os EUA.Se a guerra não possui justificativa convincente na questão das armas químicas ou no petróleo, qual foi então sua motivação principal? Devemos questionar ainda em que consiste exatamente o projeto de poder mundial do governo Bush. O que ele pretende? De onde vem sua força? Como uma nação pode colocar parte significativa de sua economia num projeto de guerra que se volta hoje contra diversos outros países? Antes mesmo de terminar a guerra no Iraque, os chefões do Pentágono alertaram o Irã, a Síria e a Coréia do Norte, afirmando que eles precisam aprender a lição dada em Saddan.

Provavelmente a motivação maior dessa guerra e da própria política imperialista americana seja algo que foi tratado apenas superficialmente pelos meios de comunicação no Brasil – uma “utopia” religiosa, entesourada na crença evangélica americana.Sabe-se que George W. Bush e seus assessores diretos são religiosos evangélicos. O governo Bush levou, segundo reportagens da News Week e de Veja,uma atmosfera religiosa à Casa Branca, que atualmente tem hora para orar e para ler a Bíblia. O próprio presidente americano afirmou que a guerra contra Saddan era um confronto do bem contra o mal. Logo após os atentados de 11 de setembro, ele disse ter convicção de ter sido chamado por Deus para uma tarefa decisiva.Para entender os ideais desses religiosos que controlam o poder da maior nação do planeta, é preciso saber que eles têm uma esperança e uma expectativa futura, de natureza religiosa. Eles crêem que Jesus Cristo vai voltar à Terra para fundar um reino terreno eterno. Nessa esperança, estão aliados os evangélicos de orientação dispensacionalista (que interpretam as profecias escatológicas à luz do Antigo Testamento) e judeus que aguardam a vinda do Messias libertador. Ambos os grupos entendem que o Messias vai descer em Jerusalém, no monte das Oliveiras, de onde será anunciado a todo o mundo.O momento atual se reveste de extraordinária importância para esses religiosos porque eles crêem que os tempos messiânicos se iniciaram com a restauração do Estado de Israel. Crêem também que o reino de Deus, a ser estabelecido pelo Messias tem uma dimensão terrena, ou seja, será realizado nesta terra e com a colaboração dos seres humanos. Os seres humanos precisam preparar o caminho do Messias. A restauração do Estado de Israel (1948), pelos aliados após a Segunda Guerra, e a manutenção do apoio incondicional dos EUA a Israel devem ser entendidas dentro dessa perspectiva e dessa esperança que une judeus e americanos, crentes na breve vinda do Messias.Reportagem da revista Veja de 26 de fevereiro afirma que a vertente evangélica em que Bush se apóia crê que a recriação do Estado de Israel é um sinal messiânico. A volta dos judeus à Palestina seria o primeiro passo no cumprimento dos tempos messiânicos prometidos no Antigo Testamento. Eles religiosos entendem também que, antes do Messias, vem o anticristo, que pode ser Bin Laden, Saddan, etc, cujo objetivo é dificultar ou impedir o estabelecimento do reino messiânico. O governo Bush é orientado por essa esperança, segundo a qual a vinda do Messias está próxima, mas depende da ação humana no sentido de preparar esse reino e de garantir as condições de sua instauração. Nesse sentido, a guerra é santa e os guerreiros são instrumentos divinos para eliminação de todo poder opositor. Reportagem da revista Época, de 31 de março, informou que outra crença da vertente religiosa da direita americana é que a vinda do Messias poderá ser apressada pela reconstrução do templo de Salomão. Mas para isso os americanos teriam de derrubar a mesquita de Al-Aqsa. A simples existência dessa idéia estremece o mundo islâmico.Essa dimensão religiosa da Nova Ordem é capaz de atribuir um significado convincente à ação intolerante dos americanos. A esperança messiânica explica a relação incondicional dos EUA com Israel e justifica o empenho fervoroso de Bush na guerra contra o terrorismo. Na verdade, esse fato revela que existe uma utopia, uma esperança futura positiva, que sustenta os ideais da Nova Ordem. Uma utopia forte sempre foi a motivação de ações fervorosas e revolucionárias, como no caso da Revolução dos Sovietes, em 1917, com a utopia comunista; do Nazismo, com a utopia de uma “raça pura”. O reino messiânico, a ser consolidado no futuro, com a colaboração dos americanos, preparando a vinda do Cristo, parece assumir o papel de uma utopia, forte o suficiente para motivar o projeto da Nova Ordem Mundial.

Feitas essas considerações, devemos questionar sobre qual será a situação daqueles que descrêem desse reino messiânico conforme vislumbrado pelos evangélicos americanos e judeus. Como serão qualificados eventuais cristãos que não compartilharem dessa mesma expectativa acerca da forma como o reino de Deus será estabelecido? Talvez mais necessário ainda seja saber se esses cristãos eventualmente poderão ser comparados ou confundidos com os terroristas islâmicos.Após a guerra contra o regime dos talibãs, no Afeganistão, o presidente Bush disse que “há outros terroristas que ameaçam os Estados Unidos e nossos amigos e existem outros países dispostos a patrociná-los”. Ele alertou ainda: “Não teremos paz enquanto não forem derrotados”. Poucos meses após os atentados de 11 de setembro, a CIA já havia prendido 360 suspeitos de terrorismo em vários países do mundo, buscando chegar às organizações terroristas. Vários focos suspeitos foram localizados ao redor do mundo.A guerra contra o terrorismo levou à criação de tribunais militares especiais para julgar estrangeiros acusados de terrorismo, mediante decreto do presidente George W. Bush, no dia 17 de novembro de 2001, medida considerada a mais dura e mais delicada dessa empreitada americana. A revista Veja informou que, os presos suspeitos “ficam sob controle do Departamento de Defesa, nos Estados Unidos ou em outros países, sem acesso a nenhuma instância da Justiça regulamentar”. Se forem condenados por dois terços dos integrantes do tribunal, os presos estarão sujeitos a execução sumária. A revista dizia na época que “o presidente dos EUA tem sido acusado de assumir poderes ditatoriais para encarcerar e executar cidadãos estrangeiros”.Esses tribunais, aliados à estratégia de defesa preventiva, sugerem que a Nova Ordem poderá instaurar um regime de severa intolerância. É cedo para dizer que a simples discordância dos ideais da Nova Ordem e do esperado reino messiânico seja motivo suficiente para que certos religiosos cristãos venham a ser tratados eventualmente como os terroristas.Mas não se pode esquecer o acentuado pragmatismo americano. Eles querem derrotar os terroristas antes de eles agirem. Nos anos 1990, quando baixaram os números da criminalidade e da delinqüência nos EUA, a liberação do aborto foi considerada uma decisão acertada. Algumas pessoas afirmaram que, com o aborto, os americanos passaram a matar os criminosos antes que eles nascessem. Cheios de estatísticas, os americanos já haviam descoberto que a maioria desses delinqüentes vinha de gestações indesejáveis.Será possível que o pragmatismo americano venha a sugerir também a estratégia de eliminar futuros terroristas antes que eles se tornem terroristas? Quem seriam essas pessoas? Grupos religiosos que têm crenças parecidas com aquelas defendidas pelos terroristas islâmicos, que consideram os EUA o grande Satã?Como os americanos considerarão alguma denominação religiosa, que sediada em Washington, afirma que Estados Unidos são a segunda besta do Apocalipse? Esse conceito não é bastante parecido com a idéia que os islâmicos mantém acerca de Tio Sam? O livro O Grande Conflito, de Ellen White, afirma claramente a identidade dos EUA com a segunda besta do Apocalipse, na página 584.Esse livro revela, apoiado nas palavras do apóstolo Paulo, em 2Ts 2, que o próprio Satanás imitará a vinda de Cristo, e receberá o culto dos seres humanos. Ele se manifestará com certa medida de glória e procurará recomendar seu reino a todos os seres humanos (ver O Grande Conflito, 593 e 629). Diz ainda que “quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. [...] Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação” (O Grande Conflito, 635). Essas predições indicam que a intolerância da “besta” chegará ao ponto de pretender silenciar mesmo aqueles que manifestam reprovação e discordância só por sua voz.

Pode estar se tornando intrigante o que o jornalista Clifford Goldstein escreveu no livro O Dia do Dragão, na página 11, quando afirma que o livro “O Grande Conflito sem dúvida desencadeará uma tempestade de perseguições” contra os que discordam do que está sendo defendido e realizado pelos americanos.Os americanos poderão num futuro próximo detectar grupos em todo o mundo que mantêm crenças negativas acerca dos Estados Unidos. Dentro de uma estratégia preventiva, esses grupos fundamentalistas poderão ser qualificados como terroristas potenciais. Pois, embora sua postura não seja suspeita, suas idéias são. Levada ao extremo, a estratégia de defesa preventiva apoiada numa visão pragmática poderá fazer os americanos entender ser mais adequado cuidar dessas pessoas antes que elas se tornem terroristas de fato.Isso é uma especulação. E, de fato, seria apenas especulação se já não estivesse profetizado que a “besta de chifres de cordeiro e que fala como dragão” (conforme Apocalipse 13) irá condenar à morte aqueles que optarem por obedecer a Deus em vez de seguir a besta.Os acontecimentos dessa guerra contra o terrorismo, iniciada após o 11 de setembro, poderão passar para a história como novos passos trôpegos da civilização. Pode acontecer de essa guerra finalizar-se nos próximos anos, sem nenhum messias se apresentando ao mundo. Que ela possa terminar nos eventos preditos no Apocalipse 13, pode de fato ser apenas uma especulação. Todas essas possibilidades, porém, não nos devem fazer esquecer as palavras de Cristo: “Vigiai [...] porque não sabeis o Dia. [...] Ficai também apercebidos; porque numa hora em que não penseis virá o Filho do homem” (Mt 24:42-44).

Vanderlei Dorneles é professor de Comunicação Social no Unasp Campus 2, em Engenheiro Coelho, SP


retirado do site www.advir.com.br/novo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PROFECIAS: SERÁ QUE O DECRETO SAI AGORA?


Todos querem Obama

Prof. Sikberto R. Marks

Fenômeno possivelmente jamais visto no mundo. Um presidente recém eleito com tanto apoio global como Barack Obama. Só mesmo a eleição do papa Bento XVI que também teve uma repercussão parecida. De fato, assim, algo vai mudar nesse mundo.
Vejam só, os grandes inimigos dos Estados Unidos querem dialogar com o novo presidente! Isso era imaginável semanas atrás? Ninguém previu essa atitude do mundo.
Vai do ditador da Correia do Norte ao do Irã, de Hugo Chaves a Evo Morales. Hoje saiu a notícia de que “Morales vai a Washington tentar melhorar relações com EUA.” Como que é? Ele vai aos Estados Unidos? É isso mesmo!
Ou melhor, ele está lá. Veja parte da notícia: “O presidente boliviano, Evo Morales, iniciou hoje uma visita a Washington em meio a fortes tensões com os Estados Unidos e com a intenção de fixar as bases para melhorar a relação com o Governo que Barack Obama liderará a partir de janeiro. ... O chefe do Estado boliviano pretende estabelecer os primeiros contatos com a equipe de transição do presidente eleito, Barack Obama, algo que fontes diplomáticas bolivianas consideraram "difícil" de acontecer. Sob o mandato do primeiro presidente negro na história dos EUA, Morales quer melhorar as relações bilaterais, que pioraram bastante desde setembro por causa da expulsão mútua de seus embaixadores em La Paz e Washington.”
Será que o novo presidente Americano faz idéia do poder que o mundo está lhe oferecendo depois que as urnas falaram a ele favoravelmente? A pergunta que só a história vai responder é: o que esse homem vai fazer quando estiver no poder? Se ele assume o posto de maior poder do planeta, com apoio vindo de todo o mundo, ele faz o que quiser, e todos aplaudirão. Ele tem a maioria, as minorias que se preparem.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL867235-5602,00-MORALES+VAI+A+WASHINGTON+TENTAR+MELHORAR+RELACOES+COM+EUA.html
19-11-08
Celular :