Lendo Deuteronômio 14:26, fiquei com uma dúvida: sei que a Bíblia fala sobre bebida forte, mas esse texto dá a entender que está liberado. Por quê? - K.
A palavra “vinho” em Deuteronômio 14:26 é yaîn, e pode significar tanto vinho com álcool quanto sem álcool. Mas como está associado à “bebida forte” (shekar), deve ser com álcool mesmo. O fato é que Deus pegou os israelitas e os tirou da escravidão do Egito, onde eles bebiam o que o patrão egípcio lhes dava, incluindo bebida fermentada. Assim, Deus tolerou o uso de bebidas fermentadas. Mas os profetas falaram contra esse tipo de bebidas (cf. Provérbios 20:1 e Habacuque 2:15). Como “a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, era plano de Deus que, com o tempo e com mais esclarecimentos, Seu povo deixasse as bebidas alcoólicas. (Para maiores comentários, pesquise o texto no Comentário Bíblico Adventista).
Fonte: http://www.michelsonperguntas.blogspot.com/
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A MULHER NÃO PODE FALAR EM PÚBLICO?

Os textos de Paulo referentes à participação da mulher no culto público (1 Timóteo 2:8-15; 1 Coríntios 14:34) devem ser entendidos à luz do contexto histórico e cultural dos dias dele.
A Bíblia não considera a mulher inferior ao homem, pois, ambos foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26 e 27). Eva inclusive foi tirada de uma costela de Adão, DO SEU LADO, o que indica que ela era IGUAL a ele em importância. Deus não a fez do “osso do pé” de Adão, para não ser inferior e nem do “osso da cabeça”, para não ser superior. A palavra de Deus exalta a mulher. Apenas difere a mulher do homem em sua função depois da entrada do pecado. O homem agora é o cabeça do lar e ela, o coração do lar. Deus achou melhor que o homem fosse o chefe da família no contexto de pecado em que vivemos.
Se 1 Timóteo 2:8-15 fosse interpretado sem levar em conta o porquê de Paulo ter dato tal orientação, até Ellen White, a profetisa chamada por Deus, estaria errada em pregar. Ela era uma grande pregadora e muitas pessoas se converteram com seus sermões. E mais: se devemos entender tal declaração de Paulo como sendo um princípio (ao invés de uma norma cultural) para todas as culturas, de todas as épocas, então as mulheres nos dias de hoje devem usar o véu e o cabelo comprido (1 Coríntios 11:2-16). E, não poderíamos nem mesmo apreciar as lindas vozes de nossas cantoras nos dias de culto, já que elas não podem se expressar diante do público.
Paulo falou para culturas em que era “vergonhoso” (conferir 1 Coríntios 14:35) as mulheres falarem em público (em Corinto, era indecente aparecer sem o véu ou com o cabelo cortado). O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia afirma sobre 1 Coríntios 14:35: “… os costumes dos gregos e dos judeus ordenavam que as mulheres se retirassem quando se discutiam os assuntos públicos. A violação desse costume seria considerada como uma desonra e teria sido uma vergonha para a igreja”.
Que isso era apenas uma questão cultural podemos ver no fato de que a Bíblia mencionar mulheres chamadas por Deus para serem profetisas e até mesmo ocupar cargos de liderança: Débora (juíza e profetisa – Juízes 4: 4 e 5), e as 4 filhas de Felipe (profetisas – Atos 21:9), por exemplo. O próprio Paulo contava com a cooperação das mulheres na pregação do evangelho (Filipenses 4:2, 3; Romanos 16:3, 6, 12, 15).
Hoje, em nossa cultura, não é vergonhoso uma mulher falar publicamente. Pelo contrário: a mulher está cada vez mais ocupando o seu espaço, inclusive no comando de grandes empresas. Claro que não devemos aceitar que a mulher perca o seu papel destinado por Deus. Ela é insubstituível em sua função de professora dos filhos, no preparo deles para a vida eterna.
Assim, não há nada na Bíblia que proíba e mulher, em nossa cultura, de ensinar e pregar.
Um abraço a todos os amigos do blo
Leandro Quadros.
fonte: www.novotempo.org.br/namiradaverdade
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
João 17 - a Divindade de Cristo e do Espírito Santo

Publicado em 22. mai, 2009 por Advir em Artigos
A Paz do Senhor Jesus Cristo, Pr. Leandro… Se na Trindade Jesus é Deus, por que ele esta à direita do trono do Pai? Em João cap. 17 vers 21 ele afirma: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. Assim sendo, acho que Jesus Cristo esta se referindo neste texto sobre a unidade de Espirito e não necessariamente dizendo que existem três pessoas numa divindade…Gostaria de saber se estou certo.
Além disso, 1 joão cap 5 e vers 7 (Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um )….Testificar não significa que seja uma única Pessoa e sim que estes 3 são os que testificam. Amigo internauta, recado deixado no blog.
Olá, amigo,
Suas considerações são sempre bem-vindas.
O fato de Jesus estar ao lado direito do trono de Deus Pai - ou do esquerdo - em nada afeta a Divindade dEle, afirmada de forma clara em Colossenses 2:9 (entre muitos outros versos): “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Perceba que Cristo não é “um pouco Deus”, mas, plenamente Divino!
E, o sentar-se no trono, ao lado direito, na Bíblia significa autoridade. Se não fosse Divino, seria incoerente uma “criatura” comandar o universo (Hebreus 1:1-3) com o Criador.
A respeito de João 17, na oração de Cristo antes dEle subir ao Céu, o Senhor orou pela unidade dos discípulos. Ele não mencionou o Espírito Santo naquele contexto porque não era o mais relevante no ensinamento que Jesus quis passar (além disso, a revelação sobre o Espírito foi progressiva na Bíblia). Ao examinar o todo das Escrituras, você poderá ver que O Espírito Santo é mencionado junto com o Pai e o Filho (2 Coríntios 13:13; Judas 1:20) e, noutros textos, só Jesus e o Espírito são citados! Veja um deles:
“Por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo[veja que o Espírito não É um poder: Ele TEM poder!]; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo” Romanos 15:19.
Portanto, se João 17 indica que o Espírito Santo não existe como uma pessoa, o texto acima também indica que Deus o Pai não existe, pois Ele não é mencionado (afirmar isso seria uma blasfêmia).
Quando uma Pessoa da Divindade é mencionada na Bíblia e outra não, devemos levar em conta o CONTEXTO da declaração porque cada Pessoa Divina se enquadra melhor num. E, ao mesmo tempo, não ignorarmos os demais textos bíblicos que colocam o Espírito Santo no meu grau de Divindade que Cristo e Deus Pai (leia Atos 5:3, 4).Sobre 1 João 5:7, não o usamos como defesa da doutrina da Trindade porque o que está entre colchetes é um comentário de um copista. É claro que o copista não acrescentou uma heresia no manuscrito, mas, preferimos usar Mateus 28:19, Efésios 4:4-6, 2 Coríntios 13:13, Judas 1:20, João 14:16, entre outros, para provar que a Divindade é formada por Três Pessoas.
Postarei no blog textos que mostram que Jesus é Deus e outros sobre o Espírito Santo. Espero que a leitura dos mesmos o ajude a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18).
Conte comigo sempre.
Um abraço,
Leandro Quadros
Jornalista - consultor bíblico
www.novotempo.org.br/namiradaverdade/
A Paz do Senhor Jesus Cristo, Pr. Leandro… Se na Trindade Jesus é Deus, por que ele esta à direita do trono do Pai? Em João cap. 17 vers 21 ele afirma: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. Assim sendo, acho que Jesus Cristo esta se referindo neste texto sobre a unidade de Espirito e não necessariamente dizendo que existem três pessoas numa divindade…Gostaria de saber se estou certo.
Além disso, 1 joão cap 5 e vers 7 (Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um )….Testificar não significa que seja uma única Pessoa e sim que estes 3 são os que testificam. Amigo internauta, recado deixado no blog.
Olá, amigo,
Suas considerações são sempre bem-vindas.
O fato de Jesus estar ao lado direito do trono de Deus Pai - ou do esquerdo - em nada afeta a Divindade dEle, afirmada de forma clara em Colossenses 2:9 (entre muitos outros versos): “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Perceba que Cristo não é “um pouco Deus”, mas, plenamente Divino!
E, o sentar-se no trono, ao lado direito, na Bíblia significa autoridade. Se não fosse Divino, seria incoerente uma “criatura” comandar o universo (Hebreus 1:1-3) com o Criador.
A respeito de João 17, na oração de Cristo antes dEle subir ao Céu, o Senhor orou pela unidade dos discípulos. Ele não mencionou o Espírito Santo naquele contexto porque não era o mais relevante no ensinamento que Jesus quis passar (além disso, a revelação sobre o Espírito foi progressiva na Bíblia). Ao examinar o todo das Escrituras, você poderá ver que O Espírito Santo é mencionado junto com o Pai e o Filho (2 Coríntios 13:13; Judas 1:20) e, noutros textos, só Jesus e o Espírito são citados! Veja um deles:
“Por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo[veja que o Espírito não É um poder: Ele TEM poder!]; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo” Romanos 15:19.
Portanto, se João 17 indica que o Espírito Santo não existe como uma pessoa, o texto acima também indica que Deus o Pai não existe, pois Ele não é mencionado (afirmar isso seria uma blasfêmia).
Quando uma Pessoa da Divindade é mencionada na Bíblia e outra não, devemos levar em conta o CONTEXTO da declaração porque cada Pessoa Divina se enquadra melhor num. E, ao mesmo tempo, não ignorarmos os demais textos bíblicos que colocam o Espírito Santo no meu grau de Divindade que Cristo e Deus Pai (leia Atos 5:3, 4).Sobre 1 João 5:7, não o usamos como defesa da doutrina da Trindade porque o que está entre colchetes é um comentário de um copista. É claro que o copista não acrescentou uma heresia no manuscrito, mas, preferimos usar Mateus 28:19, Efésios 4:4-6, 2 Coríntios 13:13, Judas 1:20, João 14:16, entre outros, para provar que a Divindade é formada por Três Pessoas.
Postarei no blog textos que mostram que Jesus é Deus e outros sobre o Espírito Santo. Espero que a leitura dos mesmos o ajude a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18).
Conte comigo sempre.
Um abraço,
Leandro Quadros
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
O paradoxo da agulha

O que Jesus queria dizer com a expressão “passar um camelo pelo fundo de uma agulha” (Mt 19:24)? – N.F, Santo André, SP
Por Alberto R. Timm
“As palavras ‘passar um camelo pelo fundo de uma agulha’ são uma expressão proverbial semelhante a várias outras usadas no mundo antigo para descrever uma impossibilidade”.Em Mateus 19:16-30 (ver também Mc 10:17-31; Lc 18:18-30) aparecem o relato do jovem rico, que não conseguiu se desvencilhar de suas posses materiais, e as declarações de Cristo sobre o perigo das riquezas. Depois que o jovem “retirou-se triste”, Cristo afirmou: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mt 19:22-24). Alguns comentaristas bíblicos procuraram minimizar o efeito paradoxal da expressão “passar um camelo pelo fundo de uma agulha” reinterpretando o significado dos termos “camelo” e “fundo de uma agulha”. Por exemplo, há quem diga que a palavra “camelo” se refira aqui não ao próprio animal conhecido por esse nome, mas a um “cabo” ou “corda” de navio. Os defensores dessa teoria se baseiam no fato de que alguns manuscritos bíblicos, produzidos vários séculos depois de Cristo, trazem nesse verso a palavra “cabo” em vez de “camelo”. Como no original grego os termos “camelo” (kámelos) e “cabo” (kámilos) possuem certa semelhança entre si, é provável que alguns copistas e tradutores do Novo Testamento tenham substituído intencionalmente o termo “camelo” por “cabo”. Outra teoria popular pretende identificar o “fundo de uma agulha” com uma suposta portinhola lateral nos muros de Jerusalém, pela qual passavam os pedestres quando os grandes portões daquela cidade já estavam fechados. Embora as portinholas de algumas cidades mais recentes da Síria fossem denominadas de “olho da agulha”, não existem evidências de que esse era o caso com Jerusalém nos dias de Cristo. Como a teoria da portinhola surgiu séculos depois de Cristo, não cremos que Ele a tivesse em mente no texto em consideração. As palavras “passar um camelo pelo fundo de uma agulha” são, sem dúvida, uma expressão proverbial semelhante a várias outras usadas no mundo antigo para descrever uma completa impossibilidade. Mesmo na literatura judaica posterior aparecem alusões ao “elefante” como incapaz de passar pelo fundo de uma agulha. Sendo que os discípulos estavam bem mais familiarizados com o camelo do que com o elefante, Cristo decidiu contrastar o maior dos animais da Palestina (o camelo) com o menor dos orifícios conhecidos na época (o fundo de uma agulha). As tentativas de interpretar o “camelo” como um cabo e o “fundo de uma agulha” como uma portinhola acabam enfraquecendo, portanto, a força do argumento de Cristo. O texto de Mateus 19:16-30 deixa claro que o propósito de Jesus era levar Seus discípulos a entender a completa impossibilidade de alguém, semelhante ao jovem rico, ser salvo enquanto ainda apegado às suas riquezas. O problema não está nas riquezas em si, mas no apego indevido a elas. Mas quando o ser humano aceita o convite à renúncia de si mesmo (ver Mt 16:24-26), aquilo que é “impossível aos homens” se torna possível ao poder transformador da graça divina (Mt 19:26).
Fonte: Sinais dos Tempos, janeiro/fevereiro de 2003, p. 30 (usado com permissão)
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Quem é Jeová?

Alguns dias atrás, quando eu estava saindo de casa, fui abordado por um jovem (aparentava uns 15 anos de idade), que me entregou um folheto com o chamativo título: “Quem é Jeová?“.
O jovem, e seu companheiro (de uns 10 anos de idade) - assim como o folheto - são membros de uma denominação religiosa conhecida como “Testemunhas de Jeová“.
Uma das coisas que admiro nos “TJs” é esta disposição em fazerem um trabalho missionário persistente, de casa-em-casa e em duplas (nunca sozinhos).
O jovem, e seu companheiro (de uns 10 anos de idade) - assim como o folheto - são membros de uma denominação religiosa conhecida como “Testemunhas de Jeová“.
Uma das coisas que admiro nos “TJs” é esta disposição em fazerem um trabalho missionário persistente, de casa-em-casa e em duplas (nunca sozinhos).
Já li alguns comentários de ex-integrantes desta denominação alegando que este “espírito missionário” dos TJs é fruto de uma intensa “lavagem cerebral” feita por parte dos dirigentes, para que os membros distribuam as literaturas preparadas pela “Torre de Vigia” (editora da denominação).
Mas… isso não tira a minha admiração por vê-los tão ativos no esforço de fazerem a sua mensagem peculiar (e sectária, segundo alguns críticos). Tenho amigos TJs, e sei que a grande maioria é de pessoas sinceras em sua fé, e que fazem o trabalho missionário com amor e dedicação.
O folheto que recebi despertou o meu desejo de colocar novamente aqui no blog uma postagem que tratasse do tema da Pessoa de Jesus, que, na visão dos Testemunhas de Jeová, não é Divino da mesma forma como o “Pai”.
Quem é Jeová?
O “nome” de Deus aparece pela primeira vez em Gên. 2:4, que diz:
“Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou“.
A palavra que, em nossa língua, foi traduzida por “SENHOR”, aparece no texto original hebraico da seguinte maneira:
HWHY
Em português, seria YHWH (escrito da equerda para a direita). Um fato curioso a se observar é que o hebraico antigo (conforme foi escrito o livro de Gênesis) não possuía vogais, as quais foram colocadas séculos depois por um grupo de escribas chamados de “massoretas”.
Mas, como se pronuncia uma palavra sem vogais? Tente pronunciar o “tetragrama” acima e você verá como é difícil. Devido a esta dificuldade, e com o temor de pronunciarem o nome do Senhor em vão e de forma errada, os hebreus não o pronunciavam. Quando eles liam o texto bíblico e se deparavam com o tetragrama (YHWH), eles pronunciavam outro nome de Deus: Adonai (cf. Prov. 30:10). Com o tempo, a pronúncia correta do nome de Deus (YHWH) se perdeu.
Posteriormente, quando os massoretas foram colocar as vogais no texto bíblico, eles colocaram no tetragrama as vogais de ADONAI, fazendo com que a pronúncia ficasse parecida com o que hoje conhecemos em português por JEOVÁ. Mas, a bem da verdade, não podemos “bater o martelo” e dizer que este é o verdadeiro nome de Deus, porque, como disse antes, não se sabe como este era pronunciado originalmente.
Portanto, uma denominação que se apega a este nome “aportuguesado” (Jeová) para condenar as demais que não usam este título em sua identificação, não tem uma base muito sólida para sustentar suas declarações dogmáticas.
Jesus é “Jeová”?
Um outro ponto característico da doutrina dos TJs é o fato de que eles não crêem que Jesus é Deus, ou seja, na teologia Jeovista, Jesus é um “deus” menor em relação ao Pai. Para ver isto, basta dar uma lida nos primeiros versos do Evangelho de João, na versão Novo Mundo, editada pela Torre de Vigia.
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus. Este estava no princípio com o Deus.
Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência” (João 1:1-3).Fonte: Site Oficial da Torre de Vigia
É uma interpretação estranha para um grupo que é radicalmente contra a Trindade (aliás, muitos dos argumentos dos antitrinitarianos “adventistas” são extraídos das publicações dos TJs), por alegar que esta é uma crença politeísta (mais um equívoco da parte deles). Dizer que Jesus é “um deus” menor que o Pai, isso sim, é politeísmo explícito!
A Bíblia é muito clara em dizer que Jesus é tanto Deus quanto o Pai e o Espírito. E o mais “curioso” é que a Bíblia coloca sobre Jesus o cumprimento das profecias e declarações veterotestamentárias sobre o próprio YHWH (”Jeová”). Vejamos…
O fato de Jesus ser mais do que humano é indicado ainda pelos títulos que Lhe foram atribuídos: “Senhor” (Atos 2:36); “Deus” (Jo. 20:28); “Eu Sou” (Jo. 8:58, conf. Êx. 3:14). Agrega-se a isso o fato de haver, na Bíblia, inúmeras referências à Sua preexistência (Jo. 8:58; Col. 1:16; Heb. 1:2; etc.), pressuposta pela própria realidade da encarnação. E, se Jesus não tivesse poder divino, jamais poderia ter dito “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11:25); “Eu tenho autoridade para dar a minha vida, e a autoridade para tornar a tomá-la” (10:18); ou, então, “Quem me vê, vê o Pai” (14:9).
A divindade de Jesus pode ainda ser atestada nos seguintes aspectos:
Mas… isso não tira a minha admiração por vê-los tão ativos no esforço de fazerem a sua mensagem peculiar (e sectária, segundo alguns críticos). Tenho amigos TJs, e sei que a grande maioria é de pessoas sinceras em sua fé, e que fazem o trabalho missionário com amor e dedicação.
O folheto que recebi despertou o meu desejo de colocar novamente aqui no blog uma postagem que tratasse do tema da Pessoa de Jesus, que, na visão dos Testemunhas de Jeová, não é Divino da mesma forma como o “Pai”.
Quem é Jeová?
O “nome” de Deus aparece pela primeira vez em Gên. 2:4, que diz:
“Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou“.
A palavra que, em nossa língua, foi traduzida por “SENHOR”, aparece no texto original hebraico da seguinte maneira:
HWHY
Em português, seria YHWH (escrito da equerda para a direita). Um fato curioso a se observar é que o hebraico antigo (conforme foi escrito o livro de Gênesis) não possuía vogais, as quais foram colocadas séculos depois por um grupo de escribas chamados de “massoretas”.
Mas, como se pronuncia uma palavra sem vogais? Tente pronunciar o “tetragrama” acima e você verá como é difícil. Devido a esta dificuldade, e com o temor de pronunciarem o nome do Senhor em vão e de forma errada, os hebreus não o pronunciavam. Quando eles liam o texto bíblico e se deparavam com o tetragrama (YHWH), eles pronunciavam outro nome de Deus: Adonai (cf. Prov. 30:10). Com o tempo, a pronúncia correta do nome de Deus (YHWH) se perdeu.
Posteriormente, quando os massoretas foram colocar as vogais no texto bíblico, eles colocaram no tetragrama as vogais de ADONAI, fazendo com que a pronúncia ficasse parecida com o que hoje conhecemos em português por JEOVÁ. Mas, a bem da verdade, não podemos “bater o martelo” e dizer que este é o verdadeiro nome de Deus, porque, como disse antes, não se sabe como este era pronunciado originalmente.
Portanto, uma denominação que se apega a este nome “aportuguesado” (Jeová) para condenar as demais que não usam este título em sua identificação, não tem uma base muito sólida para sustentar suas declarações dogmáticas.
Jesus é “Jeová”?
Um outro ponto característico da doutrina dos TJs é o fato de que eles não crêem que Jesus é Deus, ou seja, na teologia Jeovista, Jesus é um “deus” menor em relação ao Pai. Para ver isto, basta dar uma lida nos primeiros versos do Evangelho de João, na versão Novo Mundo, editada pela Torre de Vigia.
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus. Este estava no princípio com o Deus.
Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência” (João 1:1-3).Fonte: Site Oficial da Torre de Vigia
É uma interpretação estranha para um grupo que é radicalmente contra a Trindade (aliás, muitos dos argumentos dos antitrinitarianos “adventistas” são extraídos das publicações dos TJs), por alegar que esta é uma crença politeísta (mais um equívoco da parte deles). Dizer que Jesus é “um deus” menor que o Pai, isso sim, é politeísmo explícito!
A Bíblia é muito clara em dizer que Jesus é tanto Deus quanto o Pai e o Espírito. E o mais “curioso” é que a Bíblia coloca sobre Jesus o cumprimento das profecias e declarações veterotestamentárias sobre o próprio YHWH (”Jeová”). Vejamos…
O fato de Jesus ser mais do que humano é indicado ainda pelos títulos que Lhe foram atribuídos: “Senhor” (Atos 2:36); “Deus” (Jo. 20:28); “Eu Sou” (Jo. 8:58, conf. Êx. 3:14). Agrega-se a isso o fato de haver, na Bíblia, inúmeras referências à Sua preexistência (Jo. 8:58; Col. 1:16; Heb. 1:2; etc.), pressuposta pela própria realidade da encarnação. E, se Jesus não tivesse poder divino, jamais poderia ter dito “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11:25); “Eu tenho autoridade para dar a minha vida, e a autoridade para tornar a tomá-la” (10:18); ou, então, “Quem me vê, vê o Pai” (14:9).
A divindade de Jesus pode ainda ser atestada nos seguintes aspectos:
• Sua autoridade - Mat. 7:28-29; Jo. 5:16-18;
• A adoração que recebeu - Mat. 26:16-20; Jo. 9:35-38;
• Seus requerimentos - Jo. 10:27; 11:25; 14:1;
• Sua unidade com o Pai - Jo. 10:30;
• Seu poder de ler o coração dos homens - Mar. 2:6; Jo. 2:23-25.
Outras Declarações Impressionantes:
Isa. 9:6 (O Messias seria o Deus Forte) - Jesus foi o Messias.
Jo 5:18 (Jesus assumia ser igual a Deus)
Jo 20:28 (Tomé reconhece Jesus como Senhor e Deus)
At 2:36 (Deus fez de Jesus, Senhor Cristo)
At 3:15 (Jesus é o Autor da vida) - E sabemos que Deus é este Autor.
Rm 9:1, 5 (Jesus é o Deus bendito)
Fp 2:5-7 (Jesus tinha a forma de Deus) - o termo usado é MORPHE - uma cópia “exata.
Col. 2:9 (toda a plenitude da Divindade estava com Ele)
Tt 2:13 (grande Deus e Salvador)
2Pe 1:1-2 (Pedro reconhece Jesus como Deus e Salvador)
1Jo 5:20 (Jesus é o verdadeiro Deus)
“Curiosidades”
A Bíblia diz que a “voz que clamava no deserto” viria preparar o caminho de “Jeová” (Is 40:3).E o caminho de Quem João Batista preparou? (Mt 3:3)Portanto, JEOVÁ = JESUS
As Escrituras dizem claramente que “Deus” seria vendido por 30 moedas (Zc 11:13).E na vida de Quem isso se cumpriu? (Mt 26:15; 27:9)Portanto, DEUS = JESUS
Conclusão
O título do folheto que recebi indagava: “Quem é Jeová?”.Pois bem, a resposta é uma só:JESUS É JEOVÁ!
“Curiosidades”
A Bíblia diz que a “voz que clamava no deserto” viria preparar o caminho de “Jeová” (Is 40:3).E o caminho de Quem João Batista preparou? (Mt 3:3)Portanto, JEOVÁ = JESUS
As Escrituras dizem claramente que “Deus” seria vendido por 30 moedas (Zc 11:13).E na vida de Quem isso se cumpriu? (Mt 26:15; 27:9)Portanto, DEUS = JESUS
Conclusão
O título do folheto que recebi indagava: “Quem é Jeová?”.Pois bem, a resposta é uma só:JESUS É JEOVÁ!
“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1João 5:12).
Pr.Gilson Medeiros
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
Batismo em nome de Jesus

Por que, em Mateus, Jesus falou para os discípulos batizarem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e em Atos o batismo é feito em nome de Jesus? – R.
Assim como oramos ao Pai, em nome de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, o batismo bíblico é “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O Pai não é o Filho. Se fosse, Jesus não oraria ao Pai. O Pai é uma pessoa da Divindade, e o Filho é outra pessoa da Divindade (cf. Mt 5:16, 48; 10:32; Ap 3:5; At 7:54-56; Mt 11:25; 4:6-10; Ef 1:3, 17; 3:14; Jo 14:16; Mc 13:32; At 7:56; Lc 23:46; Jo 8:42; 16:5; 10:36; 17:8; 4:24; 19:34; Mt 16:17; Lc 24:39; Jo 5:17-35; 20:17; Ap 3:12; Lc 2:7-16; 2:22, 26-33, etc.).
O Deus Filho não é o Deus Espírito Santo. Se fosse, Jesus não diria: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14:16). “Todavia, digo-vos a verdade, convém que Eu vá; pois se Eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se Eu for, vô-lo enviarei” (Jo 16:7). (Veja também: Jo 5:32; 15:26; Ap 1:4, 5; 3:1; 4:5; 5:6; Is 11:2; 42:1-7; 61:1, 2; At 10:38; 1Jo 5:7; 2Co 13:14; Mt 12:31, 32; Mc 3:29, 30; Lc 12:10; At 8:5-25; Jo 5:19; 7:39; At 2:33, 34).
Portanto, são três as pessoas da Trindade.Se Deus Pai fosse o Espírito Santo, por que razão Jesus diria: “...em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”? Eles são citados por serem pessoas diferentes.
Em 1873, foi descoberto um manuscrito muito antigo, em pergaminho, intitulado Os Ensinos dos Doze Apóstolos ou Didaquê. É um dos manuscritos mais antigos. Contém 240 páginas e pode ser datado entre os anos 70 a 150 d.C. É um livro que não reclama autoridade apostólica, segundo consta nele próprio, mas reúne, em linguagem muito singela e em forma de manual, os ensinos que os apóstolos ministravam. O autor, cujo nome é desconhecido, teria colhido essas informações pessoalmente ou por tradição oral.
No capítulo 22, diz assim: “Agora, concernente ao batismo, o bispo ou presbítero, como já temos instruído, deve batizar conforme o Senhor ordenou ao dizer: ‘Ide por todo o mundo e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’.” (Obs.: o interessante é que muitos opositores da verdade utilizam esse livro – o Didaquê – , quando lhes convém, para fundamentar suas idéias. Veja agora o que os líderes da primitiva igreja cristã disseram sobre o assunto do batismo:
Justino Mártir. Esse pastor da igreja apostólica viveu até o ano 165 d.C., quando foi martirizado. Veja o que ele escreveu sobre o batismo: “Todos quantos são persuadidos e creem nas coisas que nós falamos e ensinamos, como verídicas, e prometem viver de acordo com isso, recebem instrução e oram a Deus. Depois, são conduzidos por nós até um lugar onde haja água. Então, no nome do Pai e Senhor de todo o Universo, e do nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo, eles recebem a purificação com água.”
Inácio (pastor que viveu nos últimos anos do primeiro século) escreveu: “Não há três Pais e nem três Filhos, e nem três Paracletos. Portanto, o Senhor, enviando os apóstolos a fazer discípulos de todas as nações, ordenou-lhes que batizassem no nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, não em três nomes, nem em três encarnações, mas em nome dos três de igual honra.”
Tertuliano (viveu entre os anos 160 a 240 d.C.) escreveu: “Ordenando que batizassem em o Pai, e o Filho e o Espírito Santo, e não em um só.”
Clemente de Alexandria (pastor que viveu de 150 a 213 d.C.) afirmou: “O homem batizado em Deus, entrou em Deus, e recebeu poder sobre escorpiões, para pisar serpentes – os poderes malignos. E aos apóstolos ordenou: ‘Ide pregar, e aqueles que creem, batizai-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo’.”
Poderíamos citar ainda Cipriano de Cartago (240-258 d.C.), Orígenes (184-254 d.C.), Dídimo de Alexandria, Basílio Magno e Calvino (Genebra, Suíça), mas não se faz necessário. Então, por que hoje alguns batizam só em nome de Jesus?
Costuma-se citar as seguintes passagens:
Atos 2:38 – “...seja batizado em nome de Jesus Cristo.”
Atos 8:16 – “...haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus.”
Atos 10:48 – “...batizados em nome de Jesus Cristo.”
Atos 19:5 – “...foram batizados em o nome do Senhor Jesus.”
Dessas quatro passagens realmente não se pode chegar à conclusão de que se deve batizar somente em nome de Jesus. Mesmo que o texto de Mateus 28:19 não existisse, tal interpretação traria muita confusão.
Afinal, qual é a forma correta de se batizar? “Em nome de Jesus Cristo”? (At 2:38; 10:48), ou “em nome do Senhor Jesus”? (At 8:16; 19:5).
A expressão “Em nome de Jesus”, especificamente, não existe em nenhuma passagem. E será que não é importante citar “Cristo” ou o “Senhor”? (ver Ec 3:14). Alguns foram batizados de um jeito. Outros, de forma diferente.
O historiador Flávio Josefo menciona pelo menos 13 homens chamados “Jesus”, que viviam na época em que Cristo nasceu. Portanto, esse era realmente um nome muito comum. Se fosse verdade que “Jesus” constituísse o nome oficial de Deus, seria uma grande blasfêmia colocar esse nome nos filhos. Os judeus jamais fariam tal coisa.
A designação completa para o Deus Filho é: O Senhor Jesus Cristo. “Senhor” indica Sua divindade (Ele é Deus); “Jesus” é o nome de Sua humanidade (Ele é Homem); “Cristo” se refere a Sua posição de Messias, o Ungido de Deus.Sem dúvida, as quatro passagens referidas acima não tratam da “fórmula” usada pelos apóstolos ao realizar os batismos, mas sim da autoridade com que realizavam os batismos. Naturalmente, essa autoridade é do Senhor Jesus Cristo.
Jesus foi crucificado como impostor, perturbador da paz e inimigo do povo. A divindade de Jesus não foi aceita pelo povo judeu, por isso os discípulos deixaram claro que o batismo por eles realizado era por ordem de Jesus, e sob Sua autoridade. Portanto, era fundamental para o estabelecimento do cristianismo no mundo que as pessoas aceitassem a Cristo como Filho de Deus.
Leia com bastante atenção Mateus 7:21-23. O nome de Jesus é muito importante, no entanto, mais importante que o nome é o próprio Jesus. E Jesus disse: “Batizai em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Se Jesus disse, quem somos nós para dizer diferente? A oração, nós a fazemos “em nome de Jesus”, pois essa foi a ordem: “Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu a farei” (Jo 14:14). Só batizaríamos [nós adventistas] “em nome de Jesus”, se em Mateus 28:19 estivesse escrito assim: “Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em Meu nome.” Como não está escrito dessa forma, preferimos ficar com o que ordena a Palavra de Deus.
(Vanderlei Ricken)
retirado do site http://www.michelsonperguntas.blogspot.com/
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Parousia em 1914?
Existe um grupo religioso que afirma ter Jesus voltado “invisivelmente” em 1914. Isso procede? A.
Evidentemente que não.
Existem vários textos bíblicos que demonstram a falsidade dessa idéia:
Os santos não ressuscitaram (1Ts 4:16)
Os vivos não foram arrebatados (1Co 15:22, 23)
Os maus não foram destruídos (2Ts 2:8; Lc 17:23-30)
“Todo olho” não viu Jesus em 1914 (Ap 1:7)
“Todas as tribos da Terra” não têm “olhos espirituais”, contudo, verão a Cristo (Mt 24:30, 31)
A Santa-Ceia (Culto Memorial) deve ser realizada “até que Ele venha”. Se já veio, para que realizá-la? (1Co 11:26 ARC)
O sinais de vinda de Jesus são para advertir-nos (Mt 24:42-44). Se Jesus já está aqui, os sinais são agora inúteis?Cristo intercede hoje por nós (Hb 7:25; ver também Hb 8:1, 2). Se Cristo já “veio” em 1914, terminou a intercessão? Ninguém mais tem a salvação? Para que pregar, então?
As “testemunhas de Jeová” foram ensinadas, por anos, que o segundo advento invisível de Cristo ocorreu em 1874. A data foi depois alterada para 1914. O interessante é que a Torre de Vigia publicou os livros O Mistério Consumado, Criação e Profecia respectivamente em 1917, 1927 e 1929, ainda ensinando 1874 como o tempo da parousia.
Logo, esses “olhos do entendimento” não entenderam nada sobre o assunto da vinda de Cristo por quase 30 anos!
Note, por exemplo, esta citação: “Por ocasião do segundo advento, em 1874...” (O Mistério Consumado, série 7 de Estudo nas Escrituras, p. 167). Livro publicado três anos depois de 1914. Cronologia furada Não há relação alguma entre Daniel 4 e Lucas 21:24 (“Tempos dos Gentios”), como querem as “testemunhas de Jeová”.
Daniel 4:28-34 indica que a profecia se cumpriu com o próprio Nabucodonosor, não depois.607 a.C., tido pelas “testemunhas” como o ano da desolação de Jerusalém e início do cativeiro babilônico, não tem confirmação de nenhum historiador ou arqueólogo de gabarito, nem mesmo dos citados pela Torre de Vigia, como E. Thiele, J. Finegan, J. Pritchard, etc. 2 Reis 25:1 fala do último cerco de Jerusalém no nono ano do reinado de Nabucodonosor, ou seja, 588 a.C. Esse cerco durou dois anos, chegando, portanto, a 586 a.C. Essa data foi admitida até por Raymond Franz, autor do verbete “cronologia” em Ajuda Para o Entendimento da Bíblia, editado pela Torre de Vigia. Franz abandonou a organização – mesmo sendo membro do “Corpo Governante” – após perceber a falta de fundamento histórico da data 607 a.C. (Raymond Franz é sobrinho de Frederick Franz, presidente das “testemunhas” até 1992 e autor da versão bíblica Novo Mundo.)
Outro detalhe: 4/5 de outubro de 1914 é tido pelas “testemunhas” como a data da entronização de Cristo como Rei celestial (Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, p. 230). Para eles, em outubro de 1914 ocorreu (1) a entronização de Cristo no Céu, representada pelo cavaleiro do cavalo branco que sai para a vitória – Ap 6:2; (2) o início da “vinda secreta” de Cristo; (3) o começo da rebelião de Satanás e a guerra no Céu – Ap 12:2; (4) a derrota e expulsão de Satanás para a Terra – Ap 12:8-10.
Acontece que a I Guerra Mundial começou em 28 de julho, quando a Áustria declarou guerra à Sérvia, devido ao assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco. Foi esse fato que precipitou toda a Europa e o mundo na guerra.
Assim, em princípios de outubro, nação já se havia levantado contra nação e reino contra reino, o que não se ajusta à interpretação da Torre de Vigia quanto ao tempo do cumprimento de Mateus 24:6 e 7. Outro problema: pela interpretação jeovista, o cavalo vermelho sai antes do cavalo branco (Ap 6:4)! As nações, na verdade, iram-se no fim do tempo (ver Ap 11:18).
Parousia Leia Filipenses 1:26 e 2:12; 1 Coríntios 16:17; 2 Coríntios 10:10.
Nessas passagens há o emprego da palavra parousia, e elas deixam evidente que ela não existe o significado de “invisível”. A verdade sobre a 2ª vindaAtos 1:11 – Jesus subiu ao céu visivelmente e anjos afirmaram que Ele voltará da mesma maneira.Mateus 24:27 e 30; 26:64; Marcos 13:26; Lucas 17:24; Tito 2:13 – A vinda de Cristo, além de visível, será em glória. Mateus 24:26 e 27 –
Não devemos dar crédito aos que dizem saber quando e onde Cristo voltará.
Michelson Borges
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Pedro: o primeiro papa?

Por que, dentre todos os apóstolos, o único que teve o nome mudado foi Pedro? E por que o nome foi mudado justamente para “Pedra”? Por que todos os evangelistas, quando citam os apóstolos, sempre começam por Pedro ou Simão? Por que, num momento de tantas dúvidas dos discípulos sobre o cumprimento ou não da lei nos quesitos alimentares, é exatamente Pedro que tem a visão que fecha o assunto. Por que Deus parece querer sempre revelar a verdade por meio de Pedro? – B.
Prezada B., o nome de Pedro foi mudado para “pedregulho” (tradução de petrus) porque ele seria uma das bases da Igreja, que é fundamentada sobre a Pedra (petra, no grego). Pedro foi um líder importante da igreja cristã primitiva, mas a Bíblia menciona outros líderes como Tiago. Por ser mais impulsivo e enérgico, Pedro acaba se destacando.Através de Mateus 16:16-20 tenta-se fazer crer que o apóstolo Pedro teria recebido de Cristo as “chaves dos Céu”, tornando-se, assim, o primeiro papa, ou cabeça visível da Igreja. Não é bem assim.
Como este assunto é de fundamental importância, convido-o a procurar as referidas passagens em sua própria Bíblia:
1. De acordo com o próprio apóstolo Pedro, quem é a Pedra ou líder (cabeça) da Igreja? (ver Atos 4:8-12; 1 Pedro 2:4-8).
2. O que Paulo diz sobre o “fundamento da Igreja”? (1 Coríntios 3:11).
3. Discussão dos discípulos de Jesus (Mateus 18:1; Marcos 9:33-35; Lucas 22:24-26). Obs.: Essa discussão se deu após o suposto “primado” de Pedro. Se Cristo houvesse estabelecido Pedro como o “chefe”, os discípulos não teriam discutido sobre quem era o maior.
4. Paulo repreende a Pedro (Gálatas 2:11-16). Obs.: Segundo a concepção católica, o papa é infalível em matéria de fé e, portanto, seria um tanto estranho Paulo repreender ao “líder infalível”.
5. Quem cuidava da Igreja não era apenas Pedro (Atos 6:2; 14:22-25; 15:13,19; 12:17; 21:18; 1 Coríntios 15:7; Gálatas 2:9; Efésios 2:20; Apocalipse 21:14).
6. Em termos espirituais, é errado chamar alguém de pai (papa) (Mateus 23:9).
7. A Bíblia não autoriza que se ajoelhe diante de homens (Atos 10:25-26). Obs.: Também considera blasfêmia homens perdoarem pecados (ver Mateus 9:2-3; Marcos 2:7). Não se deve zombar de Deus fazendo o que Ele não permite (Gálatas 6:7; Apocalipse 19:10).
8. Pedro não possuía ouro nem prata, ao contrário do que se vê hoje no Vaticano (Atos 3:6).
9. Pedro era casado, contrariando o celibato (Mateus 8:14).
10. Jesus repreende a Pedro (Mateus 16:22-23). Obs.: Como Cristo poderia dizer “afasta te, satanás”, se Pedro fosse o papa?!?
11. Em Mateus 18:15-18, fica claro que o poder de “ligar e desligar” é da Igreja e não de alguém em especial. Aqui Jesus usa a expressão “ligardes” e “desligardes” no plural. A “chave”, como se nota em Lucas 11:52, é a própria Bíblia, pois ela pode nos garantir a entrada no Céu (leia João 5:39).
12. Então, quem é a verdadeira Pedra? (Efésios 2:19-22; Colossenses 1:18). Obs.: Como já indiquei acima, no grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento, a palavra “pedra” tem duas grafias no texto: “...tu és petrus e sobre esta petra edificarei Minha Igreja.” Petrus significa pedra pequena, pedaço; e petra, Rocha. Cristo não poderia edificar a Igreja sobre algo tão inseguro quanto uma petrus. Por isso a Petra, a Rocha que é Cristo, é o único fundamento e “ninguém pode pôr outro” (1 Coríntios 3:11).
13. A “infalibilidade” do papa foi criada em 1870 pelo Concílio do Vaticano. Mas foi Leão I que deu ênfase ao primado de Pedro entre os apóstolos, ensinando que o que Pedro possuíra havia passado aos sucessores. Em 445, Leão I conseguiu que o Imperador do Ocidente, Valentiniano III, promulgasse um edito ordenando a todos que obedecessem ao Bispo de Roma – o papa – como portador que era do “primado” de Pedro. Entretanto, os autores católicos dos primeiros quatro séculos jamais defenderam, baseados em Mateus 16:18, que Pedro tenha recebido de Cristo qualquer primazia ou que ele tenha entregue esse poder aos bispos de Roma. Irineu e Eusébio estão de acordo nesse ponto: o primeiro bispo (ou papa) da Igreja de Roma foi Lino (ver História Eclesiástica de Eusébio, Livro III, c. 2).
Só para concluir, o notável gramático Eduardo Carlos Pereira nos chama a atenção para a forma do demonstrativo empregado – “esta” e não “essa”. “Esta” refere-se à pessoa que fala e “essa” à pessoa com quem se fala. Se a pedra fosse Pedro, o demonstrativo usado seria “essa” e não “esta”.Que Deus a abençoe em sua procura pela verdade.
(Michelson Borges)
retirado do site http://www.michelsonperguntas.blogspot.com/
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