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sábado, 23 de janeiro de 2010

Ligando o Alerta


Toda Alemanha agora santifica do domingo

O Vaticano desde o início deste século vem fazendo esforços pela santificação do domingo na Europa e pela criação de leis civis que obriguem a observação desse dia bem como que façam retornar a Igreja Católica como oficial. A França vem criando barreiras nesse sentido, mas a Alemanha tem dado força ao papa. Tanto o seu presidente, quando a primeira ministra, garantiram tempos atrás que o desejo de que o Ecumenismo avance na Alemanha é forte.
E esse país vem demonstrando com fatos concretos a sua posição política. Em 1º de dezembro de 2009, o Tribunal Constitucional da Alemanha (que cuida das questões relativas a constituição, a lei maior) determinou que, tanto a capital Berlim quando o restante dele, se regesse pela lei do restante do país, que institui o domingo como dia de “descanso do trabalho e de crescimento espiritual). É que na capital, desde o final da Segunda Guerra, havia uma lei distinta do restante do país que admitia dez domingos por ano para atividades comerciais. Agora todos os domingos, em todo o país, devem ser santificados.
O Vaticano vefm pressionando alguns países, dentre eles o Brasil, a criarem leis protetoras do domingo. Isso dá força a Obama (ou quem lhe seguir) a emitir o decreto dominical, começo da globalização da legislação pela imposição do domingo e fator de poder para a Igreja Católica sobre as demais igrejas, principalmente sobre o povo de DEUS. Agora que Obama está se enfraquecendo no poder, perdendo prestígio, até certo ponto decepcionando, ele pode sentir-se pressionado a emitir decretos que elevem sua popularidade. A santificação do domingo é um deles. Ele é altamente positivo para frear a poluição e ajudar contra o colapso climático. E isso todo mundo deseja. Aliás, a santificação do sábado, bíblico, traria o mesmo efeito, com a diferença de que esse é o dia que DEUS estabeleceu.
Entenda-se esses fatos favoráveis ao domingo como uma coordenação global pela imposição do domingo para a solução dos grandes problemas globais. E são muitos os políticos importantes de grandes nações que já compraram a idéia do Vaticano. Parece mesmo que estamos indo para o final.
fonte: http://www.cristovoltara.com.br/

Nota: Que bom que as profecias estão se cumprindo. Em breve um decreto dominical mundial será imposto e logo estaremos com Cristo. Que nós sigamos a Bíblia e não os homens.
Saiba mais sobre o sábado

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Sábado - Remédio para o “stress”, sem efeitos colaterais




Nos tempos em que vivemos é comum ouvirmos relatos de pessoas que sofrem por causa da excessiva carga de trabalho ou de pessoas que não têm paz por não desfrutarem de momentos de sossego e convivência com a família e com amigos. A falta de tempo é um mal geral e quanto mais a tecnologia avança e os meios de comunicação vão diminuindo as distâncias e agilizando a comunicação, as pessoas têm menos tempo para ficarem tranquilas e cuidando de si mesmas. Nesse contexto é imprescindível que exista um momento para que as pessoas tão extressadas desse mundo possam descansar seus corpos e mentes.
Diante disso podemos mais uma vez ver o amor e o cuidado de Deus por nós, ao criar este tão necessário momento. Na semana da criação Deus preocupou-se com cada detalhe da nossa vida. Ele cria o céu atmosférico onde estão os gases necessários para a vida, cria os mares para o nosso sustento e lazer. Cria a terra seca onde podemos plantar, colher, morar, brincar, enfim, viver. Cria a vegetação, que é o alimento ideal de Deus para nós. Cria o sol que é fundamental para a vida na terra. A lua e as estrelas que além de embelezarem o céu atuam diretamente sobre as marés. Cria os pássaros,peixes e animais terrestres. Finalmente, após a terra está pronta para receber o homem, Deus diz: “façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gen. 1:26), e com suas próprias mãos cria o homem a mulher e de presente entrega o mundo a eles.
O que impediria Deus de ter parado neste ponto? O que impediria Deus de fazer uma semana de seis dias? Deus tranquilamente poderia ter feito isso, não existia nenhuma regra que obrigava Deus a fazer uma semana de sete dias. Mas o nosso amorável Deus fez questão de criar algo mais depois do homem. Ele criou um dia especial quando os homem poderiam descançar. Então “abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descançou de toda a obra que, como criador, fizera.”(Gen. 2:3).
O sábado foi um grande presente que Deus deu à toda a humanidade. Ele foi abençoado por Deus e tambem santificado, ou seja, tornado sagrado. Não existe a possibilidade de dizermos que o sábado foi dado somente para os judeus, já que quando ele foi estabelecido como dia separado não existiam judeus,egipcios, babilônios ou qualquer outro povo. Existia apenas a primeira família que acabara de sair das mãos do criador. O sábado foi dado para todos os homens desta terra. O sétimo dia deveria ser uma benção para os povos da terra, justamente o dia que todos os homens teriam para o tão necessário descanso.
Quais são, portanto, os objetivos da criação do sábado? Em primeiro lugar o sábado é um memorial da criação, todas as semanas, neste dia em especial, deveríamos lembrar de que somos criaturas de Deus e que dependemos dele para a nossa existência. Outro objetivo é o contato mais íntimo com o nosso Deus, nesse dia podemos dar 100 % da nossa atenção às coisas espirituais e estreitarmos nosso relacionamento com Deus. É bom lembrar que nos outros dias da semana também precisamos dar uma boa porcentagem do nosso tempo para Deus. Ter contato com Deus apenas no sábado é como alimentar uma criança apenas uma vez por semana. A vida espiritual vai definhar até à morte.
Podemos listar ainda outro objetivo do Sábado: o descanso físico e mental. Uma vez por semana paramos os trabalhos seculares e aliviamos a mente das preocupações seculares, esse é o maior remédio contra o “stress”, remédio sem nenhum efeito colateral.
Na bíblia encontramos farta argumentação corroborando com o presente edênico do sábado. Após o cativeiro egípcio e antes da apresentação dos dez mandamentos no Sinai, já encontramos uma refrência ao sábado. Durante a peregrinação Deus providenciou o maná e deu a seguinte recomendação: “Seis dias colherás, mas o sétimo dia é o sábado ;nele não haverá. (êxo. 16:26). É interessante que o povo não precisou de explicação a respeito do sábado, uma clara referência de que já era uma instituição conhecida antes do Sinai.
Deus deu no Sinai o decálogo e no quarto mandamento ele lembrou o povo da benção que eles haviam esquecido durante o período de escravidão. Deus disse: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar, seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus...”(Êxo. 20: 8,9,10).
Jesus o grande EU SOU, é o próprio criador do sábado (Heb. 1 : 1 – 11) e nunca ofereceu nenhum argumento para que este mandamento fosse quebrado, pelo contrário, ele disse: “ Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.” (mat. 5:17).
O novo testamento, desde Mateus até apocalipse, confirma a doutrina do sábado e condena qualquer um que queira mudar as recomendações bíblicas. Um pouco antes de terminar o último livro da bíblia Deus se preocupou em deixar um recomendação: “ Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.” (apoc. 22:18,19) e o livro de Tiago acrescenta: “ Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos.” (Tiago 2:10). Biblicamente, quem desconsidera a santificação do Sábado , também incorre em todos os outros pecados da transgressão da lei.
Apesar de todas estas evidências, encontramos cristãos que santificam o domingo em detrimento do sábado. Um desses grupos são os católicos e sem exitar eles apresentam a razão para isso. “Por volta de 1400 d.C., Pedro de Arcarano afirmou que “o papa pode modificar a lei divina, uma vez que seu poder não provém do homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a terra, com pleno poder para comprometer ou liberar suas ovelhas.” (Nisto Cremos. 327).
Na edição do catecismo de 1977, aparece a seguinte sequencia de perguntas e respostas:
“P. Qual é o sábado?
R. O sábado é o sétimo dia.
P. Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
R. Observamos o domingo em lugar do sábado porque a igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo.” (Nisto Cremos. 328)
Uma coisa não podemos negar, os católicos são bem honestos quando admitem que a bíblia pede para se guardar o sábado mas a igreja Católica mudou para o dimingo, diferente de outras denominações que querem encontrar argumentos,que não existem, na bíblia.
Jesus guardou o sábado, os discipulos guardaram o sábado, os apóstolos e irmãos da igreja primitiva guardaram o sábado, por que nós do século XXI, ou qualquer outro líder espiritual dos tempos passados, teríamos alguma autoridade de mudar o dia de guarda ou mesmo anular o sábado como dia especial? Como já mencionado anteriormente, existe uma condenação para quem fizer tal coisa.
Deus nos presenteou com um dia no qual podemos refazer nossas forças físicas, mentais e espirituais e o mínimo que poderíamos fazer em retribuição a este tão grande presente é santificar o sábado como Deus nos pediu.
Está a disposição de todos o remédio de cura para o “stress” e todas as doenças decorrentes do excesso de esforço físico e mental. Ele foi providenciado no ato da criação. Precisamos apenas aceitá-lo.

Bibliografia
Bíblia de Estudo Almeida. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Nisto Cremos: as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista de sétimo dia. 8ª edição – Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008

sábado, 17 de outubro de 2009

Gênesis é um relato literal?


Gostaria que vocês comentassem sobre o texto de Reinaldo José Lopes, publicado no site Globo.com, no dia 16 de maio de 2009. – L.


1. Jesus confirmou a historicidade do Gênesis ao citá-lo como sendo um livro literal. E jamais entendeu que houvesse “dois relatos da criação”. Ao dizer que o ser humano foi criado, nem passou pela mente do Salvador a ideia absurda de que pudessem existir contradições na Bíblia. Veja o texto a seguir: “Então, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6).

Duvido que Lopes saiba mais sobre a Bíblia – e a cultura hebraica – do que o próprio Jesus Cristo...

2. Pedro também reconheceu a literalidade do Gênesis ao fazer menção ao Dilúvio: “...os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (1 Pedro 3:20).

3. Paulo – homem de grande cultura acadêmica para os dias dele – também acreditava que o Gênesis era literal ao mencionar Adão e citar Gênesis 2:7: “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante” (1 Coríntios 15:45).

4. Gênesis faz parte do Pentateuco – coleção de cinco livros históricos. Ambos apresentam narrativas de fatos que realmente aconteceram e jamais o autor (Moisés) quis dar ao que escreveu qualquer tom de “poesia” associada a “simbolismo”.

5. O fato de o Criador ser mencionado como “Deus” no capítulo 1 e “Senhor Deus” no capítulo 2 não apresenta problema algum na mente de quem estuda a Bíblia com sinceridade. Por que Deus não poderia ser chamado de maneira diferente, sendo que Ele possui vários nomes na Bíblia que descrevem o caráter dEle? Argumento muito simplista o do autor do artigo!

6. O verso 4 do capítulo 2 é a conclusão do relato do capítulo 1! Será que Reinaldo José Lopes não sabe que a divisão da Bíblia em capítulos e versículos veio posteriormente e que o fato de uma frase estar noutro capítulo não indica necessariamente o começo de um novo relato?

7. Segundo o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, “de maneira alguma se pode considerar que o capítulo 2 seja outra versão do relato da Criação, do capítulo precedente. Seu propósito é colocar Adão e Eva em seu lugar no jardim do Éden, e isso é feito para proporcionar [ao leitor] informação adicional”. É por isso que não há no capítulo 1 a informação de que a mulher foi feita da costela de Adão.

8. A respeito do verso 5 – pelo qual o autor do artigo julga apresentar uma “prova” de que o relato é contraditório – afirma o comentário supracitado: “Os versos 4-6 antecipam a criação do homem descrita no verso 7, ao detalhar brevemente a aparência da superfície da terra, particularmente com respeito à vegetação, pouco antes de o ser humano ter sido formado no sexto dia da semana da criação.” O articulista deveria usar comentários bíblicos fiéis no estudo da Bíblia para não escrever coisas que não têm apoio algum com base nas regras da hermenêutica.

9. O uso do verbo plural “façamos”, em Gênesis 1:26, não é um diálogo entre Deus e Seus “conselheiros angélicos” porque os anjos não têm a prerrogativa de serem criadores (cf. Hebreus 1:14). A Bíblia apresenta a Deus como único Criador (Malaquias 2:10). O verbo no plural nos ajuda a entender o porquê de o nome Deus no primeiro versículo ser usado em forma plural (Elohim): a Trindade estava envolvida na Criação – ver João 1:1-3, Jó 33:4 e Salmo 104:30 (o tal “plural majestático”, sim, é uma lenda! Se Lopes prefere acreditar nisso...).

10. A declaração a seguir do articulista também é de pasmar: “O mandamento de guardar o sábado, na maioria dos textos bíblicos, como em Deuteronômio 5, 12-15, não usa a Criação como justificativa, o que parece indicar que a ideia foi introduzida de forma tardia na cultura israelita.” Isso não tem cabimento. Antes de a Lei ser dada no Sinai, o povo já sabia que o sábado deveria ser celebrado como memorial da Criação. Basta ler o episódio do maná em Êxodo 16. Em Deuteronômio 5:12-15, Deus apresenta apenas uma razão adicional para eles observarem o sétimo dia: por terem sido escravos no Egito, deveriam descansar e dar descanso a qualquer pessoa que estivesse sobre a jurisdição deles.

Em Deuteronômio 5:12-15, há também uma aplicação teológica vital para os cristãos de hoje: assim como o povo Israelita observou o sábado também por ter sido liberto da escravidão do Egito, hoje devemos celebrar o sábado também por Deus nos ter libertado da escravidão do pecado por meio de Jesus Cristo (João 8:36).

11. Portanto, a frase “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” se aplica a Lopes, pois ele tem duas opções: aceitar o que Deus ensina sobre a Criação dEle ou ficar ao lado de Charles Darwin.E, para finalizar: todo criacionista esclarecido jamais nega a importância da ciência e da explicação evolucionista a respeito da microevolução. O que não aceitamos – assim como os Pais da Ciência e muitos cientistas atuais – é a macroevolução, que jamais foi vista em laboratório...(Leandro Quadros, jornalista e consultor bíblico da Novo Tempo)

Se tiver dúvidas escreva um comentário ou então envie um email para: patricio@ubla.com.br e responderemos com maior prazer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O SÉTIMO DIA


Muitos afirmam claramente que o sétimo dia, o sábado, dia em que Deus Descansou... abençoou e santificou” (Gênesis 2:1-3) e ordenou como dia de descanso (Êxodo 20:8-11), não é mais o dia a ser guardado.
Eles baseiam-se na tese que todos os mandamentos aparecem no Novo Testamento, exceto o sábado e que este dia foi para o povo de Israel, não mais para o tempo presente.
Entretanto, aparece 33 vezes no Novo Testamento (4 em Mateus, 6 em Marcos, 7 em Lucas, 4 em João, 9 em Atos e 1 em Colossenses, Hebreus e Apocalipse) passagens sobre o sábado, no qual ocorre uma única fala negativa referente ao sábado que está no livro de Colossenses 2:16 e neste caso, não se trata do sábado moral, mas sim, explicitamente do sábado cerimonial.
E por que guardar o sábado?
Primeiramente porque foi o dia em que Deus descansou, e Ele mesmo abençoou e santificou este dia (Gn 2:1-3).
Mas como diz as Escrituras Sagradas o eterno Deus não se cansa, nem se fatiga (Isaías 40:28) e o Senhor separou e descansou no sábado por alguns motivos:
· Por causa do homem – “E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.” (Marcos 2:27)
· Sinal entre Deus e os homens – “E também lhes dei os Meus sábados, para que servissem de sinal entre Mim e eles...” (Ezequiel 20:12); “E santificai os Meus sábados, e servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Ezequiel 20:20)
· Memorial da Criação – “Entre Mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre: porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, e ao sétimo descansou, e restarou-se.” (Êxodo 31:17)
· Memorial da Redenção – “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido: pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasse o dia de sábado.” (Deuteronômio 5:15)
A Palavra de Deus nos afirma que o sábado é para ser guardado por concerto perpétuo (Êxodo 31:16) e que é um sinal de Deus e Seu povo para sempre (Êxodo 31:17).
E é muito interessante que o povo de Deus guardará o sábado até no Céu:
“porque, como os Céus novos, e a Tera nova, que Hei de fazer, estarão diante da Minha face, diz o Senhor, [...] E será que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” (Isaías 66:22 e 23)
É essencial mostrar que o Pai guardou o sábado como foi visto acima (Gênesis 2:1-3), a virgem Maria guardou o sábado (Lucas 23:56) e os apóstolos e os discípulos também (Atos 16:13)
E Jesus, o nosso Salvador, também guardou o sábado e toda a Lei de Deus. Ele disse:
“Não pensei que vim revogar a Lei ou ou Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5: 17 e 18)
“... Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” (João 15:10)
Diante do exposto percebe-se que as Escrituras Sagradas asseguram a veracidade do dia de Sábado e que esse é o verdadeiro dia de guarda.
Sendo a Bíblia a única regra de fé das criaturas de Deus deve-se ter sempre este versículo em mente: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens.” (Atos 5:29)
Portanto, o povo de Deus é chamado à luz da Sua palavra a guardar o sétimo dia, o sábado do Senhor com a seguinte admoestação: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.” (Tiago 2:10)


Patrício Darvisson

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Que religião é essa?



Clubes de luta, reggae, campeonatos de surfe e até tatuadores estão atraindo cada vez mais jovens para as igrejas evangélicas do Brasil, afirma reportagem publicada [na] terça-feira pelo jornal americano New York Times.


Sob o título “Noites de luta e reggae enchem as igrejas brasileiras”, a reportagem descreve o recente crescimento das Igrejas Evangélicas no Brasil e a evasão de fiéis da Igreja Católica.


“(A igreja) Renascer em Cristo está entre o crescente número de igrejas evangélicas no Brasil que estão encontrando formas de se conectar com os jovens para aumentar seu rebanho de fiéis. De noites de luta a reggae, vídeo games e tatuadores no local, suas igrejas vêm ajudando a tornar o movimento evangélico o movimento espiritual que mais cresce no Brasil”, diz a reportagem.


“Igrejas evangélicas cristãs estão atraindo os brasileiros para longe do catolicismo romano, a religião dominante no Brasil. Em 1950, 94% dos brasileiros diziam ser católicos, mas este número caiu para 74% até o ano 2000. Ao mesmo tempo, a porcentagem dos que se descrevem como evangélicos aumentou em cinco vezes no mesmo período, chegando a 15% no ano 2000.”


Segundo um pastor da Igreja Renascer, o movimento evangélico pode preencher um vazio para os jovens que buscam a salvação. Mas o NYT também comenta a controvérsia em torno da igreja, cujos fundadores, Estevam e Sonia Hernandes são acusados de fraude, roubo, evasão de impostos e lavagem de dinheiro no Brasil.


“A Renascer tenta contratar pastores jovens que possam se relacionar melhor com membros adolescentes”, diz o jornal. “Na noite de luta (competições de jiu-jitsu, segundo o jornal), dezenas de adolescentes e jovens adultos compareceram à igreja. No salão da frente, carrocinhas vendiam cachorro quente e pizza, e jovens faziam fila para adquirir tatuagens de temas religiosos como ‘eu pertenço a Jesus’.”


A reportagem descreve ainda o estado de transe em que muitos fieis parecem entrar durante os cultos, e descreve o recolhimento do dízimo pelas igrejas.


O movimento evangélico atrai jovens de todas as classes no Brasil, afirma o New York Times, citando a igreja Bola de Neve, formada por surfistas. A igreja, fundada em 1999 no Rio de Janeiro, afirma ter hoje mais de 100 assembleias, a maior parte no Brasil. Segundo o fundador, música e esporte “superam todos os tipos de barreiras”.



Nota: Levando-se em conta esse tipo de “religiosidade” pós-moderna, dá para entender estas duas declarações:


“A própria Bíblia diz que Deus escreve certo por linhas tortas” (diálogo na novela Alma Gêmea). Mesmo os que se dizem religiosos não conhecem mais a Bíblia e citam ditados populares como se fossem textos bíblicos.


Fazem das Escrituras uma espécie de amuleto ou artigo decorativo, mas não se dedicam à análise devocional de suas páginas. Num clima de exacerbação dos sentimentos e do transe, sem a devida orientação provida pela Palavra de Deus, as pessoas caem em todo tipo de armadilha duma religião que mais se assemelha ao neopaganismo.


A outra declaração: “Religião é um cativeiro para as pessoas. Tudo que se faz ‘religiosamente’ é escravidão. Nós lemos a Bíblia e procuramos aprender valores e condutas para uma vida saudável e com mais esperança” (Iris Abravanel, esposa de Silvio Santos).


Isso revela o quanto as igrejas estão desacreditadas. Muitas pessoas preferem viver a fé sem se envolver com denominações das quais desconfiam. As notícias frequentes de desvio de dízimos e enriquecimento ilícito de líderes religiosos lançam uma sombra de dúvida sobre todas as igrejas, afastando de suas portas muita gente sincera (e pensante).


Agora esta: clubes de luta, reggae e tatuagens! Se Jesus encarnasse hoje, será que convidaria Seus discípulos para um vale-tudo a fim de atrair pecadores e oferecer-lhes salvação? Vade retro![MB]


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cosmogonia e família


No princípio, criou Deus os céus, e a terra... e a família! Estamos falando da origem de todas as coisas. Cosmogonia é a ciência que procura encontrar explicações para a origem do Universo. E você pode estar se perguntando o que a origem do Universo tem a ver com a família? Muito! Aquilo que você acredita ter acontecido quanto à origem de todas as coisas vai acabar influenciando muito mesmo sua vida familiar.

Existem hoje duas correntes principais que procuram explicar a origem do Universo e da vida. Uma delas é o Evolucionismo, que procura fazer com que o acaso e o tempo se tornem "deuses" tão milagrosos quanto o Deus dos cristãos. Os evolucionistas acreditam que aquilo que não pode ser confirmado hoje, isto é, o surgimento da vida a partir do nada, tenha acontecido um dia, no passado, pela ação do tempo e do acaso.

A outra corrente que procura explicar o surgimento da vida e do Universo é o Criacionismo. Os criacionistas aceitam a Bíblia como sendo a Revelação de um Deus eterno e onipotente, que afirma ter criado os céus e a terra em sete dias literais, e que no fim da Criação realizou sua obra-prima: o homem e a mulher. De acordo com a Bíblia, é dessa época, isto é, de antes da entrada do pecado no mundo, que nos sobram hoje duas instituições: (1) o ciclo semanal de sete dias, terminando com o sábado, que é um dia separado por Deus na Criação para a comunhão com Ele, e (2) o casamento, que é um selo de compromisso entre um homem e uma mulher, que vão se tornar "uma só carne".

Bem, e o que isso tem a ver com a família? Se você acredita que Deus é mesmo Criador, então a natureza e a humanidade teriam sido feitos de propósito e com propósito. Viver fora desse propósito seria disfuncional, e traria prejuízo ao sistema, gerando perdas ou dor. Por essa corrente, quanto mais perto do modelo original, da Criação, sua família viver, mais chances terá de ser feliz! Deus, o Criador, nesse caso, é aquele que diz também como devemos viver dentro dessa relação para que desfrutemos de todos os benefícios planejados por Ele para o casal.

Por outro lado, se você acredita que Deus não existe, que tudo apareceu por acaso, então, o certo e o errado não existem, e só dependem do que você acha e do senso comum. Cada um é julgado pela própria mente, e todos precisam se submeter apenas ao mais forte, seja ele quem for. Acabam os limites de sexo, estado civil, propriedade, etc. Tudo é permitido ao mais forte. O incesto, por exemplo, segundo a professora de um curso sobre família do qual participei, só é errado porque a sociedade assim o considera!... Dostoievski já havia percebido essas implicações quando disse através de seu personagem, Ivan Karamazov: "Se Deus não existe, tudo é permitido." Mas na Bíblia está escrito que "no princípio criou Deus os céus e a terra", e também a família.

E como era a vida naquele tempo? Bem, no plano original de Deus, o casal deveria viver sempre na casa de campo, e nunca junto com os pais ou sogros. Trabalhariam apenas seis dias, e separariam o sétimo, o sábado, para um contato especial com o Criador e para um contato maior com a família, em meio à criação, isto é, a natureza. Todos os dias também seriam iniciados e terminados na presença de Deus, com a família agradecendo e louvando ao Senhor. As famílias formariam núcleos mais ou menos coesos, vivendo a uma certa distancia umas das outras, e recebendo o sustento da terra, que estaria livre de pragas. Marido e esposa, sem a influência da degeneração (o pecado, que não é apenas um ato, mas também uma deformação moral e ética), viveriam um para alegrar a vida do outro, e juntos trabalhariam para a educação dos filhos, que estariam quase sempre perto deles, cultivando a terra. A convivência harmônica entre os membros da família entre si e com a natureza evidenciaria um equilíbrio ideal do sistema.

Mas quanta diferença se vê na vida de hoje! Com a entrada do pecado no mundo, e a superpopulação das grandes cidades, marido e mulher vivem longe um do outro e dos filhos, e estes são educados mais pelos amigos e pela TV do que pelos pais. O resultado certo é um baixo senso de valor próprio nos filhos pela falta de contato com os pais. A loucura da vida faz com que alguns troquem o dia pela noite, que já não serve mais só para dormir. A busca de Deus deixou de ser a atividade central do dia da família, que não se reúne mais para orar. Deus não ocupa mais o primeiro lugar em muitos lares. A família também deixou de se alimentar de produtos naturais, cultivados na horta de casa, para desfrutar dos manjares de transgênicos, em muitos casos, repletos de conservantes e aditivos químicos. E a aglomeração das cidades grandes só tem feito crescer a violência e o vício. E isso ainda é considerado como "evolução", desenvolvimento! É por isso que o sábio autor de Eclesiastes diz que "Deus criou o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias".

Mas, graças a Deus, você pode escolher adaptar a vida, tanto quanto possível, àquela que tiveram nossos primeiros pais, Adão e Eva, quando desfrutavam do paraíso que Deus lhes tinha preparado. Se você acreditar nisso, e agir em conformidade com a crença, a alegria, a saúde e a paz deles serão também suas!

Marcos Bomfim

fonte: http://www.outraleitura.com.br/web/artigo.php?artigo=227:Cosmogonia_e_familia

sábado, 18 de julho de 2009

Cuidado com o Fogo do Inferno!



Este negócio de acreditar na existência de um inferno eterno de fogo a queimar os "impenitentes" está mesmo arraigado na mente dos professos cristãos de nosso tempo.



Junto com a crença da santidade do domingo, a crença na existência deste lago de fogo eterno (fruto da heresia da imortalidade natural da alma) está no rol das grandes heresias semeadas pelo diabo no Cristianismo. Infelizmente muitos se deixaram enganar! (Gên. 3:4).


Hoje de manhã, enquanto aguardava o programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios, passei por um canal onde um líder neo-pentecostal (que se intitula de "apóstolo" e fundou sua igreja "mundial" depois de brigar com a liderança de outra igreja "universal"), usava o texto da parábola do Rico e Lázaro para defender que os que rejeitaram a Deus serão atormentados, ETERNAMENTE, no lago de fogo do inferno. Ele dizia: "todo sofrimento que vocês passarem aqui, seja o câncer, a AIDS, uma doença incurável, nada se compara aos tormentos que os perdidos passarão durante toda a eternidade no inferno". Então, ele citava o exemplo do "rico" da parábola, que pedia um pouco de água ao mendigo que havia chegado ao Céu (clique aqui e entenda a parábola).


As pessoas ouviam aquelas heresias com um ar de medo e apavoramente estampado em suas faces, provavelmente dizendo em seus corações: "Deus me livre de ir para o inferno, sofrer desse jeito para todo o sempre!".


Assim como este "apóstolo", há muitos pregadores modernos que distorcem a Bíblia e ensinam verdadeiros absurdos doutrinários, maculando o caráter santo de Deus. Eu mesmo recebo muitos e-mails de professos cristãos INDIGNADOS porque eu coloquei aqui no blog um estudo que mostra que o inferno, como eles pregam, não existe (reveja). É uma pena que a Bíblia seja interpretada por estas pessoas sob o ponto de vista da filosofia grega, PAGÃ e, muitas vezes, DIABÓLICA.


Quero ratificar a certeza que tenho de que não haverá este tal lago de fogo e enxofre a arder eternamente (creio que ele existirá, porque a Bíblia assim o diz, mas não posso jamais crer que permanecerá queimando por toda a eternidade), apresentando algumas perguntas que os "infernistas" não têm como responder biblicamente.


1. Se a parábola do rico e Lázaro deve ser entendida literalmente (cf. Luc. 16:20-31), então o inferno e o céu são tão próximos que as pessoas (salvos e perdidos) terão contato entre si durante a eternidade?


2. Como a eternidade seria um local de gozo e paz eternas (cf. 1Cor. 2:9), se continuássemos mantendo este contato macabro com nossos parentes, filhos, pais, amigos, vizinhos, etc., que não se salvarem e que nos procurarem constantemente para lhes "molhar a língua"?


3. Se a palavra "eterno", referindo-se ao fogo, significa que ele arderá para sempre, como fica a declaração bíblica de que Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo "fogo eterno" (cf. Judas 1:7)? Se assim o fosse, não seria para haver um lugar na face da Terra (onde estas cidades estavam situadas) com uma tocha de fogo inextinguível?


4. Se Deus não destruirá de uma vez por todas o pecado, mantendo o diabo e seus seguidores no inferno eterno, então como podemos dizer que a morte foi vencida e "destruída" (cf. 1Cor. 15:26)? Como crer que o diabo foi vencido e destruído, se ele continuará vivo por toda a eternidade? Com esta crença herética do fogo ardendo eternamente, o diabo sairá como o grande vencedor!


5. Se as pessoas que morreram em Cristo já estão no céu (como os que defendem o inferno afirmam), então qual a necessidade da ressurreição (cf. João 5:29)? Por que elas precisariam deixar o céu, voltar para o corpo sepultado, ressuscitar e novamente retornar para o céu? Será que é por causa deste "dilema doutrinário", impossível de ser resolvido, que não se vê muita pregação sobre a ressurreição nas igrejas cristãs que crêem no estado consciente dos mortos?


6. Como o Universo entenderia a justiça de Deus, se Ele condenasse um adolescente, por exemplo, a uma eternidade de tormentos infernais, como punição (ou "vingança" como recentemente me escreveu alguém inconformado com minha fé) por 13, 14, 15 ou 16 anos de pecado? Nem mesmo os tribunais humanos, enlameados por denúncias de corrupção, politicagem e outros erros, são tão implacáveis! Quanto mais um Deus que a Bíblia diz que é só amor e justiça (cf. 1Jo 4:7-16)!


7. Se já recebemos a recompensa logo por ocasião da morte, como querem os infernistas, como será que Lázaro, irmão de Marta e Maria, deve ter se sentido depois que Jesus o ressuscitou (cf. João 11)? Segundo a heresia pregada nas igrejas cristãs, ele foi chamado de volta para este mundo de pecado e sujeiras depois de ter experimentado 4 dias de "glória" no Céu. Perceberam o absurdo de se crer no paganismo grego?! Prefiro ficar com a Bíblia!


8. Se a Bíblia é claríssima em dizer que os mortos não sentem, nem sabem nada (cf. Ecles. 9:5-6), como, então, alguém pode defender que os mortos sofrerão atormentados pelos pecados dos quais não se arrependeram? Como harmonizar o que a Bíblia diz nestes versos com o que o tal "apóstolo" ensinou baseado na parábola de Lucas 16? Se os mortos não sabem mais nada, como que o "rico" da parábola estava tão preocupado com seus parentes? Mais uma vez, prefiro ficar com a Bíblia, e crer na morte como um "sono" (cf. Jo 11:11-14), afinal parábola é parábola e não se deve interpretar literalmente!


9. O tal "apóstolo" também ensinou que somos imortais, por isso viveremos, no céu ou no inferno, eternamente. Como harmonizar isso com a declaração de que SOMENTE DEUS é imortal (cf. 1Tim. 6:16)? Como harmonizar esta declaração herética do cristianismo moderno, com a afirmação bíblica de que quem peca "morre" (cf. Ezeq. 18:4 e 20)?


10. Se a Bíblia sempre usa expressões do tipo: "consumirá", "extinguirá", etc., para se referir a este fogo eterno, como posso crer que as pessoas continuarão "vivas" para sempre? (cf. Malaq. 4:1). Se a Bíblia diz claramente que não restará "nem raiz nem ramos", como eu posso crer que o fogo continuará ardendo? Afinal, é a "chama" do fogo que é eterna, ou suas "consequências" é que o são?


Por enquanto é só...


Quem desejar fazer comentários, ou responder às questões (sem achismos, blá-blá-blá, "me disseram" ou a velha lenga-lenga de criticar Ellen White e os Adventistas), fique à vontade.


"E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras" (Apoc. 21:4-5).

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Fonte: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

domingo, 21 de junho de 2009

SÓ FALAM EM SÁBADO



Acho que todo Adventista já ouviu frases do tipo:

"Os Adventistas só pregam sobre o sábado"
"A Igreja Adventista não fala em outro assunto além do sábado"
"Os Adventistas são iguais aos fariseus, pois fazem do sábado sua tábua de salvação"


E por ai vai...


Porém, o curioso é que não são os Adventistas que falam incessantemente acerca do sábado. Na verdade, são aqueles que não obedecem a Deus os que fazem deste tema sua única "tecla".


Já perdi as contas dos inúmeros e-mails que me enviam questionando a crença Adventista com relação ao 4º mandamento. Tem uns que não se tocam, e ficam repetindo sempre as mesmas bobagens, sem qualquer fundamento bíblico. Nestes casos só tenho uma resposta: silêncio... afinal, tenho mais o que fazer.


Recentemente recebi uma lista de "perguntas" de um leitor do blog (pena que não lêem os textos com sinceridade e desejo de serem libertos pela Bíblia), no qual ele achava que estava colocando em "xeque" a minha fé. Estas pessoas gostam de usar expressões assim: "Quero ver vocês responderem!", ou "Duvido que os Adventistas consigam responder estas perguntas"... alguns são tão tolos que dizem assim: "Deixe Ellen White de lado e responda pela Bíblia"... rsrs. Como dizia o prof. Luiz Nunes, em suas memoráveis aulas do Seminário: Toda ignorância é atrevida!


Vou transcrever algumas destas perguntas (quem for Adventista a mais tempo verá que é a mesma lenga-lenga de sempre), com as respostas que eu apresentei na ocasião.


1. O sábado era um mandamento solene ou não?
O sábado era um mandamento tão importante quanto os outros 10. Ou será que não?
Todos eram mandamentos solenes, pois esta palavra significa, conforme o dicionário Michaelis: “1. que se celebra com pompa e suntuosidade. 2. Acompanhado de cerimônias públicas e extraordinárias; magnífico, pomposo. 3. Que infunde respeito; grave, majestoso”; portanto, o sábado é sim um mandamento solene, pois merece respeito e santidade de nossa parte. Em diversos versículos há a citação da solenidade do sábado: Êx. 31:15; Êx. 35:2; Lev. 23:3; Lev. 23:32, entre outras.
Curiosamente, no hebraico, a palavra traduzida por “solene”, nos versos de Êx. 31:15 e 35:2, por exemplo, é a palavra “shabbathown”, que significa o repouso semanal do sétimo dia, dedicado a YHWH (Jeová).


2. Qual o sentido espiritual do sábado?
Esta pergunta é respondida também no mandamento de Êxodo 20. Vejamos o que diz o texto:
“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (grifos acrescentados).


Veja que a razão pela qual Deus instituiu o sétimo dia para ser santificado foi para que permanecesse continuamente a certeza de que Ele é o Criador. Já imaginou como seria nosso mundo se, semanalmente, as famílias se reunissem (como fazem os Adventistas) para relembrar aos filhos a grandeza da Obra criadora de Deus? Certamente não existiriam tantos delinqüentes e ateus em nosso mundo.


Outro sentido espiritual para o sábado é o mesmo dos outros 9 Mandamentos: lembrar que o Senhor nos libertou da escravidão (Êx 20:1-2). No nosso caso, da escravidão do pecado. Também em Deut. 5:14-15, o Senhor coloca especialmente sobre o sábado esta lembrança da libertação que Ele concedeu ao Seu povo, permanecendo o sábado como um memorial eterno de gratidão ao nosso Criador, Redentor e Mantenedor. Nenhum outro dia da semana traz estes sentidos tão firmemente alicerçados na Palavra, quanto o sábado do sétimo dia.


3. Os Adventistas acendem fogo em dia de sábado para preparar alguma comida?
Esta pergunta demonstra grande ingenuidade, ou desconhecimento da história bíblica.
A passagem na qual o Senhor orientou Seu povo a não acender fogo no sábado foi Êx. 35:3. Eu pergunto:
a) Onde o povo estava nesta ocasião? NO DESERTO.
b) Naquela época, em pleno deserto, o fogo era aceso da maneira como o acendemos hoje, com os fogões modernos de que dispomos hoje? É ÓBVIO QUE NÃO.
c) Era tão fácil acender um fogo naquela época, tendo que buscar lenha, triscar pedras, soprar, abanar, etc.; quanto o é hoje num simples ligar de botão no fogão atual????


Deus não estava condenando o acender o fogo por si só. É muito claro ver isso... O que Deus estava querendo impedir era que o povo não perdesse as horas SAGRADAS do santo sábado indo em busca de lenha e na trabalhosa tarefa de acender o fogo e mantê-lo aceso.


É claro que os Adventistas hoje acendem o fogo para aquecer a comida no sábado, pois isso não exige tempo nem esforço de nossa parte. Porém, a comida já foi preparada com antecedência (desde a sexta-feira), como era orientação do nosso Senhor Jesus Cristo, de que a sexta seja o dia da preparação para o santo sábado (Luc. 23:54).


Além do mais, a proibição não se refere a acender fogo para preparar alimento (Êx 35:3). Tenho certeza de que todos sabem que no deserto o povo não se preocupava em buscar o alimento, pois o Senhor fazia chover diariamente o maná do céu para alimentar o Seu povo. Curioso notar que SOMENTE NO SÁBADO o maná não chovia (Êx 16:22-36). Deus quis ensinar Seu povo durante 40 anos que é Ele, E SOMENTE ELE, quem nos sustém. Por isso, os Adventistas não têm receio de santificar o sábado, mesmo sendo o melhor dia para comércio, feira, fábricas, etc., porque sabemos que o Senhor é o mesmo, e não muda (Malaq. 3:6), e ainda hoje Ele sustém o Seu povo fiel.


4. Em que texto bíblico os adventistas se fundamentam no Novo Testamento para justificar a guarda do sábado?
Esta é uma boa pergunta... Algumas pessoas, talvez por inocência ou falta de conhecimento profundo da Bíblia, acham que só é válido do Antigo Testamento aquilo que aparecer com as mesmas letras no Novo. E usam este argumento para dizer que o sábado não tem valor por não ser citado no Novo Testamento exatamente como o é no Antigo.


Interessante notar que este mesmo argumento não é utilizado pelos adversários do sábado para questionarem outras doutrinas que são próprias do AT, mas não são “repetidas” palavra-por-palavra no NT. Dois exemplos bem fáceis de perceber são o dízimo e a adoração de imagens. Onde aparece no NT a repetição do mandamento de não adorar imagens, do jeito que está em Êx 20:4-6???? E sobre o dízimo... onde encontramos no NT a repetição do preceito do dízimo, do jeito que está em Núm. 18 e Malaq. 3:8-10, por exemplo???? Não vejo NENHUM pastor evangélico ou padre questionar a devolução do dízimo, somente porque não repete-se o mandamento no Novo Testamento.... Por que será???? Por que utilizam um argumento para questionar o sábado, e não utilizam o mesmo argumento no tocante aos dízimos???? Procure saber com o pastor de sua igreja...


Mas, vamos à resposta à pergunta que, como disse anteriormente, é muito boa...
O sábado fazia parte da própria vida do povo de Deus, apesar de toda a carga que o homem colocou sobre este belo mandamento. Jesus não Se preocupou em repetir o mandamento do sábado, porque não era necessário, pois TODOS já o guardavam, mesmo que alguns o faziam erroneamente. O que Jesus fez foi trazer de volta o princípio do sábado - um tempo dedicado EXCLUSIVAMENTE a Deus e ao próximo, em situações especiais.


Os que insistem em pregar que o sábado passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Jesus ou dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei. Mas Jesus realmente ensinou que o sábado não mais deveria ser guardado? Aboliu o Senhor este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos? Convido o senhor a, de coração contrito para receber a iluminação do Espírito Santo, analisar o que diz a Palavra do Senhor, pois o sábado aparece mais de 60 vezes no Novo Testamento. Vamos analisar agora as passagens dos evangelhos que tratam sobre o sábado (clique aqui e leia o estudo completo).


5. Já que os adventistas dizem que o sábado foi substituído pelo domingo, pretendo saber quem o substituiu?
Já vimos que a mudança não ocorreu por determinação de Jesus ou qualquer dos santos apóstolos. Gradualmente, a heresia foi sendo introduzida na Igreja cristã, à medida que os apóstolos morreram e os seus sucessores viram na conversão de pagãos influentes uma maneira de fugirem da perseguição que oprimia os discípulos de Jesus.


Vemos que o sábado NUNCA foi deixado de lado por completo, pois SEMPRE existiram comunidades que permaneceram fiéis à Palavra de Deus, não aceitando as determinações dos imperadores e reis sobre as novas tradições religiosas - um bom exemplo foram os Valdenses, que guardavam o sábado durante a Idade Média, escondidos em montanhas e cavernas.


Aproveito para informar ao senhor que o primeiro não-católico a conseguir o título de Doutor em Teologia pela Universidade do Vaticano foi Samuele Bachiochi, um professor adventista que fez sua tese de doutorado exatamente demonstrando a mudança do sábado para o domingo, e PROVANDO que não houve base escriturística para tal mudança, mas que ela foi executada baseada UNICAMENTE na autoridade que a Igreja de Roma arroga ter sobre a cristandade.


A tese do Dr. Bachiochi foi tão INQUESTIONÁVEL (como toda boa tese doutoral) que o papa teve que reconhecer que o estudo estava correto, e que ele merecia receber o título de Doutor em Teologia, pois DEMONSTROU COM TODOS OS ARGUMENTOS que o sábado não foi mudado por Jesus ou pelos apóstolos, mas pelos homens que posteriormente tomaram o poder sobre a Igreja cristã e a uniram ao Estado Romano.


6. Devemos adorar a Deus em dia de sábado ou em espírito e em verdade?
Esta é uma pergunta que a Bíblia responde muito bem. Quero que o senhor analise um verso bíblico que mostra o que Deus pensa sobre esta “adoração” que rejeita a Sua autoridade como Senhor sobre a humanidade: “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9). Se o senhor conhecer alguém que está “desviando os ouvidos” de ouvir a santidade da Lei de Deus, advirta-o em nome de Jesus..


Deus é tão correto com Sua Palavra (por isso podemos confiar nEle) que nem mesmo a oração daqueles que insistem em rejeitar Sua Lei, que é a norma pela qual todos seremos julgados (Tiago 2:12), Ele atende...


Viu como é sério?!
Então, estou certo de que Deus deseja ser adorado NO SÁBADO do sétimo dia, em espírito e em verdade, porque uma coisa não pode excluir outra.
Se Deus disse que é para adorar no sábado, e já mostrei inúmeras passagens que provam isso, então É PARA ADORAR EM DIA DE SÁBADO SIM....


7. Com qual base escriturística os adventistas provam que a aliança do sábado foi feita com todas as nações?
Acredito que esta pergunta também já foi respondida. Porém, apenas para confirmar, temos o relato de Gên. 2:1-3, o relato de Isaías 56 (que considero muito forte), a vida dos apóstolos de Cristo (especialmente no livro de Atos) e as passagens de Apocalipse 12:17 e 14:12, que mostram CLARAMENTE que o povo de Deus que estará vitorioso nos últimos dias é aquele que GUARDA OS MANDAMENTOS DE DEUS, e o único lugar em que encontramos estes mandamentos é em Êx. 20:3-17 - e bem no centro está o sábado.
Mais claro que isso, impossível!


Na próxima pergunta o senhor "inquiridor" muda radicalmente de assunto. Aliás, esta é uma tática muito utilizada: quando a argumentação contra a doutrina adventista se mostra deficiente, eles automaticamente mudam de tema, tentando confundir o fiel servo de Deus. Se o Adventista demonstra que tem total domínio do tema, e não se deixará confundir, então a tática final é partir para a agressão, seja verbal ou até física. Quem já deu estudos bíblicos sabe do que estou falando!


8. Onde os adventistas se respaldam na Nova Aliança para justificar a idéia de não comer carne nem camarão?
Primeiro precisamos clarear uma coisa: o que é a Nova Aliança? Qual seu objetivo? Foi para salvar o homem dos seus pecados, ou para “purificar” as carnes que o Senhor considerou imundas no passado?


A questão de comer ou não carne, seja ela imunda ou não, não tem que ver com a Aliança de salvação que o Senhor Jesus instituiu com o homem. Esta é uma questão de saúde, de qualidade de vida. As pesquisas médicas mais recentes demonstram que o estilo de vida adventista tem feito deste povo um dos mais saudáveis DO MUNDO. Uma revista secular (a National Geographic), que não tem nada a ver com os adventistas, publicou recentemente uma matéria especial sobre o estilo adventista de viver, e identificou os adventistas que seguem as orientações de saúde como um dos grupos de maior longevidade e vitalidade do planeta. Não fomos nós que dissemos... foram cientistas americanos.


A Bíblia é muito clara quando o Senhor diz que abençoa com saúde aqueles que seguem Suas orientações para uma vida mais saudável (Êx. 15:26). Os índices de câncer, infartos, hipertensão, diabetes, derrames, etc., entre os adventistas QUE SEGUEM OS PRINCÍPIOS DE SAÚDE, são mínimos... basta dar uma olhada na seção de falecimentos da Revista Adventista... praticamente só morrem adventistas por velhice ou acidentes.


Eu acredito que ninguém vai concordar com a idéia de que a morte de Jesus na cruz do calvário teve como objetivo purificar o porco, o camarão, a cobra, o cachorro, o cavalo, etc.... eu não creio que alguém em sã consciência afirme algo tão absurdo....


Jesus morreu para pagar o preço pelos nossos pecados, para nos redimir, e nos conceder acesso novamente ao Trono da Majestade do Céu. A Sua morte na cruz é o ÚNICO meio pelo qual podemos ser salvos, pois somente através dela podemos ser cobertos pela graça imerecida que Deus concede ao pecador arrependido.


O que isso tem que ver com carne de animais???????????????? É óbvio que NADA.....


A Nova Aliança veio trazer salvação ao pecador, unicamente pela fé nos méritos salvíficos de Cristo, que derramou Seu precioso e inocente sangue na cruz do calvário, levando sobre Si a condenação pelos pecados que nós cometemos, condenação esta que nos levaria à morte eterna.... porém a Aliança da Sua Graça nos redime, e nos dá oportunidade de justificação e salvação eternas.


Os alimentos considerados imundos CONTINUAM sendo imundos... em nada mudou isso. As carnes de animais imundos (conforme Lev. 11) continuam impróprias para nosso consumo, pois permanecem IMUNDAS do mesmo jeito.... não creio que Jesus morreu na cruz apenas para que eu estivesse livre para comer uma suculenta feijoada ou bife de carne de porco, moqueca de camarão, ou seja lá o que for.... meu Jesus é muito mais precioso do que isso.... Seu sacrifício teve um alvo infinitamente mais elevado do que a purificação de animais.... teve como alvo a minha salvação, a minha redenção.... e serei eternamente grato a Ele por isso.


Alguns adventistas preferem não comer nenhum tipo de carne, porque entendem que a dieta que o Senhor deu para o homem não possuía esse alimento. Basta ler com atenção o livro de Gênesis (1:28-31). Para o homem, Deus deu as sementes e as frutas... e para os animais Ele deu as ervas. A carne só passou a fazer parte da dieta depois do dilúvio, e vemos que foi a partir de então que a idade (e conseqüentemente a saúde) do ser humano foi se deteriorando cada vez mais. Quantos anos viveram aqueles que não comeram carne????? Leia em Gên. 5.


Os adventistas cuidam do corpo (alimentação, exercício físico, repouso, etc.) por 2 motivos principais:
1. Porque isso nos dá mais saúde para trabalhar melhor para o Senhor e para nosso sustento.
2. Porque a Bíblia é clara em dizer que nosso corpo é o TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO, e que não devemos introduzir no corpo nada que venha a torná-lo doente e contaminado (cf. 1Cor. 3:16-17; 6:19-20).


OBS.: Uma das passagens bíblicas mais mal compreendidas sobre alimentação na Nova Aliança é Atos 10. Clique aqui e relembre o que ela realmente significa.


A questão da alimentação não é uma “tábua de salvação”, ou seja, não é a abstenção de alimentos imundos que nos torna mais justos diante de Deus. Porém, uma vez que nosso corpo é o “templo” ou “santuário” do Espírito Santo, é necessário tomar todo o cuidado para não contaminar tal templo, e isso se dá através de reconhecer, aceitar e viver as orientações que o Senhor zelosamente revelou em Sua Palavra acerca desse tema (cf. 1Cor. 6:19-20).


Os Adventistas têm sido abençoados grandemente por viverem uma vida em conformidade com a Palavra de Deus, mesmo em questões impopulares e ridicularizadas, como o é o assunto da alimentação em nossos dias, principalmente no meio “evangélico”.


Portanto, TUDO o que sabemos que não é saudável e que contamina nosso corpo com doenças, deve ser evitado por aquele que deseja estar sempre preparado para receber o batismo diário do Santo Espírito.


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As respostas que apresentei foram mais elaboradas, pois o espaço aqui no blog não se harmoniza com textos muito extensos.


“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31-32).

Fonte: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/2009/06/so-falam-em-sabado.html

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Carta do Papa sobre o domingo



Alguns me perguntaram sobre a Carta do Papa João Paulo II, dirigida aos fiéis e líderes católicos de todo o mundo, no qual o Pontífice Romano exorta para que todos busquem uma maior santidade do Domingo, o Dies Domini, segundo a Igreja de Roma.
Desde 1998 que esta carta está circulando no mundo, e seus argumentos puramente filosóficos tentam solapar a teologia e doutrina bíblicas do santo sábado do sétimo dia.
Ou seja, na visão da Igreja Romana, todas as bênçãos que o Senhor colocou sobre o sétimo dia, ela, a Igreja, transferiu para o primeiro dia da semana, em uma pseudo-honra à ressurreição de Cristo.
Vejam como o papa conclui a carta:
“Confio o acolhimento frutuoso desta Carta Apostólica pela comunidade cristã à intercessão da Virgem Santa. Sem nada tirar à centralidade de Cristo e do seu Espírito, Ela está presente em cada domingo da Igreja. Exige-o precisamente o mistério de Cristo: de facto, como poderia Ela [Maria], Mater Domini e Mater Ecclesiæ, não estar presente a título especial no dia que é simultaneamente dies Domini e dies Ecclesiæ?
Para a Virgem Maria, olham os fiéis que escutam a Palavra proclamada na assembleia dominical, aprendendo com Ela a conservá-la e meditá-la no seu coração (cf. Lc 2,19). Com Maria, aprendem a estar ao pé da cruz, para oferecer ao Pai o sacrifício de Cristo e associar ao mesmo a oferta da própria vida. Com Maria, vivem a alegria da ressurreição, fazendo suas as palavras do Magnificat que cantam o dom inexaurível da misericórdia divina no fluxo inexorável do tempo: « A sua misericórdia estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem » (Lc 1,50). Domingo a domingo, o povo peregrino segue o rasto de Maria, e a sua intercessão materna torna particularmente intensa e eficaz a oração que a Igreja eleva à Santíssima Trindade.
A iminência do Jubileu, queridos Irmãos e Irmãs, convida-nos a aprofundar o nosso compromisso espiritual e pastoral. De facto, é este o seu verdadeiro objectivo. No ano em que aquele vai ser celebrado, muitas iniciativas o caracterizarão, dando-lhe aquele timbre singular que não pode deixar de ter a conclusão do segundo e o início do terceiro Milénio da Encarnação do Verbo de Deus. Mas este ano e este tempo especial passarão, dando lugar à expectativa de outros jubileus e de outras datas solenes. O domingo, com a sua ordinária « solenidade », permanecerá a ritmar o tempo da peregrinação da Igreja até ao domingo sem ocaso.
Exorto-vos, portanto, amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, a trabalhar incansavelmente, unidos com os fiéis, para que o valor deste dia sagrado seja reconhecido e vivido cada vez melhor. Isto produzirá frutos nas comunidades cristãs, e não deixará de exercer uma benéfica influência sobre toda a sociedade civil”.
Os evangélicos podem até negar, mas é um fato que a Igreja Romana se coloca como “dona” e “autora” da santificação do domingo, creditando, inclusive, a Maria uma honra especial durante este dia.
Pena que muito evangélico sincero, que se limita apenas a repetir o que seu pastor equivocadamente prega, não se dê conta de que está seguindo uma ordenança papal, ao mesmo tempo em que despreza as claras e límpidas orientações da Palavra de Deus sobre o ÚNICO dia que a Bíblia classifica como SANTO, SEPARADO e DE DESCANSO - o sétimo!
“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei…” (Dan. 7:25).
Cumpriu-se cabalmente a profecia bíblica!
A Carta Papal na íntegra pode ser lida no próprio site do Vaticano (clique aqui).
“Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mat. 15:9).
“O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9).
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12).
“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).


Pr.Gilson Medeiros

sábado, 14 de fevereiro de 2009

INFERNO: Mito abrasador



Muitos leitores deste blog têm utilizado em seus comentários o mito antibíblico do inferno como argumento contra o caráter amorável de Deus (1Jo 4:8). Por isso, julgo oportuno esclarecer esse assunto com um comentário do professor de Teologia Dr. Alberto Ronald Timm, do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp):

A noção de um "inferno" de fogo eterno para castigar os maus está intimamente associada à teoria da imortalidade natural da alma. Já no Jardim do Éden, Satanás, na forma de uma serpente, disse a Eva que ela e Adão não morreriam (Gn 3:4; Ap 12:9). Entre os antigos pagãos havia noções de um outro mundo no qual os espíritos dos mortos viviam conscientes. Essa crença, somada à noção de que entre os seres humanos existem pessoas boas e pessoas más que não podem conviver para sempre juntas, levou antigos judeus e cristãos a crerem que, além do paraíso para os bons, existe também um inferno para os maus.

Muitos eruditos criam que a noção de um inferno de tormento para os ímpios derivara do pensamento persa. Mas em meados do século 20 essa teoria já havia perdido muito de sua força, diante das novas investigações que enfatizavam a influência grega sobre os escritos apocalípticos judaicos do século 2 a.C. Tal ênfase parece correta, pois na literatura greco-clássica aparecem alusões a um lugar de tormento para os maus. Por exemplo, a famosa Odisséia de Homero (rapsódia 11) descreve uma pretensa viagem de Ulisses à região inferior do Hades, onde mantém diálogo com a alma de vários mortos que sofriam pelos maus atos deles. Também Platão, em sua obra A República, alega que "a nossa alma é imortal e nunca perece".

Por contraste, o Antigo Testamento afirma que o ser humano é uma alma mortal (cf.Gn 2:7; Ez 18:20); que ele permanece em estado de completa inconsciência na morte (ver Sl 6:5; 115:17; Ec 3:19 e 20; 9:5 e 10); e que os ímpios serão aniquilados no juízo final (cf. Ml 4:1). Mas tais ensinamentos bíblicos não conseguiram impedir que o judaísmo do século 2 a.C. começasse a absorver gradativamente as teorias gregas da imortalidade natural da alma e de um lugar de tormento onde já se encontram as "almas" dos ímpios mortos. Esse lugar de tormento era normalmente denominado pelos termos Hades e Sheol.

Já nos apócrifos judaicos transparecem as noções de uma espécie de purgatório (Sabedoria 3:1-9) e de orações pelos mortos (2 Macabeus 12:42-46). Mas o pseudepígrafo judaico de 1 Enoque (103:7) assevera explicitamente: "Vocês mesmos sabem que eles [os pecadores] trarão as almas de vocês à região inferior do Sheol; e eles experimentarão o mal e grande tribulação – em trevas, redes e chamas ardentes." Também o livro de 4 Enoque (4:41) fala que "no Hades as câmaras das almas são como o útero". A idéia básica sugerida é a de uma alma imortal que sobrevive conscientemente à morte do corpo.

O Novo Testamento, por sua vez, fala acerca da morte como um sono (cf. Jo 11:11-14; 1Co 15:6, 18, 20 e 51; 1Ts 4:13-15; 2Pd 3:4) e da ressurreição como a única esperança de vida eterna (cf. Jo 5:28 e 29; 1Co 15:1-58; 1Ts 4:13-18). Mas o cristianismo pós-apostólico também não conseguiu resistir por muito tempo à tentação paganizadora da cultura greco-romana, e passou a incorporar as teorias da imortalidade natural da alma e de um inferno de tormento já presente. Uma das mais importantes exposições medievais do assunto aparece em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, cujo conteúdo está dividido em "Inferno", "Purgatório" e "Paraíso".

Além de conflitar com os ensinos do Antigo e do Novo Testamentos, a teoria de um inferno eterno também conspira contra a justiça e o poder de Deus. Por que uma criança impenitente, que viveu apenas doze anos, deveria ser punida nas chamas infernais por toda a eternidade? Não seria essa uma pena desproporcional e injusta (cf.Ap 20:11-13)? Se o mal teve um início, mas não terá fim, não significa isso que Deus é incapaz de erradicá-lo, a fim de conduzir o Universo à sua perfeição original? Cremos, portanto, que a teoria de um tormento eterno no inferno é antibíblica e conflitante com o caráter justo e misericordioso de Deus.Alberto Ronald Timm, Ph.D., é diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White e professor de Teologia no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, em Engenheiro Coelho, SP.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Quem é Jeová?



Alguns dias atrás, quando eu estava saindo de casa, fui abordado por um jovem (aparentava uns 15 anos de idade), que me entregou um folheto com o chamativo título: “Quem é Jeová?“.
O jovem, e seu companheiro (de uns 10 anos de idade) - assim como o folheto - são membros de uma denominação religiosa conhecida como “Testemunhas de Jeová“.
Uma das coisas que admiro nos “TJs” é esta disposição em fazerem um trabalho missionário persistente, de casa-em-casa e em duplas (nunca sozinhos).

Já li alguns comentários de ex-integrantes desta denominação alegando que este “espírito missionário” dos TJs é fruto de uma intensa “lavagem cerebral” feita por parte dos dirigentes, para que os membros distribuam as literaturas preparadas pela “Torre de Vigia” (editora da denominação).
Mas… isso não tira a minha admiração por vê-los tão ativos no esforço de fazerem a sua mensagem peculiar (e sectária, segundo alguns críticos). Tenho amigos TJs, e sei que a grande maioria é de pessoas sinceras em sua fé, e que fazem o trabalho missionário com amor e dedicação.
O folheto que recebi despertou o meu desejo de colocar novamente aqui no blog uma postagem que tratasse do tema da Pessoa de Jesus, que, na visão dos Testemunhas de Jeová, não é Divino da mesma forma como o “Pai”.
Quem é Jeová?
O “nome” de Deus aparece pela primeira vez em Gên. 2:4, que diz:
“Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou“.
A palavra que, em nossa língua, foi traduzida por “SENHOR”, aparece no texto original hebraico da seguinte maneira:
HWHY
Em português, seria YHWH (escrito da equerda para a direita). Um fato curioso a se observar é que o hebraico antigo (conforme foi escrito o livro de Gênesis) não possuía vogais, as quais foram colocadas séculos depois por um grupo de escribas chamados de “massoretas”.
Mas, como se pronuncia uma palavra sem vogais? Tente pronunciar o “tetragrama” acima e você verá como é difícil. Devido a esta dificuldade, e com o temor de pronunciarem o nome do Senhor em vão e de forma errada, os hebreus não o pronunciavam. Quando eles liam o texto bíblico e se deparavam com o tetragrama (YHWH), eles pronunciavam outro nome de Deus: Adonai (cf. Prov. 30:10). Com o tempo, a pronúncia correta do nome de Deus (YHWH) se perdeu.
Posteriormente, quando os massoretas foram colocar as vogais no texto bíblico, eles colocaram no tetragrama as vogais de ADONAI, fazendo com que a pronúncia ficasse parecida com o que hoje conhecemos em português por JEOVÁ. Mas, a bem da verdade, não podemos “bater o martelo” e dizer que este é o verdadeiro nome de Deus, porque, como disse antes, não se sabe como este era pronunciado originalmente.
Portanto, uma denominação que se apega a este nome “aportuguesado” (Jeová) para condenar as demais que não usam este título em sua identificação, não tem uma base muito sólida para sustentar suas declarações dogmáticas.
Jesus é “Jeová”?
Um outro ponto característico da doutrina dos TJs é o fato de que eles não crêem que Jesus é Deus, ou seja, na teologia Jeovista, Jesus é um “deus” menor em relação ao Pai. Para ver isto, basta dar uma lida nos primeiros versos do Evangelho de João, na versão Novo Mundo, editada pela Torre de Vigia.
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus. Este estava no princípio com o Deus.
Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência” (João 1:1-3).Fonte: Site Oficial da Torre de Vigia
É uma interpretação estranha para um grupo que é radicalmente contra a Trindade (aliás, muitos dos argumentos dos antitrinitarianos “adventistas” são extraídos das publicações dos TJs), por alegar que esta é uma crença politeísta (mais um equívoco da parte deles). Dizer que Jesus é “um deus” menor que o Pai, isso sim, é politeísmo explícito!
A Bíblia é muito clara em dizer que Jesus é tanto Deus quanto o Pai e o Espírito. E o mais “curioso” é que a Bíblia coloca sobre Jesus o cumprimento das profecias e declarações veterotestamentárias sobre o próprio YHWH (”Jeová”). Vejamos…
O fato de Jesus ser mais do que humano é indicado ainda pelos títulos que Lhe foram atribuídos: “Senhor” (Atos 2:36); “Deus” (Jo. 20:28); “Eu Sou” (Jo. 8:58, conf. Êx. 3:14). Agrega-se a isso o fato de haver, na Bíblia, inúmeras referências à Sua preexistência (Jo. 8:58; Col. 1:16; Heb. 1:2; etc.), pressuposta pela própria realidade da encarnação. E, se Jesus não tivesse poder divino, jamais poderia ter dito “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11:25); “Eu tenho autoridade para dar a minha vida, e a autoridade para tornar a tomá-la” (10:18); ou, então, “Quem me vê, vê o Pai” (14:9).
A divindade de Jesus pode ainda ser atestada nos seguintes aspectos:

• Sua autoridade - Mat. 7:28-29; Jo. 5:16-18;

• A adoração que recebeu - Mat. 26:16-20; Jo. 9:35-38;

• Seus requerimentos - Jo. 10:27; 11:25; 14:1;

• Sua unidade com o Pai - Jo. 10:30;

• Seu poder de ler o coração dos homens - Mar. 2:6; Jo. 2:23-25.


Outras Declarações Impressionantes:


Isa. 9:6 (O Messias seria o Deus Forte) - Jesus foi o Messias.

Jo 5:18 (Jesus assumia ser igual a Deus)

Jo 20:28 (Tomé reconhece Jesus como Senhor e Deus)

At 2:36 (Deus fez de Jesus, Senhor Cristo)

At 3:15 (Jesus é o Autor da vida) - E sabemos que Deus é este Autor.

Rm 9:1, 5 (Jesus é o Deus bendito)

Fp 2:5-7 (Jesus tinha a forma de Deus) - o termo usado é MORPHE - uma cópia “exata.

Col. 2:9 (toda a plenitude da Divindade estava com Ele)

Tt 2:13 (grande Deus e Salvador)

2Pe 1:1-2 (Pedro reconhece Jesus como Deus e Salvador)

1Jo 5:20 (Jesus é o verdadeiro Deus)
“Curiosidades”
A Bíblia diz que a “voz que clamava no deserto” viria preparar o caminho de “Jeová” (Is 40:3).E o caminho de Quem João Batista preparou? (Mt 3:3)Portanto, JEOVÁ = JESUS
As Escrituras dizem claramente que “Deus” seria vendido por 30 moedas (Zc 11:13).E na vida de Quem isso se cumpriu? (Mt 26:15; 27:9)Portanto, DEUS = JESUS
Conclusão
O título do folheto que recebi indagava: “Quem é Jeová?”.Pois bem, a resposta é uma só:JESUS É JEOVÁ!

“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1João 5:12).


Pr.Gilson Medeiros

http://prgilsonmedeiros.blogspot.com